16/02/2015
Ontem abasteci as duas "meninas":
Vera : 16,2 km/l
Suzana : 24,1 Km/l
Ambas cada vez mais bebendo menos e me deixando feliz, devem estar disputando minha preferencia. Claro que ainda há o efeito "brinquedo novo", e como qualquer "criança" durante um tempo, vou me divertir mais com a recém chegada.
Acho que estou me acostumando com a V-Rod e por isso aproveitando melhor o combustível dela.
A reportagem da CarPlace abaixo sobre a Night Rod é muito fiel a moto, concordo com tudo que o cara fala, é exatamente o que sinto quando estou nela, e uma coisa que o camarada fala é exatamente o que gosto numa moto potente, nada de velocidade final, não curto rodar a zilhão, eu gosto mesmo e sempre pratiquei é isso que ele fala aí em baixo:
"...Dá para ir além dos 200 km/h se enrolar o cabo, mas depois não reclame se chegarem algumas cartinhas do Detran pelo Correio. Melhor se divertir nas saídas de pedágio e nas ultrapassagens, acompanhando o motorzão crescer de giro com aquele borbulhar que ecoa pela estrada inteira..."
Isso sim, me traz prazer, mas sempre 99% do tempo, respeitando a velocidade da pista.
Avaliação: Harley-Davidson Night Rod é o lado negro da força
http://carplace.uol.com.br/avaliacao-ha ... -da-forca/
Os mais puristas diriam que as novas motos estão perdendo personalidade. Design genérico, facilidade de pilotagem, motores trocando potência por economia… Deve ser por isso que tanta gente olhava admirada para “nossa” Harley Davidson Night Rod Special 2014 nas ruas. Eis uma moto de personalidade fortíssima: desde o visual até pilotagem, passando pela ergonomia, esta verdadeira drag bike requer dedicação do piloto. E isso deixa a coisa muito divertida!
Para desfrutar tudo da Night Rod você precisa levá-la para passear, entendê-la aos poucos, para depois arrepiar. O motorzão V2 de 1.247 cc, chamado de Revolution, é feito em parceria com ninguém menos que a Porsche. Refrigerado a líquido e com duplo comando no cabeçote, gera 125 cv e uma patada de 11,4 kgfm de torque. Os freios são fortes e o “pneuzaço” 240 traseiro não deixa dúvidas sobre a capacidade de aceleração desta monstra – os 100 km/h requerem pouco mais de 4 segundos. Esta Harley é pesada, dura, exige força para ser guiada, esquenta a perna direita e ainda deixa o piloto em uma posição não muito confortável. Mas você não quer parar de acelerá-la um minuto sequer.
Harleys em geral não são marcadas pela esportividade. Talvez isso faça da Night Rod uma HD tão especial. Versão “lado negro da força” da V-Rod, ela se destaca primeiro pela pintura preta com detalhes em laranja. O entreeixos bastante longo define seu estilo e posição de pilotagem, enquanto a dianteira é simples, com seu farol único circular, e a traseira tem desenho retrô com setas redondinhas. Ao se acomodar, o banco recebe muito bem o corpo (garupa só em ocasiões especiais!), mas as costas ficam inclinadas para frente e os braços, esticados. A moto tem altura reduzida em relação ao solo, só que as pedaleiras são bastante avançadas, de modo que os baixinhos não conseguirão alcançar o pedal de câmbio. Os punhos são bem simples, com uma seta para cada lado (tradição Harley) e buzina (que parece de um navio!) um pouco acima do ideal. O quadro de instrumentos também traz apenas o básico.
Luxo? Só pela chave presencial, que pode ficar no bolso enquanto você gira o contato com a mão (no lado direito da moto) e dá a partida no “Revolution”. O ronco é aquele borbulho típico das Harleys, mas a vibração não é tão grande – aparece em marcha lenta, depois quase some. A embreagem tem certo peso, ao contrário do câmbio, que apresenta engates bem mais macios e precisos do que eu pensava. Uma vez em movimento, a estranheza inicial da posição “avançada” vai sumindo conforme a empolgação com as acelerações aumenta. A Night Rod empurra forte, e muito! Ela passa dos 100 km/h em segunda marcha e aceita retomadas em qualquer condição, mesmo com o giro lá em baixo. As cinco marchas são bem longas, mas o torque abundante faz todo o trabalho necessário.
