Kasinski: Fábrica, Concessionárias & Pós Vendas

Motos: Kasinski Mirage 250, Kasinski Mirage 650, Kasinski Cruiser, etc.

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Mikami
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mr_rocha escreveu:É amigos, lendo as noticias, nada boas por sinal, neste momento fiquei muito preocupado...
estou pagando ainda um consorcio kasinski, o antigo, pela CNK, estou com dinheiro para dar um lance nem sei mais oque faço, meu medo é ficar sem nada e ter que entrar na justiça...
alguém passando pela mesmo problema ...agradeço sugestões não sei o que fazer;
Olá mr_rocha, estava no seu mesmo dilema, consórcio pela CNK, dinheiro para dar de lance e em dúvida sobre a quebra da marca, como a CNK também está quebrada e só está terminando os grupos que restam para fechar de vez, fiquei mais preocupado e tentei ver com a CNK se me devolveriam o $$ que já havia pagado e me avisaram que só me devolveriam no término dos grupos em andamento, conversei com eles também sobre a carta de crédito se poderia tirar moto de outra marca e só posso fazer isso se não tiver mais o modelo em que eu optei no consórcio, em vez de arriscar em ficar sem o $$ e sem a Moto, optei por ficar com a Moto, como era um sonho de ter a Mirage e até os acessórios fui comprando enquanto o consórcio estava em andamento, agora pelo menos estou usufruindo da moto.
Acho que vcê não tem muitas opções por isso dê logo o lance e tire logo a moto, se correr o bicho pega e se ficar vcê tem chance de lutar contra o bicho tstststs.

Um abraço

Mikami
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ernesto walter
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Registrado em: 04 Abr 2010, 19:52
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Eu tive uma vespa por seis anos,Deixou de ser fabricada beeeem antes de eu comprar,mesmo assim comprei.Praticamente não existem mecânicos para fazer manutenção nelas,e os que fazem,se dizem especializados e cobram fortunas.Resolvi eu mesmo fazer a manutenção,e é surpreendentemente simples,apesar dos mecanicos terem alergia às vespas,rodei cerca de 70000km com ela sem grandes problemas.Até hoje se encontram praticamente todas as peças e uma vespa em bom estado pode custar até R$ 10000,00 http://www.olx.com.br/q/vespa-px-200/c-379.
Depois comprei uma Laser(dafra),criticada por muita gente,mas rodei 12500km,sem nenhum problema,comprei minha segunda dafra(eu sei,sou corajoso),uma kansas,vendi com 45000 km sem nenhuma dor de cabeça e a um ano e um mes tenho minha mirage,com 14800 km,e sem problemas.
Resumindo:sempre tive motos que a manutenção seria dificil,mas foram extremamente simples,não dependi de CC ou mecanicos especializados,e sempre vendi minhas motos por um bom preço,mas não vendi rápido.
Agora não é hora de se vender as mirages,primeiro porque tem uma oferta muito alta e consequentemente o preço cai e segundo porque a moto é boa,mas os espertinhos de plantão vão tentar a qualquer custo denegrir a imagem das motos para comprar num futuro proximo por preços irrisorios.
Fico assustado quando vejo alguem querendo desmanchar uma moto que está funcionando para vender as peças,com medo de perder dinheiro.
Seria melhor guardar a moto e vender as peças daqui a alguns anos,pois as peças serão mais escassas e o preço vai ser maior.
ex Kansas 150 atual mirage 250 12/13
pior seria se pior fosse
Russo
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Registrado em: 19 Mar 2008, 23:12
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Então Kameraden...

A minha primeira motoka foi uma Daelim Magma 125, comprada em 2001, quando eu praticamente aboli o uso do carro. Fiquei super empolgado com a motoka, achava-a "a última bolacha do pacote" e ficava meio irritado quando falavam que era moto coreana, que não prestava, e etc. Os únicos problemas que ela apresentou nesse tempo todo foram alguns furos no escapamento, um cabo de embreagem partido e diversas lâmpadas queimadas.

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Comprei-a por R$ 6.500, customizei-a toda e a vendi em 2004 por R$ 7.500.

