Suzuki encolhendo no Brasil

Assuntos diversos, relacionados ou não ao motociclismo

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Levi's
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O título original da matéria é: "O PNEU MURCHO DA SUZUKI" publicado na revista Isto é Dinheiro de 10 de Outubro de 2012, por Rafael Freire
O empresário paulista João Toledo, dono da J. Toledo, de Jundiaí, só tinha motivos para comemorar há quatro anos. Depois de 16 anos representando ae fabricando as motos da japonesa Suzuki no Brasil, Toledo havia consolidado a marca como a terceira do País, com uma fatia de 7,4% das vendas em 2008. Uma façanha em um mercado dominado pelas suas compatriotas Honda e Yamaha, que até hoje detêm cerca de 80% do mercado nacional. Desde então, a operação sofreu uma reviravolta. As vendas caíram 71%, passando de 142 mil unidades, em 2008, para 41 mil, em 2011. Com isso, sua participação baixou para 2,1%. O resultado fez com que a marca perdesse o posto de terceira mais vendida para a Dafra em 2011.
Aqueda é atribuída à falta de renovação de sua linha e ao mau relacionamento com a rede de distribuição. Durante os últimos quatro anos, muitos pontos de vendas da Suzuki fecharam as portas. Dos cerca de 450 registrados em 2008, apenas 340 ainda constam no site da montadora. Mas, segundo Lidacir Rigon, ex-presidente da Assuzuki, que representa as concessionárias da Suzuki, e ex-distribuidor da montadora, o número atual de revendas está na casa dos 80. "Faltavam produtos comeptitivos e nossa margem de lucro caiu de 25% para 7%", afirma Rigon, ex-proprietário de três concessionárias no Paraná. De acordo com Rigon, com a queda nas vendas, a J. Toledo baixou os preços das motos e transferiu o custo dessa redução com os revendedores. Outro fator predominante para a desaceleração das vendas, segundo Rigon, foi a paralização da fabricação da scooter Burgman 125, uma das mais vendidas pela Suzuki. O modelo ficou fora de linha por dois anos.
O relacionamento entre a Suzuki e a associação dos concessionários nunca foi bom. As divergências deram até um processo criminal de calúnia e difamação, movido em julho de 2011 pela J. Toledo contra Rigon. As queixas do ex-presidente da Assuzuki, no entanto, são compartilhadas por outros associados da entidade. "Além de vender menos, a Suzuki ainda nomeou outros revendedores na mesma região", afirma Janaína Elly Backes, gerente-comercial da rede Ritmo, que até o início de 2011 tinham duas revendas em Porto Alegre e uma em Gravataí, no Rio Grande do Sul. Procuradas, a J. Toledo, a Suzuki Motor do Japão e a nova diretoria da Assuzuki não quiseram dar entrevistas.
Professor Pedro Massari
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Infelizmente, quem sempre perde é o consumidor de baixa renda que precisa de uma moto entre 125 a 150cc, boa e moderna, mas o J.Toledo parece mesmo dar importância às de grande cilindrada onde está concentrado um lucro maior.

De fato, os projetos estão defasados como o da veterana Intruder com seus problemas crônicos das sinaleiras traseiras muito recuadas que atrapalham qualquer mala de garupa e o para-lama curto traseiro que faz da placa parte dele, jogando toda a sujeira para a fechadura do baú - mas consertar estas pequenas coisas deve mesmo custar um dinheirão louco, de modo que eu, como talvez outros tantos, esteja mesmo bem inclinado a abandonar esta marca e sua rede encolhida em favor de outra, como a boa Dafra, porque pelo menos sei com quem estou lidando.

Ou a Suzuki do Japão toma conta ou a Suzuki no Brasil vai para o brejo - se é que jã não foi.
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Levi's
Mensagens: 53
Registrado em: 24 Dez 2010, 17:05
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O fato é que a Suuki sempre foi negligente com o Brasil. A venda de carros por aqui é intermitente.. E as motos ficame entregues nas mãos deste oportunista do J. Toledo. Acho que não tem interesse em ser firmarem por aqui com seriedade.
AJ Souza
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Registrado em: 05 Out 2008, 18:14
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Quem não tem competência que não se estabeleça. Outro fato, já que estão falando de designer das motos e mudanças, etc., o que foi aquela "restilizada" da yes?...rs piada né!
A mesma coisa tava acontecendo com a HD, depois que a marca resolveu assumir a sua linha aqui no Brasil as coisas mudaram.
É uma pena, pois as motos grandes da suzuki, em especial a custom, são produtos bons, na minha concepção.
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Levi's
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AJ Souza escreveu:Quem não tem competência que não se estabeleça. Outro fato, já que estão falando de designer das motos e mudanças, etc., o que foi aquela "restilizada" da yes?...rs piada né!
A mesma coisa tava acontecendo com a HD, depois que a marca resolveu assumir a sua linha aqui no Brasil as coisas mudaram.
É uma pena, pois as motos grandes da suzuki, em especial a custom, são produtos bons, na minha concepção.
Não só as grandes, como também as pequenas da Suzuki são muito boas. Só padecem na atualização. O lerdo do J. Toledo esperou a Honda Lead roubar a liderança entre as scooters antes de atualizar a Burgman. Levou séculos antes de atualizar a Yes, e quando o fez apenas deu um "tapa". Intruder 125 só ganhou piscas e adesivos novos. Enfim, uma ótima marca que vai ficando para trás.
AJ Souza
Mensagens: 1929
Registrado em: 05 Out 2008, 18:14
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Levi's vc tem toda a razão, as pequenas tb, só, como vc disse, não foram atualizadas, pois o acabamento delas é muito bom. Tem a coisa do indicador de marchas tb. O que é o detalhe dos velocímetros e cromos, e, no caso da intruder o painel e os espelhos dela, em especial estes novos agora meio retangulares.
Um abraço!
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Professor Pedro Massari
Mensagens: 86
Registrado em: 23 Dez 2010, 19:24
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Amigos: as motos pequenas são de boa qualidade, embora todas elas sejam fabricadas lá na velha China, cujos produtos fazem muita gente boa retorcer o nariz sem saber o porquê.

