Então Kameraden...
A minha primeira motoka foi uma Daelim Magma 125, comprada em 2001, quando eu praticamente aboli o uso do carro. Fiquei super empolgado com a motoka, achava-a "a última bolacha do pacote" e ficava meio irritado quando falavam que era moto coreana, que não prestava, e etc. Os únicos problemas que ela apresentou nesse tempo todo foram alguns furos no escapamento, um cabo de embreagem partido e diversas lâmpadas queimadas.
Comprei-a por R$ 6.500, customizei-a toda e a vendi em 2004 por R$ 7.500.
A minha segunda motoka foi comprada em 2002. Era uma Honda CB400 II 1982. Paguei R$ 1.950 na motoka, judiada, com 20 anos de uso e om 67.000 km. Gastei cerca de R$ 8.500 para transformá-la numa Cafe Race, sendo que na parte mecânica as únicas coisas que foram feitas foram a troca de retentores de válvulas e de anéis, por mero capricho, e a troca do reparo dos carburadores. Na parte elétrica, refiz o chicote, também por capricho, troquei as escovas do motor de arranque e coloquei uma bateria nova, e só.
Estou com essa motoca até hoje (lá se vão 12 anos de uso). Ela já está com mais de 140.000 km. As vezes fica una semana ou duas parada e, chova ou faça sol, esteja quente ou frio, ela não nega fogo, pega sempre de primeira. Com ela viajei pelo PR, SC, RS e SP.
A minha terceira motoka foi uma CB450 DX 1991.
Fiquei pouco com ela (também nunca incomodou) e troquei-a numa Suzuki Savage 650, uma Moto forte mas que incomodou um pouco, sendo seus pontos críticos o ressecamento dos retentores de válvulas e o tensionador da corrente de comando. Fiquei 4 anos com ela, comprei-a por R$ 9.000 e vendi-a por R$ 11.000, depois de ter rodado pelo Sul e Sudeste do Brasil.
Nesse meio tempo tive também uma Yamaha Jog 50 cc, para a correria do dia a dia. Instável, nervoso, toco-duro mas valente. A única coisa que tive que fazer nele em 4 anos além da manutenção básica foi a troca dos retentores da suspensão e da bateria, que arriou. Comprei por R$ 1500 e vendi alguns anos depois também por R$ 1.500.
A Savage foi trocada por uma Harley Sportster 883C 2005. Boa moto,comprei-a em 2008 por R$ 27.000 e vendi-a em 2010 por R$ 24.000 e nesse tempo todo, além da manutenção básica e da troca da bateria, ela apresentou dois probleminhas: a queima de um fusível no interior de SC, fato que repetiu-se no interior de MG e a queima do senhor da posição do virabrequim, que custou R$ 200 para consertar.
Em 2010 troquei a Sportster por uma Harley Softail FX 1450 cc 2005,
que também está comigo até hoje. Com essa motoka eu sai do cercadinho e fui num ano para a Argentina e noutro para o Uruguai. Pode parecer mentira, mas a bateria ainda é a original de fábrica (está aturando 9 anos). Como essa moto só é utilizada em viagens, normalmente superiores a 1.000 km, às vezes ela fica duas ou tres semanas sem ligar, mas se o dia estiver quente, ela pega de primeira. Se estiver frio, normalmente pega no segundo start. Além da manutenção básica, essa moto também apresentou dois problemas: o primeiro foi a queima da bomba de gasolina no interior de SC. Troquei ali mesmo por uma bomba de Pálio e segui viagem. Gastei uns 300 reais. O segundo problema em 4 anos de uso foi a oxidação do sensor da posição da borboleta. Gastei uns 400 reais para resolver. Paguei R$ 34.000 na motoka e hoje ela vale R$ 31.000.
Como a Harley é muito grande para a correria do dia a dia (cerca de 70 kms diários) e a CB400 já está velha, resolvi comprar uma moto menor para essa tafera. A escolhida foi uma Yamaha Terené 250 2011 zero km , comprei R$ 12.000 e vendi um ano depois por R$ 11.000 por não ter me adaptado com a altura e o estilo da moto.
Em 2012, com a grana da venda da Te250 e inspirado nas boas lembranças que tinha da também coreana Magma, comprei uma Mirage 2008.
Em dois anos eu já troquei o kit de carburação (original, 2X), por causa do calço hidráulico, o estator que queimou, o motor de arranque, cujos imãs soltaram-se e quebraram, o retificador que fritou, o tensionador e as correntes de comando, já refiz o chicote elétrico por causa de fios partidos por ressecamento, lentes de piscas que ressecaram, o desmultiplicador do velocímetro (caracol da roda) e mais um monte de besterinhas que não vale à pena comentar.
Creio que as fotos que postei, entremeando e ilustrando o texto, possam eventualmente dar aos Srs. uma pista sobre a forma com a qual eu costumo tratar o que é meu.
De mesma forma, a historinha que contei tambem deve dar uma pista sobre a minha experiência pessoal, usuário de diversas motos de várias marcas ao longo de mais de uma década.
Se, eventualmente, meus comentários sobre a Mirage desagradam alguns, paciência, desculpem... eles apenas são fruto da minha experiência com a moto e ela não conseguiu me proporcionar a tranquilidade nem me transitir a confiança que tive/tenho nas outras motos.
