às 20:11 \ Direto ao Ponto
Três lições de Dilma Rousseff: a porta de saída é uma porta de entrada, pintar a unha acelera a inclusão social e a crise é um W com uma perna mais profunda
Nesta quarta-feira, os jornalistas que dão plantão no Palácio do Planalto ganharam de Dilma Rousseff um café da manhã e uma entrevista coletiva. Durante mais de uma hora e meia, a presidente confirmou que o Brasil é governado por alguém capaz de não dizer coisa com coisa sobre tudo. Extraídos sem revisão do Blog do Planalto, seguem-se três dos melhores-piores momentos do falatório, com ligeiros comentários entre parênteses do colunista:
NEURÔNIO EDUCATIVO
“A questão da educação é uma questão fortíssima no Brasil. Acho que ela é, o Brasil hoje é um país, do meu ponto de vista, que tem na educação o seu grande caminho, porque, através da educação eu estabilizo a saída da miséria e a ida para a classe média. Só através da educação que nós vamos estabilizar, e educação de qualidade, senão você não estabiliza, ou então a pessoa fica lá. Então, discutiam porta de saída. A grande porta de saída é uma porta de entrada: é a educação”.
(Segundo Dilma, o trânsito entre a miséria e a classe média passa por uma porta cuja estabilidade depende da educação. O problema é que, como a porta de saída é uma porta de entrada, ninguém sabe direito se entrou ou saiu).
NEURÔNIO INCLUSIVO
“Nesse Pronatec Brasil Sem Miséria, nós já formamos 850 mil pessoas. E formar 850 mil pessoas é dar condição a eles de ter uma profissão. Você forma de ajudante para tratamento de idoso, até a quantidade imensa de cabeleireira que tem nesse país, né meninas? Vocês sabem que nós somos um dos países com maior consumo na área de indústrias da beleza. E prolifera essa questão. Faz parte da inserção, eu acho, da mulher no mercado de trabalho. Não sei se vocês viram essa mulher formada no Pronatec, era engraçadíssima, a unha era desse tamanho assim, pintada assim, toda bonita pintada, e ela era torneira mecânica. Estava formando em torneira mecânica. Mulher vai para torneira mecânica de unha pintada. Acho que esse é um processo inclusivo”.
(“Estava formando em torneira-mecânica” tem cara de enigma a ser desvendado por Celso Arnaldo, mas é só um besteirol à procura do “se” que sumiu. O mistério está na última frase: como é que se faz para transformar uma unha pintada em processo de inclusão?)
NEURÔNIO LETRADO
“Então, do meu ponto de vista acho que 2013 foi o momento em que a chamada crise, que muitos economistas internacionais discutiam se era em U, se era em V, se era em W. Ela é, eu acho, que num W mais profundo para esse momento, se você olhar do ponto de vista da economia internacional como um todo. De alguma economia pode até dizer: olha, foi pior no primeiro momento, lá em 2009. Eu acho que foi pior quando se aprofunda da crise da Europa e se combina com a crise americana, e além disso, com uma redefinição da economia chinesa. E isso indica uma perna para baixo do W mais profunda”.
(A primeira parte do falatório é menos complicada: Dilma descobriu que a “chamada crise” não tem cara de U nem de V. É um W, só que diferente. É preciso olhar ao mesmo tempo a confusão europeia, a crise americana e a economia chinesa para enxergar perfeitamente um W com uma perna para baixo e mais profunda. Faltou esclarecer se a perna é a esquerda ou a direita).
Não é fácil entender como alguém assim ganha uma eleição presidencial. Mais difícil ainda é entender como é que se consegue perder a eleição para alguém assim.
fonte
Essa mulher não muito certa das idéias, imagine o povo que votou nela.!!!!


