Apesar do bom momento da economia brasileira, os ativos domésticos
não passaram incólumes aos efeitos da atual crise financeira internacional.
Como as incertezas lá fora estão longe do fim, apesar do afastamento do
risco sistêmico caso seja aprovado um pacote bilionário do governo norteamericano,
o mercado financeiro no Brasil deve continuar atrelado às
oscilações no ambiente externo. Depois de quatro meses consecutivos de
queda, o Ibovespa poderia se recuperar, caso a aversão ao risco se reduza e
prevaleça neste mês. Isso também poderia propiciar uma leve recuperação
da moeda brasileira prevalecendo os fundamentos sólidos do setor externo
e o amplo diferencial de juros. Idem para o risco-país. Em relação à política
monetária no Brasil, esperamos mais uma alta na taxa Selic na reunião do
Copom no final do mês, porém num ritmo menor, agora de 50 bps
Papo de economia
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vinibgomes
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Inflação
Perspectiva Brasil
Após meses de piora do quadro inflacionário doméstico, os dados mais recentes de
inflação têm suscitado um lampejo de esperança de que o pior já passou. Será? De
fato, nos últimos dois meses, o IPCA reduziu seu ritmo de crescimento, depois de
ter encerrado o primeiro semestre com uma variação média de 0,60%. Em agosto,
o índice registrou alta de 0,28%, o que representou, pela primeira vez no ano, uma
taxa inferior à observada no mesmo mês do ano anterior. Como reflexo disto, as expectativas
de inflação de 2008 apuradas pela Pesquisa Focus do Banco Central, têm
sido gradualmente revisadas para baixo – se, em julho essas projeções davam conta
de uma inflação de 6,52%, valor bem acima do esperado no começo do ano (4,3%),
hoje esse número já se encontra em 6,14%.
Como já destacamos em relatório anterior, desde o segundo semestre de 2007, o
grupo Alimentos e Bebidas tem sido o principal vetor de pressão do IPCA, chegando a
acumular variação próxima a 19% nos 12 meses encerrados em junho, o equivalente
a pouco mais da metade da contribuição, sendo a razão disto já muito conhecida: a
combinação de quebra de safra (feijão) e consumo aquecido, no âmbito doméstico,
ao aumento da demanda mundial de commodities e forte intervenção especulativa
nos mercados futuros, externamente. Entretanto, a comercialização de novas safras
e o aumento da importação do trigo argentino permitiu a queda dos preços agropecuários
de atacado, já em julho, o que, por extensão, acabou revertendo à tendência
de alta dos alimentos no varejo – em agosto, a variação acumulada em 12 meses já
chega a 14,5%.
Na prévia do IPCA de setembro, a inflação continuou a se desacelerar, fechando com
alta de 0,26%, menor valor desde março de 2008. Os alimentos registraram queda
de -0,25% ante -0,18% no resultado fechado do mês anterior. Entre as principais
contribuições dessa queda estão alguns itens in natura, como o tomate (-38,41%)
e a batata (-8,84%), os laticínios (-2,34%) e o feijão (-4,24%). Ademais, a diluição
de alguns reajustes tarifários contribuiu para a menor inflação do grupo Habitação
(de 0,77% para 0,62%) e para a deflação do grupo Comunicação (de 0,69% para
-0,12%). Por outro lado, a alta sazonal dos artigos de vestuário (de 0,39% para
0,42%) e a maior pressão nos preços da gasolina e do álcool não permitiram o índice
se desacelerar ainda mais.
Apesar do bom desempenho dos preços dos alimentos, os demais continuam ainda
significativamente pressionados. No caso dos preços administrados, a variação acumulada
em 12 meses passou de 1,84%, em junho, para 2,77% em agosto, influenciada,
sobretudo, pelo recente reajuste das tarifas de telefonia fixa, devendo crescer um pouco mais até o fim do ano em função dos aumentos esperados nos preços da
energia elétrica em Recife e no Rio de Janeiro, de um possível reajuste nos preços dos
ônibus urbanos, e um aumento na gasolina puxada pela chegada da entressafra do
álcool.
