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vinibgomes
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2008

Mercado antecipa maior ousadia no juro com queda da produção



... Enquanto as coisas continuam mais ou menos na mesma em NY, com as
dificuldades para a aprovação do pacote de estímulo à economia
norte-americana no Congresso, resultados corporativos negativos e
indicadores fracos, aqui os JUROS futuros aguardam com expectativa osnúmeros da PRODUÇÃO INDUSTRIAL de dezembro, a serem divulgados às
9h pelo IBGE. As estimativas são de uma forte retração da atividade, o que já
foi antecipado ontem, com expressivas quedas das taxas do DI, na BM&F.

... Levantamento do AE Projeções com analistas do mercado aponta um
recuo de 7% da produção na mediana das previsões, entre -4% (teto) e
-10,2% (piso), sobre o mês de novembro, cujo desempenho já foi negativo em
5,20%. Na comparação ano a ano, contra dezembro de 2007, a queda da
atividade industrial deve atingir em torno de 9,80%, com o intervalo das
estimativas entre -7% e -12,50%. Os prognósticos têm por base indicadores
antecedentes ruins e os problemas que ainda persistem no mercado de crédito.

... Os crescentes indícios de fragilidade da economia somados às expectativas
favoráveis de inflação, que voltaram a se aproximar da meta de 4,5%,
reforçam no mercado as apostas de novas "ousadias" do COPOM. Segundo
registro no Broadcast, cada vez mais as instituições estão revisando em baixa
suas projeções para a taxa SELIC deste ano. Ontem, o MORGAN STANLEY
reduziu de 11,75% para 9,75% as suas estimativas para o juro básico em
dezembro, com mais três cortes de 1,00 ponto percentual.

.... Ontem à noite, após a reunião ministerial na Granja do Torto, Guido
MANTEGA disse, em entrevista, que LULA considera "insuficientes" as
medidas tomadas pelo governo, até agora, para aumentar o crédito interno. O
presidente, segundo o ministro, pediu novos esforços e "OUSADIA na política
econômica" para reduzir o spread bancário e facilitar os financiamentos. LULA
teria dito que "este não é o momento para reações tímidas".

... Essas informações podem servir de cenário de fundo para o mercado
avançar em suas apostas no juro, se a produção industrial, hoje, reforçar o
quadro de desaceleração.. Mas, não se descarta uma realização após as
quedas desta segunda-feira (abaixo).

... Também a CNI divulgará os seus indicadores industriais de dezembro, hoje,
às 15h. O documento mostrará dados setoriais sobre o faturamento real das
indústrias, horas trabalhadas na produção, pessoal empregado, remuneração
paga e nível de utilização da capacidade instalada (NUCI). Na agenda da
inflação, o IPC-FIPE de janeiro abrirá o dia, às 7h, com previsões de 0,38% a
0,52%, mediana em 0,46%, em mais uma pesquisa AE.

.. Nos EUA, as vendas pendentes de imóveis em dezembro, medidas pela
Associação de Corretores de Imóveis (NAR), às 11h30, têm previsão de
reação na agência DJ, com aumento de 0,5%, após queda de 4% em
novembro.. Também são importantes os dados de vendas das montadoras
norte-americanas em janeiro, ao longo do dia. Entre os BALANÇOS, serão
divulgados antes da abertura os resultados da MOTOROLA, da UPS, DOW
CHEMICAL e SCHERING-PLOUGH. São esses os riscos para WALL
STREET.

... Na EUROPA, estão na lista dos balanços a mineradora anglo-australiana
BHP (19h30), a petrolífera BP, SCANIA e VODAFONE. Entre os indicadores,
são destaques o PPI na zona do euro, vendas no varejo na Alemanha e
confiança do consumidor no Reino Unido.