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A minha segunda motoka foi comprada em 2002. Era uma Honda CB400 II 1982. Paguei R$ 1.950 na motoka, judiada, com 20 anos de uso e om 67.000 km. Gastei cerca de R$ 8.500 para transformá-la numa Cafe Race, sendo que na parte mecânica as únicas coisas que foram feitas foram a troca de retentores de válvulas e de anéis, por mero capricho, e a troca do reparo dos carburadores. Na parte elétrica, refiz o chicote, também por capricho, troquei as escovas do motor de arranque e coloquei uma bateria nova, e só. Estou com essa motoca até hoje (lá se vão 12 anos de uso). Ela já está com mais de 140.000 km. As vezes fica una semana ou duas parada e, chova ou faça sol, esteja quente ou frio, ela não nega fogo, pega sempre de primeira. Com ela viajei pelo PR, SC, RS e SP.

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A minha terceira motoka foi uma CB450 DX 1991.

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Fiquei pouco com ela (também nunca incomodou) e troquei-a numa Suzuki Savage 650, uma Moto forte mas que incomodou um pouco, sendo seus pontos críticos o ressecamento dos retentores de válvulas e o tensionador da corrente de comando. Fiquei 4 anos com ela, comprei-a por R$ 9.000 e vendi-a por R$ 11.000, depois de ter rodado pelo Sul e Sudeste do Brasil.

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Nesse meio tempo tive também uma Yamaha Jog 50 cc, para a correria do dia a dia. Instável, nervoso, toco-duro mas valente. A única coisa que tive que fazer nele em 4 anos além da manutenção básica foi a troca dos retentores da suspensão e da bateria, que arriou. Comprei por R$ 1500 e vendi alguns anos depois também por R$ 1.500.


A Savage foi trocada por uma Harley Sportster 883C 2005. Boa moto,comprei-a em 2008 por R$ 27.000 e vendi-a em 2010 por R$ 24.000 e nesse tempo todo, além da manutenção básica e da troca da bateria, ela apresentou dois probleminhas: a queima de um fusível no interior de SC, fato que repetiu-se no interior de MG e a queima do senhor da posição do virabrequim, que custou R$ 200 para consertar.

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Em 2010 troquei a Sportster por uma Harley Softail FX 1450 cc 2005, que também está comigo até hoje. Com essa motoka eu sai do cercadinho e fui num ano para a Argentina e noutro para o Uruguai. Pode parecer mentira, mas a bateria ainda é a original de fábrica (está aturando 9 anos). Como essa moto só é utilizada em viagens, normalmente superiores a 1.000 km, às vezes ela fica duas ou tres semanas sem ligar, mas se o dia estiver quente, ela pega de primeira. Se estiver frio, normalmente pega no segundo start. Além da manutenção básica, essa moto também apresentou dois problemas: o primeiro foi a queima da bomba de gasolina no interior de SC. Troquei ali mesmo por uma bomba de Pálio e segui viagem. Gastei uns 300 reais. O segundo problema em 4 anos de uso foi a oxidação do sensor da posição da borboleta. Gastei uns 400 reais para resolver. Paguei R$ 34.000 na motoka e hoje ela vale R$ 31.000.

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Como a Harley é muito grande para a correria do dia a dia (cerca de 70 kms diários) e a CB400 já está velha, resolvi comprar uma moto menor para essa tafera. A escolhida foi uma Yamaha Terené 250 2011 zero km , comprei R$ 12.000 e vendi um ano depois por R$ 11.000 por não ter me adaptado com a altura e o estilo da moto.

Em 2012, com a grana da venda da Te250 e inspirado nas boas lembranças que tinha da também coreana Magma, comprei uma Mirage 2008. Em dois anos eu já troquei o kit de carburação (original, 2X), por causa do calço hidráulico, o estator que queimou, o motor de arranque, cujos imãs soltaram-se e quebraram, o retificador que fritou, o tensionador e as correntes de comando, já refiz o chicote elétrico por causa de fios partidos por ressecamento, lentes de piscas que ressecaram, o desmultiplicador do velocímetro (caracol da roda) e mais um monte de besterinhas que não vale à pena comentar.

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Creio que as fotos que postei, entremeando e ilustrando o texto, possam eventualmente dar aos Srs. uma pista sobre a forma com a qual eu costumo tratar o que é meu.

De mesma forma, a historinha que contei tambem deve dar uma pista sobre a minha experiência pessoal, usuário de diversas motos de várias marcas ao longo de mais de uma década.