Em relação aos preços livres, excluindo-se alimentação, os vetores de pressão sobre
este segmento estão relacionados ao nível de atividade, que ainda continua bastante
aquecido e sem sinais convincentes de arrefecimento; e aos preços industriais de
atacado, pressionados particularmente pela alta do aço –ao menos no curto prazo,
parece não existir espaço para a queda destes preços.
Desse modo, o IPCA de setembro deve ainda registrar alguma desaceleração, vindo
a fechar próximo a 0,20%. Com isso, o terceiro trimestre deve fechar com variação
acumulada de 1,01% ante 1,52% e 2,09% no primeiro e no segundo trimestre,
respectivamente. Ponderando os potenciais vetores inflacionários para os próximos
meses, a expectativa é a de que o quarto trimestre possa chegar a 1,60% de alta,
permitindo com que o ano termine com uma inflação de 6,3%, valor dentro da banda,
mas ainda muito acima do centro da meta (4,5%).
Como última observação, a valorização do câmbio permitiu, por muito tempo, mitigar
parcela dos efeitos da alta das commodities. Todavia, o agravamento da crise mundial
nestas últimas semanas vem criando, por um lado, pressões sobre a taxa de câmbio e,
por outro, a uma tendência de queda nos preços das commodities, frente ao iminente
risco de desaceleração no ritmo de crescimento da economia mundial. Por ora, parece
ainda cedo para afirmar qual dos efeitos prevalecerá, embora o país tenha mais de
US$ 200 bilhões de dólares de reservas, seja um grande produtor de commodities, e
com crescimento do PIB pouco abaixo de 4,0%, é razoável supor que o Brasil tenderá
a atrair capitais e não deverá observar depreciação muito acentuada de sua moeda.
Perspectiva Brasil
Após meses de piora do quadro inflacionário doméstico, os dados mais recentes de
inflação têm suscitado um lampejo de esperança de que o pior já passou. Será? De
fato, nos últimos dois meses, o IPCA reduziu seu ritmo de crescimento, depois de
ter encerrado o primeiro semestre com uma variação média de 0,60%. Em agosto,
o índice registrou alta de 0,28%, o que representou, pela primeira vez no ano, uma
taxa inferior à observada no mesmo mês do ano anterior. Como reflexo disto, as expectativas
de inflação de 2008 apuradas pela Pesquisa Focus do Banco Central, têm
sido gradualmente revisadas para baixo – se, em julho essas projeções davam conta
de uma inflação de 6,52%, valor bem acima do esperado no começo do ano (4,3%),
hoje esse número já se encontra em 6,14%.
Como já destacamos em relatório anterior, desde o segundo semestre de 2007, o
grupo Alimentos e Bebidas tem sido o principal vetor de pressão do IPCA, chegando a
acumular variação próxima a 19% nos 12 meses encerrados em junho, o equivalente
a pouco mais da metade da contribuição, sendo a razão disto já muito conhecida: a
combinação de quebra de safra (feijão) e consumo aquecido, no âmbito doméstico,
ao aumento da demanda mundial de commodities e forte intervenção especulativa
nos mercados futuros, externamente. Entretanto, a comercialização de novas safras
e o aumento da importação do trigo argentino permitiu a queda dos preços agropecuários
de atacado, já em julho, o que, por extensão, acabou revertendo à tendência
de alta dos alimentos no varejo – em agosto, a variação acumulada em 12 meses já
chega a 14,5%.
Na prévia do IPCA de setembro, a inflação continuou a se desacelerar, fechando com
alta de 0,26%, menor valor desde março de 2008. Os alimentos registraram queda
de -0,25% ante -0,18% no resultado fechado do mês anterior. Entre as principais
contribuições dessa queda estão alguns itens in natura, como o tomate (-38,41%)
e a batata (-8,84%), os laticínios (-2,34%) e o feijão (-4,24%). Ademais, a diluição
de alguns reajustes tarifários contribuiu para a menor inflação do grupo Habitação
(de 0,77% para 0,62%) e para a deflação do grupo Comunicação (de 0,69% para
-0,12%). Por outro lado, a alta sazonal dos artigos de vestuário (de 0,39% para
0,42%) e a maior pressão nos preços da gasolina e do álcool não permitiram o índice
se desacelerar ainda mais.