PRÓ-EXPORTAÇÃO. Depois da suspensão da licença prévia para
importações, o MDIC pressiona a Fazenda para acelerar o anúncio de novas
medidas de incentivo às exportações, como apurou a jornalista Adriana
Fernandes (AE), com fontes em Brasília. Essas medidas incluiriam mais
crédito, desoneração tributária e uma resposta mais dura do governo brasileiro
ao aumento do protecionismo em vários países.

Teste de resistência

... É a PRODUÇÃO INDUSTRIAL que determina hoje se a CURVA DO DI ... É a PRODUÇÃO INDUSTRIAL que determina hoje se a CURVA DO DI
realiza ou se ainda sustentará o fôlego de queda. Seja como for, desde já,
tudo aponta para uma correção. Antecipando os dados da indústria, as taxascaíram com vontade ontem, rompendo níveis importantes de suporte. É por
isso que, a menos que os números venham surpreendentemente ruins, deve
se cumprir a máxima do "realiza no fato".

... Ontem, o mercado especulou com a possibilidade de a produção industrial
confirmar as previsões mais pessimistas, o que colocou os JUROS FUTUROS
em rota de queda expressiva. Todos os sinais relativos ao desempenho da
indústria são negativos e justificam as estimativas fracas. Nesta segunda-feira,

o Índice Gerentes de Compras (PMI) de janeiro, calculado pelo Banco REAL,
sofreu a sua quarta queda consecutiva e renovou o recorde de baixa. O índice
caiu de 40 pontos em dezembro para 38,1 pontos no início de 2009, sendo
que qualquer número abaixo de 50 pontos significa uma queda.
... Além dos números do IBGE, o mercado aguarda também para hoje os
indicadores industriais da CNI, especialmente o NUCI (Nível de Utilização da
Capacidade Instalada), de dezembro. Na semana passada, a entidade já havia
informado que o índice ficou em 74% no quarto trimestre de 2008, contra 80%
em igual período de 2007. Economistas também querem observar se a
contração da produção está afetando setores específicos (como montadoras e
construção civil), ou se há um movimento generalizado.

... Não só a atividade econômica, mas também a inflação vem favorecendo
uma postura de maior ousadia do BC. Ontem, a FOCUS mostrou mais um
pequeno ajuste nas projeções para o IPCA de 2009, de 4,64% para 4,60%.
Para 2010, a previsão permaneceu em 4,50%. A projeção suavizada para o
IPCA nos próximos 12 meses caiu de 4,71% para 4,69%. Já a previsão para o
PIB deste ano caiu de 2% para 1,8%. A estimativa para a SELIC no fim de
2009 recuou de 11% para 10,75% e, para 2010, de 10,75% para 10,50%.

... Incansável na queda, na BM&F, o contrato de DI para janeiro de 2010
cedeu para 11,06%, de 11,16% na sexta-feira. O janeiro de 2012 projetava
11,63% (de 11,72%).

... Abaixo dos 39 mil pontos, o IBOVESPA fechou em queda pelo terceiro
pregão consecutivo. O índice caiu 1,61%, aos 38.666,44 pontos. Na mínima,
tocou os 38.453 pontos (-2,16%) e, na máxima, os 39.364 pontos (+0,16%).
No ano, a Bolsa acumula alta de 2,97%. Menos mal que o giro financeiro
tenha sido fraco (R$ 2,618 bilhão) na baixa.

... O BRADESCO abriu a temporada de balanços com resultado ligeiramente
abaixo do esperado. O lucro líquido recorrente ficou em R$ 1,806 bilhão no
quarto trimestre, 2,6% menor que o de igual período de 2007, contra previsão
de R$ 1,920 bilhão. No ano, o lucro líquido recorrente somou R$ 7,620
bilhões, queda de 4,9% em relação a 2007. O papel PN caiu 2,64%.
Espelhando a realidade mundial, com as ações dos bancos indo de mal a pior,
BB ON recuou 3,10%; ITAÚ PN, -3%; e units de UNIBANCO, -3,13%.

