Dicas de Limpeza e Conservação

Ferramentas, peças e manutenção de motos

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Hotsea
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Obrigao pelas respostas.

Qnto ao sabão neutro, axo mais viável ($$), mas como proceder? Passa, deixa secar, e depois retira com o jornal??? Como assim?

Qnto ao silicone, do preço que tá.. axo que 1 spray não dá conta da mirage inteira. (motor, escapamento, guidão.. etc..)
Russo
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rafaeladvogado escreveu:deixa eu ver se entendi...

os caras recomendam passar silicone (ex: gimo silicone) nas partes cromadas ?

Alguns cromados são de plástico... será que o silicone não mancha ou descasca ?
rgallas escreveu:Estive na fábrica comprando o sissie bar e o fabricante me indicou apenas sabão neutro e depois polir com jornal pra não deixar nenhum tipo de resíduo acumulado.
Se descascar dentro do primeiro ano ele troca.

Ae Kamerads:

A informação do Kamerad rgallas está correta. Nos cromados não se deve passar nada, principalmente produtos que formam uma película, como cera, vaselina ou silicone. Motivo: a cromagem, assim como a galvanização é um tipo de oxidação (como a ferrugem) e para manter suas propriedades (brilho) precisa sempre estar em contato direto com o oxigênio do ar.

Quando se enceram as partes cromadas, ao invés de protegê-las, se está acelerando a sua deteriorização.

Se os cromados estiverem muito opacos ou com pequenos pontinhos de ferrugem, devem ser polidos com polidores específicos, como "Brasso" ou Kaol" e depois lustrados com flanela ou jornal.
" A smooth sea never made a skilled mariner "
rafaeladvogado
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Russo escreveu: "Brasso" ou Kaol" e depois lustrados com flanela ou jornal.
e também tem um que se chama "silvio" e é exatamente igual ao brasso... mesma aplicação até o cheiro forte é igual hehehe :lol:
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rgallas
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Prefiro passar Brasso na moto. Imagina minha mulher respondendo no telefone: " Ele não pode atender´, ta passando um Sílvio na moto."

Eu fora.
Roque Gallas Jr.
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rafaeladvogado
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o pior é se ela falar no telefone:

"O Roque não pode atender pois está na garagem passando o brasso!!! na mirage" hehehehhe :lol:

Daí a outra pessoa pergunta no telefone:

"quem é essa tal de Mirage que ele tá passando o braÇo ???"

heheheh :lol:
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Russo
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Ae Kamerads:

Sem querer ser chato, mas já sendo, eheheh.. o Silvo é um polidor específico para "prata" (talheres, baixelas, etc)... dá prá usar, mas o resultado não fica tão bom comparado a um polidor específico para cromados, como o Kaol.

Já o Brasso é um polidor "genérico", e o resultado de sua aplicação fica no meio termo entre o Kaol e o silvo.
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rafaeladvogado
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Eu usava o Silvio (heheheh) pra limpar os parachoques cromados do meu ex-FIAT 147 1979... e o produto deixava eles brilhando... e este silvio também é excelente para tirar aqueles "ferrugens" que formam em espelhos velhos... aqueles pontinhos de ferrugem que começam a formar com o tempo.... ele limpa e deixa os espelhos zerados... eu ainda tenho este produto lá em casa... vou ver se acho pra ler as indicações dele...

abraço :wink:
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aletreri
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olá pessoal.
gostaria de saber se vocês usam algum produto para proteger as partes/peças cromadas. Nas partes pintadas, eu uso cera granprix liquida.
Abraços
Sissibar/Alforges/Mala Traseira/Plataforma Dianteira e Protetor de Motor Dalavas/Banco Ere/Escape JJ
Kings
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Texto de LINK

Lavagem correta e caprichada

Depois de curtir uma ótima viagem de motocicleta, seja nas estradas pavimentadas ou em regiões de terra e lama, chega o sagrado momento de dar um belo trato na companheira das aventuras. Ainda mais neste início de ano, quando muitos motociclistas retornam das férias. Hora então de lavar a máquina de duas rodas!

Diversas pessoas optam, nos dias de hoje, pelos serviços especializados de lavagem. Em São Paulo, há lugares bastante agradáveis para não somente deixar a moto limpinha, mas também bater papo com os amigos, comer, beber e se divertir. É o caso de ambientes como a Johnnie Wash e a Café Racer Wash, localizadas na zona sul da capital.

Mas quem nunca teve vontade de acordar bem cedo — geralmente no domingão —, pegar um pano, um balde com água e sabão, arregaçar as mangas e dar aquela lavada caprichada na motocicleta?

A esses motociclistas, listamos algumas dicas para evitar qualquer tipo de maltrato involuntário ao equipamento. O primeiro passo é encontrar um lugar tranqüilo e com sombra, para que o sol não incomode nem a moto, nem o dono. Em seguida, preparar o kit de lavagem, composto por balde, querosene, pincel, panos limpos e macios, xampu e água, claro.