Se, eventualmente, meus comentários sobre a Mirage desagradam alguns, paciência, desculpem... eles apenas são fruto da minha experiência com a moto e ela não conseguiu me proporcionar a tranquilidade nem me transitir a confiança que tive/tenho nas outras motos.

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" A smooth sea never made a skilled mariner "
Miau
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Rapaz nao desagrada nao.. mas vc tava entao sorteado kkk

Na minha eu n tive 1 problema sequer fora o do sensor do pezinho que acho que nem vale a pena contar.. e foi uma carburada tambem.

Mas se vc parar pra pensar.. acredito que a maioria dos seus problemas parecem ter sido consequencias do calço hidráulico.

Digo pois ele detona arranque.. correntes de comando.. obviamente esticadores..

Eu nunca troquei kit de carburador.. e nem entendo pq algumas pessoas trocam.

Digo pois afinal as peças sao de metal e nao há desgaste mecanico.. somente borrachas como diafragmas.. boias.. agulha da boia é que muito raramente podem vir a desgastar.

O mecanico que conheci sempre me alertou a deixar a torneira fechada justamente pra evitar um eventual calço. . Mas pra te ser sincero.. ja cansei de esquecer aberta e nunca deu isso.

Pelo meu conhecimento tecnico.. acho que há duas razoes pra dar calço e obviamente essa serie de problemas subsequentes..

1.. bomba de gasolina com problema ou a falta dela..
2.. boia desregulada ou agulha/sede suja

Queima ruim por carburador mal regulado pode causar aceleracao da carbonizacao do estator deixando defeituoso..

Estator ruim força o retificador ate queimar

Ou seja.. na verdade.. diferente do que falei la no inicio.. nao acredito em sorte ou azar.. mas em uma serie de eventos que levam a um resultado.

Espero que essa minha teoria do caos nao seja desagradavel pra vc.. hehe
torresbeto
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a minha carburada também foi sorteada até eu tomar ma atitude drástica.

primeira semana - retificador

uns 6 meses depois, retificador, depois, cdi, reficador de novo, e rele de pisca 3 vezes, lampadas que queimaram sem sentido...

depois de um tempo, me revoltei e troquei retificador e cdi pelos da twister, e mandei refazer o chicote com uma bitola maior, desde então não deu mais problemas, e o cara que comprou a moto de mim, também não teve...
Não importa qual a sua moto, o vento é o mesmo para todos!
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RDM
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mr_rocha escreveu:
dougnaestrada escreveu:
Ramiro - MG escreveu: dougnaestrada,

Não sabia da ligação que você cita entre a Zongshen e a Hyosung. Lembro de ter lido na época da venda da Kasinski que a Zongshen iria trazer suas motos de baixa cilindrada para substituir a antiga fornecedora chinesa da Kasinski, mas manteria a Hyosung como fornecedora das motos maiores. Se for assim, a saída da Zongshen não significa necessariamente o fim da venda da Mirage. Acho que a Zongshen não é dona da Hyosung.

De qualquer forma, caso a Mirage seja descontinuada, acho que muita coisa muda sim, pois os novos interessados não terão mais acesso às motos 0km.

Vamos aguardar o desenrolar dessa história...
Em alguns sites até consta o nome Hyosung Zongshen como se fosse uma única coisa, mas confesso que não encontrei nada realmente conclusivo.

É verdade. Nada muda "apenas" para quem já tem uma e continuará desamparado como há muito.

No mais, esta informação sobre a Zongshen ser ou não dona da Hyosung faz toda a diferença, pois a parceria com a Hyosung pode continuar apesar da Zongshen ter dado no pé. Vamos aguardar.

Abraço,

Na verdade doug a zhongshen faz em alguns países o mesmo que a kasinski faz aqui, ele lançam motos hyosung e colocam o nome zongsheng.
A hyosung na verdade é um conglomerado de empresas coreana e a zongshen é uma fabricante de motocicletas chinesa.