...As blue chips sucumbiram à queda das commodities e das bolsas no
exterior. VALE PNA recuou 0,93%, a R$ 27,75, e VALE ON, -0,58%, a R$
32,31. PETROBRAS PN fechou em baixa de 1,36%, a R$ 24,69, e
PETROBRAS ON, -2,01% (R$ 29,76).

... Na contramão, os papéis do setor de construção civil tiveram um dia
positivo, reagindo à expectativa de que o governo aprove ainda nesta semana

o pacote de habitação, com medidas de estímulo ao setor imobiliário, como o
corte de impostos e o alongamento dos prazos de financiamento. GAFISA ON
liderou as altas do IBOVESPA, com valorização de 3,16%. CYRELA ON
avançou 1,61% e ROSSI RESIDENCIAL ON, +0,22%.
.. O DÓLAR subiu 0,43%, a R$ 2,325 no balcão. A alta só não foi maior,
porque o BC vendeu, no fim do pregão, cerca de US$ 150 milhões no mercado
à vista. Na máxima, a cotação chegou a R$ 2,368 (+2,29%). Os ganhos foram
associados ao fluxo negativo, valorização da moeda americana lá fora e ao
déficit da BALANÇA COMERCIAL brasileira em janeiro, de US$ 518 milhões.
Foi o primeiro resultado negativo mensal desde 2001.

... No mercado da DÍVIDA externa, o Global-40 fechou aos 124,15 centavos de
dólar, em baixa de 0,52%, com o Risco Brasil subindo 16 pontos-base, para
422 pb.

Tudo como dantes

... Fevereiro começou para a bolsa de NY do mesmo jeito que terminou

contagem regressiva do anúncio e da aprovação dos pacotes de OBAMA, as
maiores promessas do momento. Entregue agora aos leões do Senado, existe
a expectativa de que o plano de recuperação econômica de US$ 885 bilhões
possa ser votado na noite de amanhã (quarta-feira), mas as agências
internacionais não descartam a possibilidade de as negociações se
estenderem até o final da semana, na maratona de conciliação entre
democratas e republicanos que vem por aí.

... Paralelamente, o mercado continua atento aos esforços do governo
americano para salvar os bancos. Ontem, em entrevista à NBC, Obama disse
que mais algumas instituições financeiras ainda devem falir. A perspectiva é
de que o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy GEITHNER, faça um
discurso na próxima semana para apresentar os planos de socorro financeiro,
com novas medidas para fortalecer o setor e esforços para ajudar os
proprietários de casas que estão sob risco de ter as suas hipotecas
executadas.

... Bom, mas enquanto nada se resolve e WALL STREET se vê obrigada a
conviver com a indefinição, ninguém parece esperar qualquer melhora mais
consistente nos mercados. O DOW Jones (-0,80%) já estreou o mês abaixo
dos 8 mil pontos (7.936,75), no pior nível desde 20 de novembro. O S&P-500
fechou estável (+0,05%, em 825,43 pontos). E só mesmo o Nasdaq (+1,22%,
aos 1.494,43 pontos) arriscou uma recuperação mais firme, diante da
percepção entre os investidores de que as ações de tecnologia estariam um
pouco mais imunes à necessidade de financiamento do que outros
segmentos.

... É, sem dúvida, o setor financeiro que continua no olho do furacão dos
mercados. Ontem, as ações do BANK OF AMERICA voltaram a ampliar as
baixas (-8,81%), respondendo aos informes de que acionistas insatisfeitos
estariam planejando pedir o afastamento do executivo-chefe da companhia,
Ken LEWIS, na próxima assembleia.

... No pano de fundo, os indicadores continuam revelando a dimensão da
crise. Inibida pelos sinais de desaquecimento econômico, a inflação, que já
deu tanto trabalho ao FED, respeita agora sem dificuldade os níveis de
tolerância (entre 1,5% e 2%). Em dezembro, o núcleo do PCE avançou 1,7%
contra o mesmo período de 2007. Em todo o ano passado, os gastos com
consumo nos EUA aumentaram 0,3%, a menor alta desde 1991. A renda
pessoal cresceu 3,7% no período (desde 2003 não crescia tão pouco).