“É preciso utilizar xampu neutro e água em temperatura ambiente e com baixa pressão para não danificar componentes da moto”, explica Fabio Carmona, proprietário da Café Racer Wash.

A alta pressão pode estragar a pintura, as faixas e adesivos, além de tirar as graxas dos rolamentos da coluna de direção e da articulação da suspensão traseira. Evite também lavar a moto com o motor quente — não que isso estrague a máquina, mas para se livrar do cheiro ruim de vapor expelido.

Na seqüência, depois de ter molhado a motocicleta com cuidado, pincele querosene para remover os resíduos de óleo e graxa nas áreas do motor, carburador, escapamento, rodas, cavalete lateral e por baixo dos pára-lamas. Enxágüe novamente.

O próximo passo é lavar o tanque, assento, tampas laterais e pára-lamas com o xampu neutro. Use um pano macio; uma camiseta velha por exemplo. Evite concentrar o jato d’água em regiões como os cubos das rodas, interruptores, freios, painel de instrumentos, saída do escapamento e corrente de transmissão para não danificar as peças.

“A pessoa precisar ser muito caprichosa e, especialmente, gostar mesmo de brincar com água”, brinca Carmona, que fala também sobre o momento de enxugar. “É ideal usar um equipamento de ar comprimido na hora de secar, para tirar a água acumulada e impedir que algumas peças enferrujem. Mas quem não tiver isso em casa, deve usar pano limpo e macio”.

Ricardo Medrano, um dos donos da Johnnie Wash, lembra que “moto não é como carro”. “Uma lavagem mal feita pode ocasionar o ofuscamento das partes cromadas, por exemplo. Tem gente que utiliza produtos do dia-a-dia ao lavar a moto e, sem querer, acaba riscando o veículo. Em casa, leva-se pelo menos duas horas para lavar a moto”, destaca. “Se não souber lavar, é melhor deixá-la suja e, quando possível, levá-la a estabelecimentos especializados”, acrescenta.

Após a lavagem, lubrifique a corrente de transmissão e os cabos do acelerador e da embreagem. Ligue o motor e deixe-o funcionar por alguns minutos. Ao dar uma voltinha, tome cuidado com as primeiras frenagens, pois a eficiência dos freios não é a mesma quando estão molhados e frios.

“Meu conselho é que o motociclista lave a moto quando for deixá-la guardada, se possível coberta com uma capa. Quando sair de moto, não se preocupe com a sujeira e curta a viagem”, afirma Fabio Carmona.

Agora que a moto está limpinha, com cara de nova em folha, nada melhor do que definir os próximos roteiros de aventura. Depois, é só ter paciência para repetir o processo de lavagem ou solicitar os estabelecimentos especializados, que garantem um trato com carinho e de primeira qualidade.

Opções de serviço

- Johnnie Wash
End.: Avenida Cardoso Doutor Cardoso de Mello, 570 - Vila Olímpia (SP)
Tel: (11) 3044-1195
Preço: R$ 35

- Café Racer Wash
End.: Rua Conde de Itú, 352 - Santo Amaro (SP)
Tel: (11) 5521-4700
Preço: R$ 23
Kings
Colaborador
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Registrado em: 30 Jan 2008, 15:11
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Dicas de LINK

Ê, domingão de sol, perfeito pra um rolê de motoca e... ela está toda suja. Muitos motociclistas nunca tiveram a curiosidade de lavar sua moto, simplesmente levam a uma oficina, ou lava-rápido e ficam felizes da vida. Cuidado! Existe uma mania nacional de lavar moto com água pressurizada, pulverização de querosene ou água quente. Esqueça tudo isso, arregace as mangas e vamos ao trabalho.

Primeiro de tudo, saiba que moto não é carro, por isso o que serve nos carros não funciona para as motos. Aquele festival de jato de água não faz mal ao carro porque ele tem carroceria cobrindo o motor, freios, cabos etc. Na moto, mesmo feita para suportar as intempéries, devemos proteger suas partes, digamos, íntimas. Todo mundo já viu o festival de cabos e fios que passam de um lado para outro. Quando a moto recebe um jato de água pressurizado, a umidade penetra nos chicotes elétricos e pode provocar o maior curto circuito. Por tudo isso, sei que vou entristecer muita gente, mas motos, a exemplo dos adolescentes, NÃO gostam de tomar banho!

Da mesma forma, muitos componentes móveis da moto são protegidos por anéis de borracha (os chamados o-rings), que estão na corrente e juntas como balança, pedal de câmbio e outros. Ao mandar um jato de querosene por cima de tudo, (ou qualquer outro solvente), estas borrachas sofrem um ressecamento e irão rachar, perdendo a capacidade de vedar a entrada de sujeira ou permitindo o vazamento de óleo. A água quente elimina a lubrificação de muitas peças móveis, sobretudo rolamentos e a corrente. Aliás, esta é a maior vítima do excesso de lavagem.

