Vulcan 900: Opinião de proprietários

Moto: Kawasaki Vulcan

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dom.arcanjo
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Primeiras impressões

Após quase dois anos de casamento com uma Spyder 320, moto tipo chopper (é estilo usada no primeiro filme do Motoqueiro Fantasma), ontem peguei a VN900 Classic. Sou da capital e a negociação foi feita com uma moto do interior. Fiz questão de ir buscar, principalmente por ser a oportunidade de me despedir da “Luluca” na estrada e de poder me habituar com o novo brinquedo sem me preocupar com o transito pesado aqui da capital. Podem falar o que for da Spyder, mas foi uma moto que me atendeu bem durante meus “bate-volta”, me deu dor de cabeça como qualquer outra moto que tive anteriormente, mas também me trouxe ótimos momentos. Tanto que quando parei em Pirassununga pra dar uma esticada, chegou um sujeito perguntando e elogiando a motoca. Confesso, quase desisti da negociação, mas fui em frente.
Chegando à cidade, no local combinado, fui muito bem recebido pelo futuro proprietário da Spyder e ex-dono da VN900.
Após uma boa conversa sobre características das motos e outros assuntos, fomos dar uma volta pra “sentir” o desempenho das maquinas. Eu achei a Vulcan muito pesada e ele achou a Spyder muito leve. Tive que me adaptar também para a nova posição de pilotagem e para a troca de marchas, que a partir de agora, vai ter a ajuda do calcanhar.
Negocio fechado e considerações sobre manutenção e desempenho feitas, parti rumo a São Paulo, deixando um novo amigo pra trás, na intenção de chegar antes da hora do rush (missão impossível, pois passava das 15:00hs e tinha 350 km de asfalto pela frente).
Na saída da cidade, parei no posto, pedi pra completar com gasolina aditivada, como não tinha, foi a comum mesmo. Calibrei os pneus, primeiro ponto negativo: Por ter rodas raiadas, quase não sobra espaço pra encaixar a mangueira de ar na roda da frente e atrás, apesar de ter o bico tipo 90°, não sei se é normal, mas ele esta virado pro lado da correia. Como minhas mãos não são pequenas, senti falta da roda de liga leve. Tanque cheio, pneu calibrado com 33 lbs cada um, vamos pra Anhanguera.
Tempo aberto (e seco), a primeira diferença que sinto é o torque. Força no braço senão a moto vai e você fica (lembrei-me do desenho do Coyote e do Papaléguas) – rs. Com a estrada livre, foi gratificante ver a resposta a cada marcha. Com a velocidade, o peso quase não fez diferença e com a confiança aumentando a cada quilometro, a viagem foi ficando mais prazerosa.
Respeitando o limite da estrada, e o meu, fiquei entre 100 e 110 km/h. A posição de pilotagem é extremamente confortável. Quando se falava que este tipo de moto o banco é parecido com um sofá, eu chegava a char que era exagero ou supervalorização. Não é! Uma vez acomodado sobre a moto e com os pés apoiados sobre as plataformas, foi engatar a quinta marcha e curtir o passeio. Uma coisa que me incomodou muito, mas só poderia ser resolvida em São Paulo, foi a bolha. Como sou alto, a posição da bolha ainda esta com a altura padrão da fabrica, e com a velocidade, praticamente todo o vento estava sendo direcionada para o capacete. Sem as devidas ferramentas para fazer o ajuste, a solução foi se ajeitar no banco pra tentar ficar, no mínimo, na mesma altura da bolha. A moto é grande e potente. Responde bem nas retomadas e em determinados trechos posso dizer que “sobrou motor”.
O ruim da Anhanguera são os pedágios. Tudo bem, moto não paga, mas o espaço que é disponibilizado para a passagem da moto é sem noção: ou tem uma chicane muito fechada ou o corredor de cones é muito estreito.
Depois de quase 200 km, em Campinas, parei pra abastecer e fiz as contas: 17,8 km/l. Pra quem seguiu boa parte do tempo a 110 km/h, eu acho que esta bom. Mas como o Joca fez milagre, vou tentar deixar minha mão mais leve – hehe. Depois da esticada, olho pela janela da lanchonete e vejo o sol se despedir. Ainda tinha mais ou menos 140 km pela frente. Já que era pra testar a VN900, vamos fazer um teste completo! Vamos ver como ela ilumina a estrada à noite. Coloquei uma blusa por baixo da jaqueta e voltei pra estrada. Já na Bandeirantes, a iluminação da moto foi bem eficaz. Inicialmente eu pensava em colocar farol auxiliar. Estou revendo este conceito, acho que não vou precisar.
Na chegada a São Paulo, o tradicional congestionamento da marginal Tiete me aguardava. Neste momento comecei a sentir o calor do motor entre as pernas. Como ela é grande e eu já estava “meio” cansado, só me arrisquei a passar com ela no corredor onde realmente dava.
Nas proximidades de casa, já sem tanto transito e em menor velocidade (e sem o barulho do vento causado pela bolha), foi possível curtir melhor o barulho do motor. Era quase um assovio. É minha primeira moto com injeção eletrônica, questão de adaptação.
Já em casa, mostrei o novo brinquedo pra família e liguei pra casa do ex-dono pra notificar minha chegada em Sampa. Agora vou arrumar um tempinho pra lava-la, tirar aquele monte de “mosquitinhos” da bolha, acertar a documentação para meu nome e usa-la no meu dia-a-dia.
Eu trouxe a capa pra cobri-la, mas acho que não vou usar muito.
A estrada me espera.
Na meia idade, a experiência é tão importante quanto a novidade.
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JocaMartins
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Ola Dom,