Apesar do bom desempenho dos preços dos alimentos, os demais continuam ainda
significativamente pressionados. No caso dos preços administrados, a variação acumulada
em 12 meses passou de 1,84%, em junho, para 2,77% em agosto, influenciada,
sobretudo, pelo recente reajuste das tarifas de telefonia fixa, devendo crescer um pouco mais até o fim do ano em função dos aumentos esperados nos preços da
energia elétrica em Recife e no Rio de Janeiro, de um possível reajuste nos preços dos
ônibus urbanos, e um aumento na gasolina puxada pela chegada da entressafra do
álcool.
Em relação aos preços livres, excluindo-se alimentação, os vetores de pressão sobre
este segmento estão relacionados ao nível de atividade, que ainda continua bastante
aquecido e sem sinais convincentes de arrefecimento; e aos preços industriais de
atacado, pressionados particularmente pela alta do aço –ao menos no curto prazo,
parece não existir espaço para a queda destes preços.
Desse modo, o IPCA de setembro deve ainda registrar alguma desaceleração, vindo
a fechar próximo a 0,20%. Com isso, o terceiro trimestre deve fechar com variação
acumulada de 1,01% ante 1,52% e 2,09% no primeiro e no segundo trimestre,
respectivamente. Ponderando os potenciais vetores inflacionários para os próximos
meses, a expectativa é a de que o quarto trimestre possa chegar a 1,60% de alta,
permitindo com que o ano termine com uma inflação de 6,3%, valor dentro da banda,
mas ainda muito acima do centro da meta (4,5%).
Como última observação, a valorização do câmbio permitiu, por muito tempo, mitigar
parcela dos efeitos da alta das commodities. Todavia, o agravamento da crise mundial
nestas últimas semanas vem criando, por um lado, pressões sobre a taxa de câmbio e,
por outro, a uma tendência de queda nos preços das commodities, frente ao iminente
risco de desaceleração no ritmo de crescimento da economia mundial. Por ora, parece
ainda cedo para afirmar qual dos efeitos prevalecerá, embora o país tenha mais de
US$ 200 bilhões de dólares de reservas, seja um grande produtor de commodities, e
com crescimento do PIB pouco abaixo de 4,0%, é razoável supor que o Brasil tenderá
a atrair capitais e não deverá observar depreciação muito acentuada de sua moeda.
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vinibgomes
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Mercados
Setembro foi um mês de altíssima volatilidade para os mercados financeiros internacionais,
que viram nos EUA, em apenas alguns dias, a nacionalização das gigantes
hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, a concordata da Lehman Brothers, a venda
instantânea da Merrill Lynch para o Bank of America e o resgate da seguradora
American International Group (AIG) pelo Fed por meio de um empréstimo de US$ 85
bilhões. Até mesmo os fundos de money market, cujos ativos somam US$ 3,5 trilhões
e até então eram considerados investimentos ultra-seguros, foram atingidos pela crise
de confiança que se espalhou para diversos ativos. Do outro lado do Atlântico, a
maior hipotecária inglesa (HBOS) foi vendida ao Lloyds, enquanto na Rússia, o órgão
regulador do mercado acionário suspendeu as negociações no dia 17, depois de quedas
expressivas nas sessões anteriores, o Banco Central injetou US$ 14,1 bilhões no
sistema financeiro e o governo anunciou que poderia prover até US$ 45 bilhões em
empréstimos de curto prazo para os maiores bancos. Medidas como ampliação de
linhas pelos bancos centrais e restrição de venda descoberta de ações também foram
tomadas pelos principais países desenvolvidos.