Fundada em 1978 como uma divisão do Grupo Hyosung de indústrias, Hyosung começou a produzir desenhos das motocicleta japonesas Suzuki sob licença para o mercado sul-coreano em Changwon, Coréia do Sul, em 1979. Em 1986, eles estabeleceram o seu próprio centro de pesquisa e desenvolvimento em Hamamatsu, no Japão, e no ano seguinte, eles começaram a produção em massa de seus próprios desenhos. Eles foram a fornecedora oficial de motocicletas para as Olimpíadas de Verão de 1988 em Seul. Em 2003, a Hyosung Motores & Machinery Inc. foi desmembrada do Grupo Hyosung para se tornar sua própria entidade corporativa. Em junho de 2007, a divisão Hyosung Motors foi adquirida pela empresa coreana S & T Group (Ciência e Tecnologia), e o nome alterado para C & T Motors.

fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Hyosung
Amigos a S&T Motors(quem tem a GV 650 09/ 2010 e 11 pode ver que existe uma plaqueta no quadro com esta designação)é um tipo societário que no Brasil chamamos de Sociedade Mista , ou seja, ela é da Hyosung e do Governo Koreano. A chinesa Zhongshen nada tem a ver com a linha de produção ou projeto das GV 250, GV 650 e Comets.
www.hisntmotors.com ou www.hyosung.co.kr
dougnaestrada
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Russo,

É bonito de ver o cuidado que você tem com suas máquinas. Fica evidente que tens capricho e bom gosto na escolha dos modelos e das personalizações. :D

Realmente, premiado ou não, sua Mirage te deu dor de cabeça. Ainda mais se comparar com suas experiências anteriores, inclusive com outras marcas coreanas. Também tive alguns problemas de elétrica (retificador, bateria e um curto) e outros causados por imperícia dos mecânicos pelos quais passei(inclusive um da Kasinki na época que ainda usava a garantia), mas li relatos de pessoas que afirmam nunca terem ficado na mão e outros que tiveram experiências horríveis de quebras.

Quanto a agradar com seus comentários, aqui a questão e o objetivo não são esses. Estamos aqui para trocar ideias e aprender, sendo que as divergências de opiniões fazem parte do aprendizado de todos. :wink:

Abraço,
Doug
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leolyra
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Kasinski negocia com novo sócio para sair da crise

Por Eduardo Laguna e Vanessa Dezem | De São Paulo
Regis Filho/Valor / Regis Filho/Valor"Não conseguimos prever a crise de crédito do setor. Agora, o aporte de capital do fundo será suficiente para arrumar a casa", afirma Claudio Rosa

Em profunda crise desde 2012, a fabricante de motos Kasinski prevê tomar um novo rumo. O empresário Claudio Rosa, que adquiriu a empresa em conjunto com o grupo chinês Zongshen em 2009, busca uma saída para reerguer o negócio, abalado pelo declínio do mercado de motos no Brasil e pela saída dos chineses, sua grande fonte de investimentos. Uma parceria com um fundo brasileiro é o desfecho mais provável para a continuidade das operações da empresa.

"Não conseguimos prever a crise de crédito do setor, senão teríamos colocado o pé no freio. Agora, o aporte de capital do fundo será suficiente para arrumar a casa", afirmou Rosa, ao Valor. Sem adiantar qual é o fundo com o qual negocia, o empresário explica que a ideia é que ele mesmo compre a participação de 50% dos chineses na empresa, com subsídio do fundo, que por sua vez vai aumentar o capital e diluir a participação de Rosa, que cairá para 30%. "Com capital de giro, voltaremos à normalidade", completou o empresário.

Mas esta volta à normalidade vai representar uma empresa bem menor do que a de dois anos atrás. A produção vai voltar ao patamar de 2009 - 20 mil motos por ano - quando o renomado empresário Abraham Kasinski (pioneiro na fabricação de auto-peças no Brasil) a vendeu para Rosa, em joint venture com os chineses.

Em seu melhor momento, em 2011, a companhia faturava R$ 310 milhões e tinha uma capacidade produtiva anual de 110 mil unidades em Manaus. Entre as cinco maiores fabricantes do país, anunciou no início de 2012 uma fábrica de veículos elétricos em Sapucaia (RJ), com investimentos de R$ 120 milhões, em parceria com a Light, vislumbrando a produção de cinco versões de bicicletas elétricas e, no futuro, motos elétricas.

Em 2012, no entanto, o mercado de motos começou a dar os primeiros sinais de dificuldades. Com as classes C, D e E representando a maioria dos compradores e cerca de 80% dos negócios feitos com pagamentos por financiamento ou consórcio, o setor sofreu com o enxugamento do crédito concedido pelas instituições financeiras.