Até aí nada: o que o consumidor nacional não faz é pesquisar na internet o que está acontecendo lá fora, como, por exemplo, saber que o Burgman 125 europeu é uma miniatura do Burgman 400 que conhecemos aqui, e que este nosso de Burgman nada tem além de um nome emprestado, pois ele se chama AN 125, assim como a "nova" GSR 150i que de GSR nada tem além do nome: aquilo pode ser bom, mas não passa de uma YES melhorada. E assim vai esta enganação.

O marcador de marchas da Intruder até 2011 só é perceptível "à tardinha"; o bagageiro tem um desenho que me chamava a atenção por me parecer frágil e dito e feito: ele quebrou bem onde deveria quebrar pela estupidez de quem o desenhou, de quem o fabrica e de quem vende aquilo numa boa, sim, e econômica motocicleta, tanto que no modelo 2012 ele vem com outro desenho "aparentemente" mais resistente, embora as sinaleiras traseiras continuem num lugar impróprio e o para-lama traseiro ser curto etc. Quero dizer, os defeitos visíveis do projeto estão ainda na moto, além de ela ser ruim de pega quando parada por muito tempo ou mesmo quando esfria...e onde está a injeção eletrônica para ela?

Então, para mim, tanto faz se ela quebrar ou não, se as concessionárias fecharão ou não, porque estou caindo fora desta marca para procurar outra que respeite o consumidor com produtos bons e por preços adequados.
Levi's
Mensagens: 53
Registrado em: 24 Dez 2010, 17:05
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Professor Pedro Massari escreveu:Amigos: as motos pequenas são de boa qualidade, embora todas elas sejam fabricadas lá na velha China, cujos produtos fazem muita gente boa retorcer o nariz sem saber o porquê.

Até aí nada: o que o consumidor nacional não faz é pesquisar na internet o que está acontecendo lá fora, como, por exemplo, saber que o Burgman 125 europeu é uma miniatura do Burgman 400 que conhecemos aqui, e que este nosso de Burgman nada tem além de um nome emprestado, pois ele se chama AN 125, assim como a "nova" GSR 150i que de GSR nada tem além do nome: aquilo pode ser bom, mas não passa de uma YES melhorada. E assim vai esta enganação.

O marcador de marchas da Intruder até 2011 só é perceptível "à tardinha"; o bagageiro tem um desenho que me chamava a atenção por me parecer frágil e dito e feito: ele quebrou bem onde deveria quebrar pela estupidez de quem o desenhou, de quem o fabrica e de quem vende aquilo numa boa, sim, e econômica motocicleta, tanto que no modelo 2012 ele vem com outro desenho "aparentemente" mais resistente, embora as sinaleiras traseiras continuem num lugar impróprio e o para-lama traseiro ser curto etc. Quero dizer, os defeitos visíveis do projeto estão ainda na moto, além de ela ser ruim de pega quando parada por muito tempo ou mesmo quando esfria...e onde está a injeção eletrônica para ela?

Então, para mim, tanto faz se ela quebrar ou não, se as concessionárias fecharão ou não, porque estou caindo fora desta marca para procurar outra que respeite o consumidor com produtos bons e por preços adequados.
Enganado o consumidor brasileiro sempre foi e continua sendo. Lembram do Ômega lançado aqui em 1992 para substituir o Opala? Era o supra-sumo da tecnologia, mas que havia sido substituido na Europa em 1986. O Kadett lançado aqui em 1990 já havia sido substituído pelo Astra em 1987 por lá. E o último Vectra que tivemos por aqui, nada mais era do que o Astra sedã dos Europeus. Com as motocicletas acontece o mesmo, infelizmente.
gildalfer
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Eu só espero que a Suzuki não tenha o mesmo destino do Grupo Izzo. Mas parece que está se encaminhando para lá. As grandes concessionárias de P.Alegre fecharam. Restou apenas uma, recém criada.
Tio Giba
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
Bromens
Colaborador
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A Suzuki vem perdendo mercado a tempos... não só no Brasil, pois esta não disponibiliza seus melhores modelos por aqui.

Ela também perdeu mercado no exterior... além disso como um forte exemplo, a Suzuki era a campeã na superbike e também na moto GP, sendo que nesta última só possui uma equipe de fabrica com apenas uma moto e pode na próxima tenporada sair de cena...

Eu particularmente sou fã da V-Strom 650, que é uma máquina, mas fico preocupado, pois muitas CC estão fechando no país. Aqui No ES, por exemplo só conheço CC Suzuki na grande Vitória.

É uma pena, pois o mercado motociclistico brasileiro continua em franca expansão, e outras marcas estão montando suas motos por aqui, mas parece que a Suzuki não vai escolher este caminho não, e ficaremos nas mãos de uma minoria que não está nem aí...

Uma pena!! Mas triste realidade... :roll:
Bromens
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