No epicentro da crise, as soluções ad hoc encontradas pelas autoridades dos EUA
até então se mostraram insuficientes para conter a deterioração das expectativas dos
agentes com relação à saúde do sistema financeiro. Foram recorrentes comparações
com o crash de 29, embora absurdas do ponto de vista da economia real, pois à época
o PIB dos EUA predominantemente industrial retrocedeu em 1/3 e a taxa de desemprego
atingiu 25% da força de trabalho de pouco mais de 11 milhões de pessoas,
enquanto hoje ela está ligeiramente acima de 6%. Assim, como alternativa, no dia
18, diante da paralisia do mercado interbancário e do aumento da aversão ao risco, o
secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, e o presidente do Fed, Ben Bernanke,
elaboraram um pacote de socorro às instituições financeiras, ainda não aprovado, a
fim de retirar de seus balanços créditos podres atrelados a hipotecas, e mais tarde
estendido também a outras empresas não-financeiras. Nele, até mesmo bancos estrangeiros
poderiam participar do programa de venda de ativos opacos e ilíquidos. O
governo americano imagina precisar inicialmente de US$ 700 bilhões em financiamento.
Caso os investidores externos não adquiram os treasuries bills necessários, a
totalidade do ajuste de cerca de 5,0% do PIB dos EUA recairá na demanda doméstica
deste país, com ainda menos consumo e investimento.
O desenho deste primeiro plano baseou-se em experiências passadas, como o
Resolution Trust Corportation (RTC) do final da década de 80 e início dos 90 e o
Home Owners Loan Corporation de 1930. Assim como esses, o atual mecanismo de
estabilização procura atender quatro finalidades. A primeira, ao comprar papéis que
caso contrário não estariam sendo negociados, ele ajudará a restaurar a liquidez do
mercado; a segunda, ao estocar créditos podres por um período mais longo que o permitido
atualmente pelo redesconto do Fed, ele permitirá uma liquidação mais ordenada
desses papéis, e conseqüentemente as chances de maior recuperação do valor;
a terceira, ao dar à agência que administrará esses ativos autonomia para gerenciar
as hipotecas com flexibilidade para manter as pessoas em suas casas e as empresas
funcionando, ele deverá reduzir o número de despejos. Isso, por sua vez, ajudará a mitigar
a desvalorização real dos imóveis e a deterioração de regiões, sustentando, portanto,
os preços das casas, que são o principal problema da crise. Por último, quando
necessário, pode-se assistir através da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC)
a instituições com problemas que, por serem interligadas com os ativos em questão,
não podem continuar como entidades independentes.
O plano, quando aprovado, afastaria o risco sistêmico, pelo menos no curto prazo, e
garantiria um melhor comportamento e fluidez do mercado como um todo. Contudo,
mesmo se aprovado, as atenções devem migrar de questionamentos como qual seria
a próxima instituição a falir, uma vez que se afastou o problema de risco moral com o fracasso de um banco de investimento de 158 anos, ou o que levou a crise àquele
ponto, para quão vulnerável ainda está o sistema financeiro, mesmo depois dessa
ajuda bilionária, e os impactos na economia. Sem mencionar a parte operacional de
atuação das autoridades.
Mas ainda é bastante prematuro prognosticar quanto tempo levará o atual processo
de desalavancagem do sistema financeiro. No mundo, desde o início dos anos 80, os
ativos financeiros cresceram num ritmo 3,5 vezes mais rápido do que o PIB. Neste
período, a participação da indústria de serviços financeiros nos lucros totais das empresas
norte-americanas cresceu de 10% para o pico de 40% no ano passado. A
única certeza que se pode ter de todo esse imbróglio é que o sistema bancário será
mais regulamentado e supervisionado do que foi nos últimos anos.
Já a atividade econômica, principalmente a demanda doméstica dos EUA, segue fragilizada
e o crédito ao consumidor continuará caro e mais restrito. Diferentemente
dos últimos ciclos de negócios, quando as empresas se defrontavam com estoques
indesejados e se viam obrigadas a ajustá-los, cortando produção e demitindo pessoal,
hoje são as famílias que terão que aumentar a poupança. Com a taxa de desemprego,
que já é a maior desde 2003 e deve continuar subindo nos próximos trimestres,
a trajetória de recomposição da renda disponível não consumida será ainda mais
árdua. Por outro lado, há de se destacar que, embora os preços das casas continuem
caindo por algum tempo, em virtude da relação estoque sobre vendas ainda elevada,
as novas construções estão bastante deprimidas, o que é condição necessária para
equilibrar o mercado imobiliário residencial. Além disso, o setor externo continua contribuindo
positivamente para o crescimento do PIB e as corporações estão, por ora,
bem capitalizadas.