Eu sei que você vai chegar nas quilometragens que eu faço com certeza, pois eu acho que não é o modo de pilotar mas o jeito de acelerar.

E quando estiver acelerando e tendo resposta você deixa, depois que chegou no limite que você quer de velocidade, não há necessidade de ficar injetando gasolina a mais, é metodo e ocê vai encontrar isto.

Pois quando peguei a minha tinha exatamente 480 km rodados, e depois é que fui acertando o acelerador e a rotação do motor.

Claro que no inicio era entre 20 km/l, eu acho que você acelerou demais, mas o peso de sua motoca é mais pesada que a minha, pois me parece que você comprou a classic, com pneu largo na frente e largo a traz.

O meu pneu na frente é de 21" e estreito como está na foto ao lado.

Então isto pode dar as diferenças de chegar a kilometragem, isto depende do piloto, não é da moto, você vai conhecer o motor, em sua rotação e sua tração, ai vai começar a ser parte da maquina e vai economizar com certeza.

Eu faço está Kilometragem aqui na cidade, pode pensar e rever a rotação do motor, por que ela sai com a rotação de 1500 rpm. Isto é a regulagem que sai da fabrica.

Eu abaixei para 500 rpm, mas é uma coisa que eu faço e já conheço bem a maquina, para você isto deve ser feito mas a frente.

E as velas minha são iridium, o que ajuda a queima do combustível e ai você ganha na economia.

Depois vamos conversar e verá que chegara bem proximo do que falei ....

Bele ...
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dom.arcanjo
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Uma duvida aos usuários da VN900 referente ao marcador de combustível, que pra mim é novidade e desconheço alguém que tenha uma moto com indicador e que confie nele, independente da marca:
A minha estava marcando um pouco menos de 1/4 e quando fui abastecer, coloquei 10,5 litros, ou seja, usei pouco menos que meio tanque.
Dá pra confiar no marcador de combustível?
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JocaMartins
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Dom ...

O meu está com está disparidade também ...

Mas no painel tem uma lampada que acende quando entrar na reserva efetiva, com 4 litros.

Eu andei com a minha até a lampada acender e quando fui abastecer tinha 4 litros de combustivel, pois foi colocado somente 16 litros.

Então eu acho melhor você fazer como fiz, vai até acender a lampada amarela no painel ...