... Esta nova rodada de dados preocupantes acabou favorecendo ontem uma
corrida à segurança dos TREASURIES, com o juro da NOTE de dez anos a
2,713% (de 2,867%).

... Também o câmbio voltou a ser usado como escudo de proteção contra as
incertezas da crise, num movimento que favoreceu especialmente o IENE(89,60/US$) e o DÓLAR. A moeda americana registrou altas expressivas
contra a libra (US$ 1,4275), o dólar canadense e neozelandês e ainda contra o
peso mexicano. Mas na comparação com o euro (US$ 1,2847) acabou se
ajustando em baixa, depois dos ganhos recentes. A falta de liquidez nos
negócios, provocada pela maior nevasca em Londres em 18 anos, que
impediu muita gente de chegar ao trabalho, favoreceu a volatilidade nos
negócios.

... No mercado de energia, sinais de que o sindicato de trabalhadores e as
refinarias americanas caminham para um acordo trabalhista (que pode evitar
uma greve), detonaram uma liquidação nos contratos de gasolina (-9,42%,
com o galão a US$ 1,1492) e derrubaram junto o petróleo, embora em menor
escala. Na NYMEX, o contrato do WTI para março fechou a US$ 40,08, em
baixa de 3,84%. Em Londres, o BRENT despencou 5,99%, negociado a US$
43,82. "O fechamento fraco sinaliza que, talvez, o movimento de baixa tenha
alguma continuidade", apostou o analista Tom BENTZ (do BNP PARIBAS).

... Entre os METAIS, apesar de os chineses terem voltado do feriado de Ano
Novo Lunar sem disposição para comprar, ainda assim, o cobre subiu vinte
dólares, a US$ 3.175. Acabou beneficiado por uma leve queda nos estoques e
ainda pela liquidez reduzida no mercado ontem, com a nevasca londrina. Em
NY, o OURO realizou. Caiu 2,28%, para US$ 907,20 a onça-troy. "Se caírmos
amanhã (hoje), podemos sofrer uma correção bastante acentuada", disse um
analista na agência Dow Jones, prevendo que um fechamento abaixo de US$
900 pode levar os preços a US$ 870 "num piscar de olhos".

Em tempo... PETROBRAS conseguiu, junto ao IBAMA, a licença ambiental
para o teste de longa duração (TLD) do campo de Tupi, na área do pré-sal da
Bacia de Santos...


... O presidente da estatal, José Sérgio GABRIELLI, disse ao FT que busca ... O presidente da estatal, José Sérgio GABRIELLI, disse ao FT que busca
ajuda com alguns governos, como EUA e China, para financiar plano
estratégico de US$ 174,4 bi...

... Ele disse que, se não obtiver financiamento, investimentos sofrerão corte de
até 35%.

VCP-ARACRUZ. A agência de classificação de risco FITCH rebaixou ratings
da Votorantim e, ao mesmo tempo, colocou em perspectiva positiva os ratings
da Aracruz Celulose...

... A incorporação da Aracruz pela VCP vem sendo contestada por
investidores. Em menos de 2 semanas desde anúncio de incorporação, CVM
recebeu duas aberturas de processo.