A conseqüente expansão do endividamento público americano com o anúncio do
plano interrompeu o processo de fortalecimento mundial do dólar iniciado no 2S08.
Inicialmente, este movimento levou a uma recuperação dos preços das commodities,
mais especificamente do petróleo, mas perdeu força com a perspectiva de um crescimento
mundial menor e, portanto, da demanda por insumos e matérias-primas. Assim
como outros pontos, não é totalmente claro o impacto na economia dos EUA, pois
ele pode ser tanto inflacionário como contracionista, dependendo se o mesmo será
ou não monetizado.
Apesar do bom momento da economia brasileira, os ativos domésticos não passaram
incólumes aos efeitos da atual crise financeira internacional. Como as incertezas
lá fora estão longe do fim, o mercado financeiro no Brasil deve continuar atrelado
às oscilações no ambiente externo. Depois de atingir patamares abaixo dos 46.000
pontos, o Ibovespa recuperou-se com o afastamento do risco sistêmico nos EUA, mas
encerrou em baixa pelo quarto mês consecutivo. Em outubro, caso a aversão ao risco
se reduza e prevaleça, o Ibovespa poderia se recuperar, retornando acima dos 48.000
pontos. A taxa de câmbio desvalorizou-se expressivamente e atingiu 1,95 real, mas
assim como outros ativos, recuperou-se para 1,80 real. A redução da aversão ao risco
neste mês poderia propiciar uma leve recuperação da moeda brasileira prevalecendo
os fundamentos sólidos do setor externo e o amplo diferencial de juros. Idem para
o risco-país que, no ápice do estresse, dia 17, alcançou 370 bps, mas recuou com a
abertura da taxa de juros de referência dos norte-americanos.
Em relação à política monetária no Brasil, a ata da reunião do Copom de setembro,
na qual se decidiu elevar a taxa Selic em 75 bps para 13,75%, expôs os argumentos
da maioria do colegiado e também dos três diretores que votaram a favor de um
aumento menor, de 50 bps.
De um lado, prevaleceram as preocupações com os sinais de aquecimento da economia
e o comportamento das expectativas de inflação. Como reportado na ata, a deterioração do cenário prospectivo ainda se manifesta nas projeções de inflação
consideradas pelo Comitê. Acredita-se que a continuidade do descompasso entre o
ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas ainda manterá o hiato positivo,
o que impõe risco para a convergência da inflação de 2009 para o centro da meta, de
4,5%. Além disso, em virtude dos choques observados principalmente nos preços dos
alimentos, uma postura mais firme da política monetária ajudaria a conter a deterioração
das expectativas de inflação. Por outro lado, os demais dirigentes que optaram
por um ajuste menor da taxa Selic deram um peso maior para os sinais relevantes de
desaceleração das economias dos países desenvolvidos, com a melhora relativa das
perspectivas da inflação mundial e o recuo dos preços das commodities. Cenário este
acentuado pelo processo de desalavancagem financeira, juntamente com os efeitos
defasados das altas de juros naqueles países.
Essa divisão deixa a porta aberta para ambas as opções na próxima reunião do
Copom no final deste mês. Todavia, embora o nível de atividade siga bastante robusto,
os dados de inflação corrente vêm apresentando desaceleração, em decorrência do
alívio dos preços alimentícios e o acirramento das condições de crédito no mercado
internacional levou o Banco Central brasileiro a adiar o aumento do recolhimento do
compulsório das instituições de arrendamento mercantil, evitando um encolhimento
ainda maior da liquidez neste momento. Portanto, acreditamos em mais uma alta na
taxa Selic, porém num ritmo menor, agora de 50 bps.