E ai vai saber exatamente quanto tem na reserva ...

bele ...
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ederfabrilo
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Cara, marcardor de moto é tudo assim mesmo. O lance é que o ponteiro cola no vazio e ainda anda 20 KM antes de acender a reserva.
Mas um conselho é: nunca despreze um posto de gasolina na rodovia se o tanque já está com menos de 1/4 hehehehe
Os motoqueiros de hoje são os cavaleiros medievais de ontem!
dom.arcanjo
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To melhorando o rendimento.
Este fim de semana foram 19,9 km/l e ainda da pra melhorar. Preciso pegar bem o jeito pra fazer a troca de marcha no tempo certo do motor tb.
Referente ao marcador, ignorei e esperei acender a luz da reserva, + ou - 15 km depois de marcar que estava vazio. Ao completar, foram 14,1 l pro tanque, ou seja, ao acender a luz da reserva, posso dizer que ainda restava 6 litros de combustivel la dentro. Como ainda não completei uma semana com a minha Gueixa ainda (foi batizada este FDS), vou postando mais algumas "descobertas" conforme uso. Esta semana vamos pro uso urbano.
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egalvani
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Comprei recentemente uma Vulcan 900 11/12 zero.
Já na retirada da moto percebi que a moto falha em acelerações rápidas.
Falei com vendedor e ele me disse que o problema é normal na Vulcan 900 e para eu utilizar gasolina podium que o problema diminuiria.Não diminuie eu acho que até piorou. Segundo o mecanico da autorizada que comprei, este problema é devido às configurações de fábrica que eles não tem como alterar, somente pode ser alterado se eu colocar aparelho chamado "Power Comander" que custa em torno de R$ 1200,00.

Agora a moto esta com 1000 km e fiz a primeira revisão e continua na mesma.
Alguem que tem esta moto tem o mesmo problema? Acho um absurso voce pagar R$ 30.000,00 reais numa moto que falha e chega a morrer quando se acelera rapidamente.
dom.arcanjo
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egalvani

Também sou novo com a VN900, é minha primeira moto com IE. No meu caso, as falhas são quando vou liga-la pela manhã. Procurei a autorizada aqui na ZN de São Paulo e a primeira coisa que me perguntaram era se eu estava usando gasolina aditivada. Como a resposta foi positiva, me orientaram a usar a comum na próxima vez que eu for completar o tanque. Não satisfeito com a resposta, fui procurar meu mecânico de confiança, que me atende desde a época da finada “CBzona”. Ele também me recomendou usar gasolina comum no próximo reabastecimento.
No meu ponto de vista, você deve procurar uma segunda opinião também. Se realmente fosse necessário este “Power Comander”, acho que muita gente que tem a VN900 teria desistido da compra ou a própria KAWASAKI já teria implementado este componente no projeto.
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JocaMartins
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Dom e Amigos,

Como já falei em minha descrições anteriores a Vulcan 900 é uma excelente moto.

Tem seu problemas, mas são problemas que a legislação fez com que ela ficasse assim.

O Dom, eu já falei para ele como fiz com a minha, mas tenho certeza que a moto que tenho é uma das melhores que a Kawasaki já produziu.

O acerto da Injeção eletrônica fez com que ela viesse com os problemas embarcado, pois a legislação do ar na nossa cidade fez com que fosse o chip que indetifica a gasolina ter uma mistura mais pobre para poder chegar ao nivel que possa passar pelos aparelhos, como a maior parte das motos fabricada são vendidas em São Paulo a regulagem ficou para todas.

Ninguém vai dizer isto ou provar isto, mas posso quase garantir que estou certo em 80%.

Primeiro para acabar com o motor apagando em alta velocidade é muito simples, não apertar o manete da fricção, deixar ele sempre ativo.

Para não ficar tossindo como tem a reclamação dos proprietário, suba a rotação da marcha lenta para acima de 1300 RMP, ai não vai tossir mais.

Mas se quiser uma moto, e que saiba dos problemas dela, faz o que eu fiz.

Abaixei a rotação da marcha lente para 500 rpm, ligue ela antes e deixe esquentar bem, por volta de 2 a 4 minutos.

Ela vai tossir mas não vai morrer, em alta ela não vai morrer mais porque vou ficar sempre engrenado e engrenado ela não morre, tanto em baixa rotação como em alta.