CSN anunciou novo programa de recompra. Dessa vez, a companhia se
dispõe a comprar 2,19% das ações em circulação em mercado, entre hoje e o
dia 25 de fevereiro.
cros
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Eu sai dos 28888 pra 14xxx e agora subi um pouquinho

anking mensal: 15.693 º
Ranking anual: 15.695 º
Capital: R$ 155.737,19
Limite diário de operações: R$ 162.621,68
Limite restante de operações: R$ 133.039,18
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cros
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Minha posição hoje:

Ranking mensal: 8.535 º
Ranking anual: 8.535 º
Capital: R$ 122.218,66
Limite diário de operações: R$ 169.242,26
Limite restante de operações: R$ 169.242,26

Carteira

AGIN3 AGRA INCORP ON C V 1.000 1,84
ALLL11 ALL AMER LAT C V 100 8,97 BBAS3 BRASIL ON C V 100 14,71
BBDC4 BRADESCO PN C V 1.100 21,15
BVMF3 BMF BOVESPA ON C V 100 6,88
CMIG4 CEMIG PN C V 100 31,78
CSAN3 COSAN ON C V 1.000 10,23
CSNA3 SID NACIONAL ON C V 100
GGBR4 GERDAU PN C V 100 15,37
ITAU4 ITAUBANCO PN C V 200 24,55
ITSA4 ITAUSA PN C V 100 7,53
PETR3 PETROBRAS ON C V 100 30,36
PETR4 PETROBRAS PN C V 100 25,20
SLCE3 SLC AGRICOLA ON C V 1.000
UBBR11 UNIBANCO C V 100 13,70
USIM5 USIMINAS PN C V 100 29,02
VALE3 VALE R DOCE ON C V 100 33,99
VALE5 VALE R DOCE PN C V 1.100 29,39

Total 110.217,00 119.556,00 9.339,00
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Jovi
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Contato:

Tá indo bem.... perdi bastante, estou em 40.000 e cacetada.... rsrsrsrsrs
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

[]´s Jovi
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cros
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São os altos e baixos da bolsa
comecei com essa:

AGIN3 AGRA INCORP ON C V 1.000 1,84

pensando que se tratava de algo bom mas só tem dando prejuizo...agora vou até ficar positivo depois vendo, de resto só estou comprando, não faz um mes ainda...
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vinibgomes
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cros
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Ontem no final da tarde estava em 7xxx, mas parece que houve queda na bolsa americana...

Ranking mensal: 8.339 º
Ranking anual: 8.339 º
Capital: R$ 94.998,73
Limite diário de operações: R$ 165.810,21
Limite restante de operações: R$ 165.810,21

TOTAL CAPITAL (R$) TOTAL AÇÕES (R$) TOTAL GERAL (R$)
94.998,73 143.540,00 238.538,73
RENTABILIDADE ANUAL
Posição financeira em 30/01/2009 231.766,63
Posição financeira corrente (Capital + Ações) 238.538,73
Performance corrente* 2,9219%

Traduzindo, estava inicialmente com 200 mil e agora estou com 238 mil???

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vinibgomes
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Plano para bancos dos EUA não agradou; Bovespa fechou em queda ontem

SÃO PAULO - Quanto maior a expectativa, maior a decepção. O plano de ajuda aos bancos americanos não agradou. De forma resumida, faltou detalhamento e ações práticas. O resultado foi um dia de perda acentuada nas bolsas americanas, o que acabou puxando as vendas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e uma alta acentuada no preço do dólar.

O nome do plano é Financial Stability Plan, que será executado pelo Financial Stability Trust, nova entidade criada para gerenciar os investimentos do Tesouro. O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, e outras instituições governamentais também contribuirão.

O problema é que um dos pontos principais do projeto, que inclui a criação de parceiras entre governo e a instituições privada para o estímulo ao crédito, não foi detalhado.

Algumas interpretações apontam que tal fundo público-privado poderá funcionar como o esperado " bad bank " , que tiraria os ativos podres da carteira dos bancos, mas o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, não deu pistas sobre isso.

Para alguns especialistas, o Tesouro americano quer ajuda do setor privado para precificar e comprar esses ativos tóxicos que estão com bancos.

Segundo Geithner, a expectativa é que tal medida gere uma capacidade de financiamento de até US$ 1 trilhão, mas deve começar com uma base de US$ 500 bilhões.