Setembro foi um mês de altíssima volatilidade para os mercados financeiros internacionais,
que viram nos EUA, em apenas alguns dias, a nacionalização das gigantes
hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, a concordata da Lehman Brothers, a venda
instantânea da Merrill Lynch para o Bank of America e o resgate da seguradora
American International Group (AIG) pelo Fed por meio de um empréstimo de US$ 85
bilhões. Até mesmo os fundos de money market, cujos ativos somam US$ 3,5 trilhões
e até então eram considerados investimentos ultra-seguros, foram atingidos pela crise
de confiança que se espalhou para diversos ativos. Do outro lado do Atlântico, a
maior hipotecária inglesa (HBOS) foi vendida ao Lloyds, enquanto na Rússia, o órgão
regulador do mercado acionário suspendeu as negociações no dia 17, depois de quedas
expressivas nas sessões anteriores, o Banco Central injetou US$ 14,1 bilhões no
sistema financeiro e o governo anunciou que poderia prover até US$ 45 bilhões em
empréstimos de curto prazo para os maiores bancos. Medidas como ampliação de
linhas pelos bancos centrais e restrição de venda descoberta de ações também foram
tomadas pelos principais países desenvolvidos.
No epicentro da crise, as soluções ad hoc encontradas pelas autoridades dos EUA
até então se mostraram insuficientes para conter a deterioração das expectativas dos
agentes com relação à saúde do sistema financeiro. Foram recorrentes comparações
com o crash de 29, embora absurdas do ponto de vista da economia real, pois à época
o PIB dos EUA predominantemente industrial retrocedeu em 1/3 e a taxa de desemprego
atingiu 25% da força de trabalho de pouco mais de 11 milhões de pessoas,
enquanto hoje ela está ligeiramente acima de 6%. Assim, como alternativa, no dia
18, diante da paralisia do mercado interbancário e do aumento da aversão ao risco, o
secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, e o presidente do Fed, Ben Bernanke,
elaboraram um pacote de socorro às instituições financeiras, ainda não aprovado, a
fim de retirar de seus balanços créditos podres atrelados a hipotecas, e mais tarde
estendido também a outras empresas não-financeiras. Nele, até mesmo bancos estrangeiros
poderiam participar do programa de venda de ativos opacos e ilíquidos. O
governo americano imagina precisar inicialmente de US$ 700 bilhões em financiamento.
Caso os investidores externos não adquiram os treasuries bills necessários, a
totalidade do ajuste de cerca de 5,0% do PIB dos EUA recairá na demanda doméstica
deste país, com ainda menos consumo e investimento.
O desenho deste primeiro plano baseou-se em experiências passadas, como o
Resolution Trust Corportation (RTC) do final da década de 80 e início dos 90 e o
Home Owners Loan Corporation de 1930. Assim como esses, o atual mecanismo de
estabilização procura atender quatro finalidades. A primeira, ao comprar papéis que
caso contrário não estariam sendo negociados, ele ajudará a restaurar a liquidez do
mercado; a segunda, ao estocar créditos podres por um período mais longo que o permitido
atualmente pelo redesconto do Fed, ele permitirá uma liquidação mais ordenada
desses papéis, e conseqüentemente as chances de maior recuperação do valor;
a terceira, ao dar à agência que administrará esses ativos autonomia para gerenciar
as hipotecas com flexibilidade para manter as pessoas em suas casas e as empresas
funcionando, ele deverá reduzir o número de despejos. Isso, por sua vez, ajudará a mitigar
a desvalorização real dos imóveis e a deterioração de regiões, sustentando, portanto,
os preços das casas, que são o principal problema da crise. Por último, quando
necessário, pode-se assistir através da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC)
a instituições com problemas que, por serem interligadas com os ativos em questão,
não podem continuar como entidades independentes.