Em maio de 2012, o índice de inadimplência em financiamento de veículos chegou a 6,1%, segundo dados do Banco Central. De acordo com levantamento feito pela Abraciclo, a entidade que representa a indústria brasileira de duas rodas, apenas 20% dos pedidos para a compra de motocicletas eram aprovados na época. Nos tempos de bonança, a aprovação dos bancos superava os 50%.

"Muitas empresas menores pararam de produzir. O mercado ficou estocado", explicou o executivo. Endividada, a Kasinski começou a reestruturar seus débitos com os bancos, por meio de uma estrutura de debêntures, com carência e prazos alongados. O grupo chinês, no entanto, acabou não aprovando a reestruturação e acordou com Rosa a procura de mais um investidor para o negócio. O empresário fez apresentações a investidores e encontrou três possíveis sócios. No fim do ano passado, no entanto, os chineses decidiram sair da Kasinski.

Difíceis, os anos de 2012 e 2013 foram de prejuízo para a empresa. O empresário não revela os resultados, mas a fábrica de Sapucaia nunca chegou a entrar em operação. O quadro de 600 pessoas reduziu-se a 90 funcionários. Com a fábrica de Manaus parada há seis meses, a produção foi deslocada para uma área menor, com a capacidade instalada cortada ao meio, de 50 mil motos por ano.

"Para a Zongshen, não valia a pena ter uma operação pequena no Brasil. Os chineses assumiram falta capacidade de gerir operação internacionalmente", afirmou. Anualmente, o grupo chinês fabrica mais de duas milhões de motocicletas. Na Kasinski, investiu cerca de US$ 40 milhões desde 2009.

Enquanto tramita o acordo com o fundo, Rosa renegocia as dívidas da companhia - hoje estimadas em R$ 65 milhões - com os bancos. O empresário não vê a necessidade de pedir recuperação judicial, mas tampouco enxerga bons ventos para a indústria. "Se o crédito melhorar em 2015, será uma melhora suave", diz.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/empresas/342857 ... z2tCoZgjVe
Atc,
LeoLyra
Ramiro - MG
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Registrado em: 01 Mar 2009, 16:27
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Eu sempre tive a impressão que a Mirage, em razão da péssima assistência da Kasinski e de certa dificuldade na aquisição de peças no mercado nacional, é uma moto mais apropriada para as pessoas que além de gostarem de andar de moto, também entendem e gostam de cuidar da manutenção da mesma.
Para um "consumidor médio", que curte andar de moto, mas não gosta ou não quer se aventurar em todo a manutenção do produto, a Mirage me parece uma aposta arriscada. Boa parte das reclamações e arrependimentos que leio sobre a moto parecem coincidir com este perfil.
Porém, essa situação não isenta a Kasinski de nada. O ideal seria a empresa oferecer uma boa assistência e disponibilizar as peças de reposição de maneira rápida. Acredito que essa postura teria deixado a marca muito mais prestigiada no mercado.
Confesso que sou mais próximo do que chamei de "consumidor médio". Gosto muito de andar de moto, mas não tenho conhecimento nem vontade de cuidar da manutenção dela, além das questões essenciais, é claro. Já tive motos da Yamaha, Honda e Suzuki e nunca tive dor de cabeça com a manutenção. Fazia algumas revisões nas concessionárias durante a garantia e depois usava os serviços de um mecânico de confiança. Nunca tive problemas com peças de reposição ou problemas crônicos em relação a falhas na montagem das motos.
Digo isso por que sempre tive interesse pela Mirage, mas nunca tive a coragem de fechar o negócio, temendo pelos problemas que eu poderia enfrentar para cuidar da manutenção dela. Sempre vinha a minha mente um tal de Fiat Prêmio 1988 com motor argentino que me deixou com um certo trauma (ela adorava uma oficina e achar certas peças era uma caçada ao tesouro).
As notícias sobre a situação da Kasinski só me deixam mais tristes. Não sei se a empresa vai conseguir se recuperar, ainda mais com esse tal de Cláudio Rosa no comando. Gostaria muito que a marca se consolidasse mais e melhorasse seus serviços. Quem sabe assim eu poderia comprar a moto que tanto admiro.
Amigos a gente encontra, o mundo não é só aqui. Repare naquela estrada, que distância nos levará?
dougnaestrada
Mensagens: 300
Registrado em: 23 Out 2012, 13:52
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Minha esperança seria a Hyosung investir e ficar com a parte que era da Zongshen. Aí sim ganharia credibilidade.
Doug
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