Na cidade, ela surpreende por não “empacar” entre os carros, pois a largura é estreita. Mas esqueça manobras entre outros veículos, pois o entreeixos longo e a pouca capacidade de esterço do guidão não vão ajudar, além de a moto pesar mais de 300 kg. Dá para ir ao trabalho algumas vezes por semana, mas como companheira diária a Night Road vai judiar – de você e dela mesma. A suspensão é “seca”, transmitindo tudo que se passa debaixo dos pneus em tempo real para seus punhos e seu traseiro, enquanto o calor gerado pelo motorzão “cozinha” sua perna direita se o trânsito estiver parado. Legal é a incrível capacidade de saída de semáforos, o ronco, a tocada…
Na primeira curva, um susto: ela não deita! Quer dizer, deita, mas você precisa chamá-la com vontade para dentro da curva, por conta do pneu largão lá atrás. No entanto, depois que você acostuma com isso, a enorme quantidade de borracha na traseira oferece um grip sensacional, permitindo que você deite nas curvas até a pedaleira te avisar, raspando no chão, que você está passando dos limites. Outra vantagem do pneuzão, em conjunto com o sistema de freios com pinças Brembo, é a frenagem excelente, especialmente na traseira. A Night Rod para tão bem que nem parece ter o peso que tem.
Pegar uma estrada é a senha para atingir o clímax desta HD. É ali que ela se sente à vontade, viva e com muita disposição para acelerar. Viajar a 120 km/h é bacana e o vento no corpo não chega a ser um problema, mas a Night Rod pede muito mais do que isso. Dá para ir além dos 200 km/h se enrolar o cabo, mas depois não reclame se chegarem algumas cartinhas do Detran pelo Correio. Melhor se divertir nas saídas de pedágio e nas ultrapassagens, acompanhando o motorzão crescer de giro com aquele borbulhar que ecoa pela estrada inteira. Circuitos sinuosos pedem atenção, pois a moto é comprida para curvinhas fechadas, mas curvas abertas é com ela mesmo. O chassi é firme, a suspensão dura não deixa a moto balançar e os pneus são grudentos.
Encarei mais de 400 km de estrada numa só puxada e, para minha surpresa, cheguei mais inteiro do que esperava. Já a gasolina não rendeu tanto assim: com consumo médio de 12,8 km/l durante nossa avaliação, a Night Rod bebe mais do que muito carro por aí. Mas, como dissemos no começo, ela não é um moto voltada para economia ou transporte diário. O negócio dela é estilo e diversão, amparados pela exclusividade proporcionada pelo preço de R$ 56.900.
E esta reportagem abaixo, é fiel a moto, mas é divertida de ler, principalmente na experiencia do repórter (ou comediante?) com o calor da fogosa.
A coisa esquenta tanto, que literalmente pega fogo, ontem, num passeio pela Estrada do Vinho em São Roque, parei na primeira vinícola numa área que estava com grama e muito capim cortado e seco, saí dalí e quando estava estacionando a moto na segunda vinícola, algumas centenas de metros depois, senti cheiro de mato queimando, e uns caras que tinham parado suas motos ao lado, correram para puxar com os pés uns maços de capim que ficaram presos em baixo da moto e já estavam pegando fogo e largando fumaça.
La Bruja Night Rod Special
http://www.bestriders.com.br/la-bruja-n ... d-special/
"...Seus dois metros de comprimento também não a faz uma moto de trânsito, e aí que vem a característica mais difícil de se adaptar: o calor que vem de baixo. O calor do motor assa as coxas e cozinha tudo que tem entre elas. Fique mais de um minuto parado no farol e a moto começa sua metamorfose em inferno particular. O sistema de arrefecimento liga, as pernas e arredores assam e se tiver sorte a sua calça comprida não vai derreter na saída do escapamento muito próximo da sua perna direita. Como usei a moto no dia a dia, queimei duas calças sociais. Show! Mesmo pilotando com calça jeans grossa, parei no farol já com a perna direita mais aberta, o que fica meio esquisito. A sorte é que ninguém vai reparar esta posição ridícula, mas sim ficar olhando para a moto. O farol abriu, marretei a primeira, recolhi a perna, a calça “incandescente” encostou. Xinga, pula, engata segunda e acelera para esfriar! Quando espetar a terceira, já esqueceu!..."