As outras medidas, não trouxeram nada de novo. Está mantida a estratégia de capitalizar os bancos, mas com quesitos mais rígidos, como testes de estresse e melhor avaliação dos ativos. Os devedores hipotecários também receberão ajuda. A ideia é reduzir o número de ações por atraso e falta de pagamentos em atraso. Ainda não se sabe como isso será feito, mas há US$ 50 bilhões disponíveis.

De concreto mesmo só a maior atuação do Fed via compra de ativos lastreados em crédito imobiliário. Algo que já vinha sendo feito e que teve seu limite ampliado de US$ 200 bilhões para US$ 1 trilhão. Tirando esses ativos de circulação, a expectativa é de que mais dinheiro seja canalizado para o crédito às empresas e ao consumidor.

Outro grande evento do dia foi a votação no plano de mais de US$ 800 bilhões para revitalização da economia pelo Senado dos EUA. O projeto foi aprovado e agora volta à Câmara para posterior sanção presidencial. Tal notícia tão teve efeito no mercado, que já tinha precificado bem essa etapa política.

A Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) refletiu a decepção com a apresentação do plano. O Dow Jones caiu 4,62% e voltou a valer menos de 8 mil pontos. S & P 500 cedeu 4,91%, para 827 pontos, e o Nasdaq recuou 4,20%, para 1.524 pontos.

Por aqui, o Ibovespa tentou resistir, mas acabou cedendo à pressão vendedora vinda do mercado interno. No entanto, a perda foi menor do que a registrada nos EUA. O principal indicador da bolsa brasileira cedeu 2,12%, encerrando aos 41.207 pontos. O giro financeiro foi elevado, somando R$ 5,49 bilhões.

Segundo o analista-chefe da XP Investimentos, Rossano Oltramari, esse desempenho deve ser encarado como sinal de firmeza e de que a Bovespa tenta se descolar do mercado americano. A confirmação disso passa por uma recuperação na economia chinesa, com consequente melhora no preço das commodities, e o retorno do investimento externo, que já estaria " cansado " de ficar parado em títulos da dívida americana.

No câmbio, a formação de preço seguiu o sinal externo, além disso, já havia espaço para um ajuste de alta depois de cinco dias seguidos de queda.

Para o gestor da Precision Asset Management, Andre Schibuola, as medidas anunciadas por Geithner foram um grande engodo, contrariando as expectativas. E pela movimentação nos mercados, os agentes venderam ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e compraram dólares para se proteger ou mesmo para remeter para fora do país.

O dólar comercial fechou o dia a R$ 2,282 na compra e R$ 2,284 na venda, alta de 2,10%. Foi o maior ganho percentual diário desde o dia 8 de janeiro.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve valorização de 1,92%, fechando a R$ 2,28. O giro financeiro somou US$ 289 milhões, 62% a mais do que observado um dia antes. No interbancário, o movimento passou de US$ 3,5 bilhões.

Mesmo com as compras se acentuando, o Banco Central (BC) continuou ausente do mercado de câmbio e não realizou seu leilão de venda à vista. A autoridade monetária anunciou, no entanto, que realizará hoje leilão de dólares com contrapartida em contratos de financiamento ao comércio exterior.

Os contratos de juros futuros fecharam sem tendência definida, com os agentes reagiram aos primeiros indicadores de inflação de fevereiro, que surpreenderam para cima, como o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que apontou alta de 0,42%, revertendo deflação de 0,31% em igual período de janeiro. As previsões oscilavam entre 0,17% e 0,39%.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,05 ponto, a 11,12%. Em direção contrária, o contrato para janeiro 2011 ganhou 0,07 ponto, para 11,59%. E janeiro 2012 apontava 11,99%, aumento de 0,06 ponto.

