Como o Moura disse o Jovi vai mover isso aqui, mas eu também vou comentar e dar as boas vindas ao mundo de duas rodas (no qual sou novato também, habilitado desde 26/06/2008) ao Mdb :
mdb escreveu:
Experiência prévia em duas rodas: Bicicleta sem rodinhas desde os 6 anos.
Comecei com 7, e tinha 19 na época das aulas (quer dizer, tenho 19) e o melhor nem de carona não tinha andado, entre o caminho da auto escola e a pista no primeiro dia, segurava no apoio da moto igual aqueles peões em barretos segura no boi, não soltava nem a pau, depois de um tempo, nem segurar segurava.
mdb escreveu:
Segundo passo: (...) o cara me apresenta a moto depois de saber que nunca andei e aponta os comandos "freio traseiro, do lado de lá, no pé. embreagem. (aponta com o dedo). O instrutor liga a moto.
Isso eu ja sabia
mdb escreveu:
Quarto passo: arrancar. pensei que seria uma barbada, afinal, quem roda mais de 2000km por mês, sabe tudo de arrancar... mas não durante os 3 primeiros minutos. Depois que tu ouve o motor, sente ela rodar, passa a ser barbada.
Eu tinha problemas nessa parte. Custei a arrancar bem, acho que também pela falta de contato, até mesmo em dirigir carros, custei a pegar o tempo da moto.
mdb escreveu:
Quinto passo: parar. Bom, minha experência anterior para parar uma scooter foi meio ruim (por muito pouco não entrei porta de uma veraneio a dentro - estacionada na calçada). Mas o principal é: senta o pé pq o freio da CG 125 é uma bost* (ou o freio traseiro é meio mascado em todas?), pra quem tá acostumado com carro, freiar suavemente, bobagem. Crava o pé no freio (sem ser psicótico) e senta a mão na embreagem ANTES da moto pensar em diminuir a velocidade, se não, apaga...
Nunca tive problema em parar não. Acho que a moto que você andou estava precisando revisar o freio, provavelmente a pastilha tá gasta, só um apertão e já começa parar, ainda mais na pista que você anda muito devagar. O ferio da frente se der um apertadão, vai voar bonito, igual minha instrutora falou "moto é igual mulher tem que tratar com carinho" ( obs: tive aula com uma mulher de moto e putz sabia muito, sou totalmente sem esse preconceito).
mdb escreveu:
Sexto passo: fazer o circuito em 8, zigue-zague nos cones, andar sobre a tábua e parar onde está escrito... PARE. Fazer isso incontáveis vezes durante os próximos 35 ou 40 minutos.
Uma coisa me chamou a atenção: quanto mais pra frente tu olha, melhor o teu equilíbrio. Andar sobre aquela tábua com a moto quase apagando (já que não dá pra acelerar) é uma barbada.
Depende, não sei como é ai, mas aqui em Minas não é muito fácil não, aqui são muito rígidos, dar uma volta na pista é facil (tirando a parte da rampa que tive um pouco de dificudades. devido também ao problema em arrancar). Mas para passar é outos 500, não pode nem inclinar um pouquinho, tem que ter um velocidade constante,não pode tremer um pouquinho na prancha devido a nervosismo, tem que ser perfeito, conheço pessoas que ja tomaram 3 paus, eles dão pau por qualquer coisinha mesmo aqui.
mdb escreveu:
E, cara... se em 20 metros de asfalto, numa CG125 em 1° marcha, na quadra de uma escola de samba, já é divertido, o que deve ser, num dia de folga, sem compromissos, rodeado de amigos, numa motoca bacana??
Concordo plenamente,quando comecei a fazer aula também ficava muito empolgado, esses dias andei na chuva é um saco nada glamuroso, mas quando não ta chuvendo, nossa é muito bom mesmo, difícil ate de descrever, então vou deixar a frase que um professora minha sempre falava e é uma boa definição pois andar de moto é " tudo de bom".
Agora um comentário resumo de tudo, dando minha versão.
Aqui em Minas é meio diferente, a moto não tem nenhuma trava no guidom (acho que por isso que custei a aprender a arrancar, acelerava demais e soltava embreagem muito rápido), também não é acelerada não, rotação normal, moto morrer fáci, tem que ir acelerando de levinho para ela não morrer na pista, e isso reprova um galera aqui, pessoal deixar a moto morrer no quadrado.
No meu primeiro dia fui de carona até o estacionamento do estádio (lugar onde tem um espaço aberto, usado para aprender a dirigir), não fui na pista só na terceira aula. Chegando lá a instrutora me mostrou os comandos e falou a teoria de como arrancar (acelera um poquinho e vai soltando a embreagem devagar) e me deu a moto.
Como já disse custei para arrancar, achei que nem ia conseguir NUNCA, me senti um derrotado. mas quando arranquei a primeira vez e dei uma voltinha fui até os 20 km/h e fiquei meio bobo de felicidade, ventinho na cara andando, fiquei mantendo velocidade e sei lá, o dia tava mais bonito, o céu parecia mais azul ou era impressão minha?
Ai ela pediu para parar perto dela falou para mim dar mais uma volta. E para arrancar foi difícil denovo, mas como já tinha arrancado uma vez, tava mais tranquilo ( e veio aquela imagem na cabeça do filme do professor aloprado, quando ele fica vendo pessoas na TV malhando e fala a frase "SIM EU POSSO", que também ta muito na moda agora só que no plural "YES, WE CAN") e dei mais uma voltinha.
Ai depois ela pediu para colocar a segunda, ai que fiquei feliz mesmo (SPEED), ela explico a teoria de passar a marcha (pois não sabia, nem no carro também sabia, foi tudo meio do zero). Arranquei fui andando, acelerei bastante para passar a marcha, troquei e fiquei andando agora a uns 35 km/h, mais feliz ainda.
Mas ela brigou um pouco, pois acelerei muito para passar a marcha fiz o motor esguelar, pois achava que se a moto não tivesse numa velocidade boa a marcha "não ia entrar" e depois tomei mais uns fumos por esguelar a moto.
Ai teve uma hora que pensei, agora vou colocar a terceira e como sempre trocava as marchas com o motor cheio, quando coloquei a terceira na YBR, senti indo meio para trás a moto viro um foguete (na primeira vez parecia) fui até us 60 km/h no velocimetro, depois o medo não deixou ir mais longe e estava também acabando o espaço.
A mulher quase morreu, no primeiro dia já coloquei 60km/h, nem arrancando tava conseguindo e ja queria ver quanto a moto andava, tomei um pouco de esporro. Mas nem liguei tava meio bêbado de felicidade e na verdade só queria passar a terceira, pois de carro tinha um trauma de nunca conseguir passar a terceira, sempre deixava morrer, por não encaixar a marcha.
E para terminar, cai com a moto parada, na hora de descer não abri o descanço e meio inclinei a moto (igual fazemos na bicicleta) para descer e quem disse que aguentei o peso, cai com ela no cão parado. Mas nem isso me abalou e fiquei contando os dias para a próxima aula.