Se quer uma moto na mão precisa usar ela todos os dias e ir adequando a sua necessidade, eu trbalho com a minha, busco pão com a minha, vou a farmácia e ando com ela direto.

Ai eu ajeitei como se fosse um terno, ou um fraque, e tenho uma beleza de moto, mas se usa de vez enquando, então faça as primeira coisas que lhe falei ...

Sobre a aceleração e quando tiver que parar em alta, nunca deixe o motor livre, ai acabou com seus problemas.

Estou falando pois tudo isto aconteceu comigo, e alias nunca acredite em um mecânico, mas vá buscar um profissional que ama o que faz ai você terá sim as respostas certas.

Mecânico de revenda quer vender peças novas e adaptações que eles acham que funciona, não entre nesta, se precisa de um profissional amante no que faz posso lhe indicar um, e por uns 4 meses este profissional fez que a minha vulcan ficasse do jeito que vou lhe falar.

Se anadar na estrada em velocidade constante e sabendo acelerar, chego a fazer 27 km/litro...
No transito de São Paulo, passando nos corredores e não acelerando com um doido, ela faz 21 km/litro...
Ponho gasolina em um só posto de confiança e sempre deixo ir até a reserva e abasteço sempre com 2 tanques de aditivada para 1 tanque de gasolina comum, e troco de oleo motul 3.1 a cada 2.000 a 2500 km rodados.

É está a receita que tenho para lhe passar, cara estou com a minha muito satisfeito e posso lhe garantir sem peso na alma ...

As vulcan 800 classic carburadas são muito melhor que a vulcan 900, mas como não podemos viver no passado, a vulcan 900 é a melhor moto ...

Então aprenda que tudo que é novo precisa de um ajuste e este ajuste você é que vai fazer usando e usando ...

bele ...
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dom.arcanjo
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O Joca tem razão, a sua moto tem que ter o seu ajuste, a sua característica, a sua cara.
Como ainda estou em lua de mel com a minha Gueixa, ainda estamos entrando em sintonia. É bem um casamento mesmo, onde ela vai se acostumar com a sua forma de pilotar e você vai se adaptar a pegada dela.
Um pouco de historia dos meus 2 últimos amores: na época em que eu tinha uma CB450, demorou quase dois meses pra que eu pudesse ajusta-la para omeu gosto. Depois disso, foram mais de 50.000 km de historia. Sempre tinha algo a melhorar e eu fazia questão de mexer até onde entendia (ou achava que entendia). Pras coisas mais complicadas eu consegui um mecânico muito bom, ainda mais se tratando de CB. Depois veio uma chopper, a Spyder. Me arrisquei com a chinesinha e tive uma surpresa agradável. A única coisa que eu sentia falta era a potencia do motor, na CB eram 44cv e a Spyder apenas 22cv. Fucei muito na moto. Ajustei tudo que foi possível pra me atender e ficar com a minha cara: troquei banco, escapamento, setas, ajustei carburador (que é parecido com o da CB) e outras coisinhas que deixaram a moto com a cara do dono e mais potente.
Agora, com a VN900, é uma nova historia de amor. Uma nova fase. Com ela tudo é novo: nova posição de pilotagem, novo sistema de alimentação (IE no lugar do carburador), nova potencia, novo peso, novos amigos que também tem uma VN900. To com a minha a menos de 10 dias e la se foram quase 700 km. Não tenho o que reclamar da moto.
No post anterior, quando mencionei a falha ao ligar pela manhã, foi justamente por não botar muita fé na resposta da autorizada que fui procurar o bom e velho “Claudião”, mecânico velho de guerra, que foi muito bem recomendado e ta sempre com a oficina cheia (principalmente de motos de alta cilindrada). Só depois de conversar com ele é que vou seguir a recomendação da autorizada.
Acredito que em pouco tempo a Gueixa e eu estaremos em uma boa sintonia.
E como eu já disse aqui uma vez, vou postar as "descobertas" conforme uso pra compartilhar experiencias, e espero poder incentivar outros indecisos a escolher a VN900. É uma p#%@ moto!
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