Na ponta curta, o DI para março caiu 0,02 ponto, para 12,64%. O contrato para abril também recuou 0,02 ponto, a 12,28%. E julho de 2009, segundo mais negociado, fechou estável a 11,64%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 616.900 contratos, equivalentes a R$ 54,95 bilhões (US$ 24,48 bilhões), quase o dobro do observado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 358.135 contratos, equivalente a R$ 32,60 bilhões (US$ 14,52 bilhões).
vinibgomes
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ARTIGO

Por que o pacote bancário de Obama vai fracassar


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Novo plano de ajuda a bancos parece fazer sentido se e apenas se o principal problema for a falta de liquidez; mas o mais provável é que se trata de insolvência


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MARTIN WOLF
DO "FINANCIAL TIMES"

A PRESIDÊNCIA de Barack Obama já fracassou? Em tempos normais, a pergunta seria ridícula. Mas não vivemos tempos normais. O momento é de perigo. Hoje, o novo governo ainda pode rejeitar a responsabilidade por aquilo que recebeu como legado; no futuro, isso já não será possível. Hoje, ainda é capaz de oferecer soluções; amanhã, vai ter se tornado o problema. Hoje, está em controle dos acontecimentos; amanhã, os acontecimentos o controlarão. Agir de menos é mais arriscado, agora, que agir demais. Caso Obama não aja de maneira decidida, corre o risco de se ver esmagado ao peso da crise, como seu predecessor. Os custos de outra Presidência fracassada, para os EUA e para o mundo, são elevados demais para que possamos contemplá-los.
O que seria necessário? A resposta é: foco e ferocidade. Caso Obama não resolva a crise, toda a esperança sobre sua Presidência estará perdida. Caso o faça, estará livre para reformular a agenda nacional. Mas simplesmente esperar pelo melhor é tolice. O presidente deveria esperar pelo pior e agir como se fosse isso que receberá.
Mas esperar pelo melhor é o que vemos por trás do pacote de estímulo e -a julgar das escassas informações oferecidas pelo secretário do Tesouro, Tim Geithner, ontem- também do novo pacote para solucionar a crise do setor bancário.
O programa de socorro aos bancos parece ser mais uma vez filho das fracassadas intervenções dos últimos 18 meses: otimista e ineficiente. Se esse "rebento do programa de alívio de ativos problemáticos" fracassar, a credibilidade de Obama estará arruinada. Agora é o momento de ações que sejam a solução certeira para o problema; e as medidas propostas não aparentam ser a resposta.
Ao longo de todo o debate, houve duas posições contrastantes sobre a causa dos males do sistema financeiro. A primeira é que o problema é de pânico. A segunda é que o problema envolve insolvência.
De acordo com a primeira interpretação, os preços de um conjunto definido de "ativos tóxicos" caíram para abaixo de seu valor em longo prazo, o que em alguns prazos os tornou impossíveis de vender. A solução, muita gente sugere, é que o governo crie um mercado, comprando ativos ou garantindo os bancos contra prejuízos. Esse raciocínio embasou o Tarp (Programa de Alívio de Ativos Problemáticos) original.
De acordo com a segunda interpretação, proporção considerável dos bancos está insolvente; seus ativos valem menos que seus passivos. O FMI argumenta que os potenciais prejuízos sobre ativos de créditos gerados nos EUA atingem, só eles, US$ 2,2 trilhões. O economista Nouriel Roubini estimou que o pico de prejuízos dos ativos gerados nos EUA possa atingir US$ 3,6 trilhões.
Em minha opinião, há pouca dúvida de que a segunda interpretação seja a correta, e isso se provará cada vez mais verdadeiro à medida que a economia mundial se deteriore. Mas o cerne da questão não é esse. O que é preciso é determinar se, na presença de tamanha incerteza, podemos basear nossas respostas na esperança de que tudo seja resolvido da melhor maneira. A resposta é clara: as autoridades racionais precisam sempre antecipar o pior. Caso essa expectativa termine por se provar pessimista, o resultado seria um sistema financeiro com excesso de capitalização. Mas, se a opção otimista estiver errada, teremos bancos zumbis e um governo desacreditado. A escolha dificilmente poderia ser mais evidente.