O plano, quando aprovado, afastaria o risco sistêmico, pelo menos no curto prazo, e
garantiria um melhor comportamento e fluidez do mercado como um todo. Contudo,
mesmo se aprovado, as atenções devem migrar de questionamentos como qual seria
a próxima instituição a falir, uma vez que se afastou o problema de risco moral com o fracasso de um banco de investimento de 158 anos, ou o que levou a crise àquele
ponto, para quão vulnerável ainda está o sistema financeiro, mesmo depois dessa
ajuda bilionária, e os impactos na economia. Sem mencionar a parte operacional de
atuação das autoridades.
Mas ainda é bastante prematuro prognosticar quanto tempo levará o atual processo
de desalavancagem do sistema financeiro. No mundo, desde o início dos anos 80, os
ativos financeiros cresceram num ritmo 3,5 vezes mais rápido do que o PIB. Neste
período, a participação da indústria de serviços financeiros nos lucros totais das empresas
norte-americanas cresceu de 10% para o pico de 40% no ano passado. A
única certeza que se pode ter de todo esse imbróglio é que o sistema bancário será
mais regulamentado e supervisionado do que foi nos últimos anos.
Já a atividade econômica, principalmente a demanda doméstica dos EUA, segue fragilizada
e o crédito ao consumidor continuará caro e mais restrito. Diferentemente
dos últimos ciclos de negócios, quando as empresas se defrontavam com estoques
indesejados e se viam obrigadas a ajustá-los, cortando produção e demitindo pessoal,
hoje são as famílias que terão que aumentar a poupança. Com a taxa de desemprego,
que já é a maior desde 2003 e deve continuar subindo nos próximos trimestres,
a trajetória de recomposição da renda disponível não consumida será ainda mais
árdua. Por outro lado, há de se destacar que, embora os preços das casas continuem
caindo por algum tempo, em virtude da relação estoque sobre vendas ainda elevada,
as novas construções estão bastante deprimidas, o que é condição necessária para
equilibrar o mercado imobiliário residencial. Além disso, o setor externo continua contribuindo
positivamente para o crescimento do PIB e as corporações estão, por ora,
bem capitalizadas.
A conseqüente expansão do endividamento público americano com o anúncio do
plano interrompeu o processo de fortalecimento mundial do dólar iniciado no 2S08.
Inicialmente, este movimento levou a uma recuperação dos preços das commodities,
mais especificamente do petróleo, mas perdeu força com a perspectiva de um crescimento
mundial menor e, portanto, da demanda por insumos e matérias-primas. Assim
como outros pontos, não é totalmente claro o impacto na economia dos EUA, pois
ele pode ser tanto inflacionário como contracionista, dependendo se o mesmo será
ou não monetizado.
Apesar do bom momento da economia brasileira, os ativos domésticos não passaram
incólumes aos efeitos da atual crise financeira internacional. Como as incertezas
lá fora estão longe do fim, o mercado financeiro no Brasil deve continuar atrelado
às oscilações no ambiente externo. Depois de atingir patamares abaixo dos 46.000
pontos, o Ibovespa recuperou-se com o afastamento do risco sistêmico nos EUA, mas
encerrou em baixa pelo quarto mês consecutivo. Em outubro, caso a aversão ao risco
se reduza e prevaleça, o Ibovespa poderia se recuperar, retornando acima dos 48.000
pontos. A taxa de câmbio desvalorizou-se expressivamente e atingiu 1,95 real, mas
assim como outros ativos, recuperou-se para 1,80 real. A redução da aversão ao risco
neste mês poderia propiciar uma leve recuperação da moeda brasileira prevalecendo
os fundamentos sólidos do setor externo e o amplo diferencial de juros. Idem para
o risco-país que, no ápice do estresse, dia 17, alcançou 370 bps, mas recuou com a
abertura da taxa de juros de referência dos norte-americanos.
Em relação à política monetária no Brasil, a ata da reunião do Copom de setembro,
na qual se decidiu elevar a taxa Selic em 75 bps para 13,75%, expôs os argumentos
da maioria do colegiado e também dos três diretores que votaram a favor de um
aumento menor, de 50 bps.