O pior de tudo, mas pior mesmo, que dá vontade de matar o desgraçado que lavou a moto, é o maldito querosene no disco de freio. O querosene é um solvente que leva óleo na sua composição. Caso alguém ainda não saiba, o óleo é um excelente redutor de atrito e os freios vivem de atrito. Eles são que nem sogras: adoram atrito! Se a gente melecar o disco de freio com querosene, na primeira frenagem a meleca vai impregnar as pastilhas e você terá nas mãos uma moto sem capacidade de frear nem pensamento. Sabe o que vai acontecer? Você terá de desmontar a roda, retirar as pastilhas e lixá-las até sair todo o querosene. Ou então ficar uma semana rezando para ninguém entrar na sua frente. Sei que muito féladamãe pulveriza querosene com aqueles compressores amarelinhos que não vou citar a marca. Fuja destes caras, porque eles devem ter convênio com o ortopedista da cidade.

Bão, procure um local abrigado do sol e prepare seu kit-banho-na-motoca, composto de: óculos de proteção (sim, você não quer ser um motociclista zarolho), luvas cirúrgicas (não tem coisa que detona mais a mão do que lavar motos), pincel macio, uma vasilha, a lata de querosene (êpa, como assim? Sim, você pode usar querosene em ALGUMAS partes da moto) ou os produtinhos desengraxantes novos que lançaram no mercado e que não vou dizer a marca, um balde, panos, esponja e a mangueira.

Aquele papo de que jogar água fria no motor quente trinca o bloco é balela, senão todas as motos de enduro e rally teriam partido ao meio cada vez que o piloto atravessasse um rio. Mas espere o motor esfriar antes de jogar água só para não ficar aquele vapor fedorento na sua cara.

Comece pincelando querosene nas partes onde normalmente grudam as sujeiras mais renitentes, como a parte debaixo do motor, nas áreas onde respingam óleo de corrente (sem molhar a corrente com querosene), por baixo dos pára-lamas (que ficam respingados de asfalto derretido), cárter, balança traseira, bengalas, roda traseira (sem atingir o disco ou cubo de freio), raios e bloco do motor. Logo depois jogue água com a mangueira, sem pressão, só para retirar o querosene.

Derreta um pouco de sabão de côco no balde com água até fazer espuma. Megulhe a esponja (não use aquela de dupla face porque risca os cromados) na água e ensaboa a bichinha toda (a moto, a moto!!!), até ela ficar toda coberta de espuma. Comece sempre de cima para baixo, da parte mais limpa para a parte mais suja. Enxágüe com cuidado, sem pressão, até sair todo sabão. Nas motos com escapamento saindo por cima, tome o cuidado de cobrir a saída para evitar a entrada de água. O banco pode ser esfregado com uma escova de cerdas macias, principalmente se for colorido (azul, amarelo, vermelho). Tire todo o sabão.

Antes de enxugar com um pano macio (as fraldas de pano, ou camisetas velhas são excelentes), balance bastante a moto pra frente e pra trás para tirar o excesso de água que fica acumulado em pequenas “conchas”. Destape o escapamento e ligue o motor só por uns 30 segundos para tirar a umidade. Enxugue principalmente as partes cromadas para evitar a formação de ferrugem. Comece de cima para baixo e depois de tudo sequinho, volte a ligar o motor por uns 2 minutos só pra secar tudo direitinho.

Depois vem as frescuras básicas: polimento e cera, mas só a cada dois meses, para não “gastar” as partes pintadas e cromadas. Nas peças cromadas use limpa prata, com cuidado de usar esponja para espalhar a cera e estopa ou algodão para tirar o excesso e dar brilho. Nas peças de plástico, use cera à base de silicone para não ressecar. No tanque pode-se usar cera automotiva. Mas um aviso: eu não recomendo o polimento do tanque (nem encerar o banco) porque fica tudo mais escorregadio do que uma tilápia ensaboada. Com a moto toda lisinha, se tiver de frear forte, você não terá como se segurar e corre sério risco de bater com os miúdos no tanque e fazer ovos estalados. Nas motos esportivas é pior ainda, porque nas frenagens o peso do corpo é transferido para as pernas vira a maior escorregação em cima da moto.

Mais dicas:

* Nunca, jamais, never, passe produtos químicos nos pneus, o famoso “pneu pretinho”, porque pneu já é preto e a química resseca a borracha.

* Não lave a moto em cima de plantas, tadinhas, elas morrem de asfixia com o querosene.

* Após a lavagem (ou lavação), lubrifique a corrente com graxa branca e também lubrifique o cabo de embreagem com óleo fino.

* Cuidado nas primeiras frenagens porque o sistema de freios estará molhado e frio.

* Lave a moto em intervalos maiores de 15 dias, melhor ainda a cada 30 dias.

* Aproveite a lavagem para verificar o desgaste de peças, checagem das lâmpadas e regulagens diversas.

* Os mais frescos podem retirar o tanque e banco, mas não jogue água nestas partes, limpe apenas com pano úmido.
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