O novo plano parece fazer sentido se e apenas se o principal problema for a falta de liquidez. A oferta de garantias e a aquisição de certa proporção dos ativos tóxicos, com limitação das injeções de capital a menos do que os US$ 350 bilhões que restam no Tarp, não enfrentaria o problema da insolvência que tantos observadores informados identificam. De fato, qualquer programa de aquisição de ativos tóxicos ou de garantia será uma forma ineficaz, não-efetiva e injusta de resgatar as instituições financeiras com capitalização insuficiente: não-efetiva porque os governos terão de adquirir vastos volumes de ativos dúbios a preços excessivos, ou oferecer garantias generosas demais, para tornar solventes os bancos insolventes; ineficaz porque grandes injeções de capital ou programas de conversão de dívidas em capital são maneiras melhores de recapitalizar bancos; e injusta porque seriam dados subsídios a instituições quebradas e ao comprador privado de maus ativos.
Por que, então, o governo dos EUA está cometendo o que parece ser um erro? Talvez porque esteja esperando pelo melhor. Mas pode ser que também por se ter proposto a pergunta errada. As autoridades não se perguntaram o que precisa ser feito para conseguir uma solução garantida, mas sim qual seria a melhor solução sob os limites oferecidos por três normas arbitrárias que o governo impôs a si mesmo: evitar a estatização; evitar prejuízos para os detentores de títulos; e evitar novos pedidos de dinheiro ao Congresso. Mas por que um novo governo, diante de uma crise tão profunda, não tenta alterar os termos do debate? A timidez exibida até agora é deprimente. Presuma que o problema seja a insolvência e que o modesto valor de mercado sustentado no momento pelos bancos comerciais americanos (US$ 400 bilhões) derive do apoio do governo. Presuma, igualmente, que seja impossível levantar grandes montantes em capital privado hoje. Nessa situação, é preciso que haja recapitalização de uma das duas maneiras descritas acima. Ambas têm desvantagens: a recapitalização pelo governo é um resgate aos credores e envolve administração estatal temporária; conversão de dívidas em capital prejudicaria o mercado de títulos, as seguradoras e os fundos de pensão. Mas não há como escapar à escolha.
Caso Geithner ou Lawrence Summers, o presidente do conselho de assessores econômicos da Casa Branca, estivessem assessorando os EUA como país estrangeiro, fariam questão de apontar brutalmente para essa realidade.
O conselho correto continua a ser aquele que os EUA deram aos japoneses nos anos 90: admitam a realidade, reestruturem os bancos e, acima de tudo, abatam imediatamente as instituições zumbis. Decidir se a resposta certa é criar novos "bons bancos", deixando que os velhos maus bancos pereçam; ou formar novos "bancos ruins", que permitam a sobrevivência dos velhos bancos expurgados, é uma questão secundária, ainda que importante. Minha inclinação pessoal é pela primeira solução, porque a cultura dos velhos bancos parece excessivamente tóxica.
Ao fazer as perguntas erradas, Obama está realizando uma aposta imensa. Ele deveria ter decidido limpar os estábulos bancários de Áugias. É preciso que reconsidere sua decisão, se já não for tarde demais.
cros
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Ai jovi, pode me traduzir esse valores? Se entrei com 200 mil em pouco mais de 1 mes tenho um saldo positivo de 20 e poucos mil???


Total 227.205,00 221.245,00 -5.960,00 -2,62

TOTAL CAPITAL (R$) TOTAL AÇÕES (R$) TOTAL GERAL (R$)4.267,89 221.245,00 225.512,89
RENTABILIDADE ANUAL
Posição financeira em 30/01/2009 231.766,63
Posição financeira corrente (Capital + Ações) 225.512,89
Performance corrente* -2,6983%
RENTABILIDADE MENSAL
Posição financeira em 30/01/2009 231.766,63
Posição financeira corrente (Capital + Ações) 225.512,89
Performance corrente* -2,6983%
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