De um lado, prevaleceram as preocupações com os sinais de aquecimento da economia
e o comportamento das expectativas de inflação. Como reportado na ata, a deterioração do cenário prospectivo ainda se manifesta nas projeções de inflação
consideradas pelo Comitê. Acredita-se que a continuidade do descompasso entre o
ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas ainda manterá o hiato positivo,
o que impõe risco para a convergência da inflação de 2009 para o centro da meta, de
4,5%. Além disso, em virtude dos choques observados principalmente nos preços dos
alimentos, uma postura mais firme da política monetária ajudaria a conter a deterioração
das expectativas de inflação. Por outro lado, os demais dirigentes que optaram
por um ajuste menor da taxa Selic deram um peso maior para os sinais relevantes de
desaceleração das economias dos países desenvolvidos, com a melhora relativa das
perspectivas da inflação mundial e o recuo dos preços das commodities. Cenário este
acentuado pelo processo de desalavancagem financeira, juntamente com os efeitos
defasados das altas de juros naqueles países.
Essa divisão deixa a porta aberta para ambas as opções na próxima reunião do
Copom no final deste mês. Todavia, embora o nível de atividade siga bastante robusto,
os dados de inflação corrente vêm apresentando desaceleração, em decorrência do
alívio dos preços alimentícios e o acirramento das condições de crédito no mercado
internacional levou o Banco Central brasileiro a adiar o aumento do recolhimento do
compulsório das instituições de arrendamento mercantil, evitando um encolhimento
ainda maior da liquidez neste momento. Portanto, acreditamos em mais uma alta na
taxa Selic, porém num ritmo menor, agora de 50 bps.
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Eric Simey
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....................Compra Venda
Dólar comercial (R$) 1,904 1,906
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Fonte: Reuters
Agora não é hora de comprar nada, e muito menos financiar alguma coisa
Pessoal que gosta de comprar algumas bugigangas lá fora, esperem a economia esfriar
Abraços
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Fonte: Reuters
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vinibgomes
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- Registrado em: 29 Jun 2007, 00:51
Galera o negócio nao é comprar e sentar em cima, e sim especular!!!
Abraços
Abraços
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vinibgomes
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Agenda: 01 de Outubro de 2008
• Cenário Doméstico:
O IPC-S de setembro registrou variação de -0,09%, valor próximo ao esperado (-0,11%) e inferior a terceira quadrissemana (-0,04%) – em agosto o índice fechou com alta de 0,14%. O conjunto dos preços dos alimentos registrou deflação próximo a 1%, patamar não observado desde junho de 2006. Em sentido contrário, a alta dos grupos Vestuário e Transporte, este último puxado pela maior pressão da gasolina, permitiram com que o índice não caísse ainda mais.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará hoje o saldo comercial do mês de setembro.
Nossas projeções apontam um superávit de US$ 3,5 bilhões, com exportações de US$ 20,5 bilhões e importações de US$ 17 bilhões.
• Cenário EUA: Hoje será publicado o ISM de setembro. Durante o ano, dois componentes deste indicador se destacaram. O primeiro é relativo à exportação por apresentar patamar superior aos demais, impedindo uma queda brusca do ISM. No entanto, esta tendência é incerta por enquanto, dados o desaquecimento de importantes economias. O segundo componente, os estoques dos clientes, demonstrou, desde maio, aumento expressivo. Com a demanda interna enfraquecida, a elevação destes estoques não é positiva, pois implica em uma redução da produção futura. O consenso de mercado para setembro é de 49,5, ante 49,9 em agosto. Também hoje será divulgada a estimativa da variação da folha de pagamentos no setor privado referente
a setembro realizada pela consultoria ADP. Considerado um confiável indicador antecedente dos dados oficiais, o ADP não apresentou precisão nas últimas publicações. No entanto, ainda é importante por ser um sinalizador de tendência, que continua
em queda. A mediana de mercado é igual a -50 K, contra -33 K no mês anterior.
Serão divulgados também os gastos com construção referente a agosto. Estes, afetados pelas desvalorizações das residências, estão em queda e deverão continuar em trajetória decrescente até que o setor imobiliário estabilize. Em agosto, espera-se queda de -0,5% em relação ao mês anterior, ante -0,6% em julho. Por fim, serão publicadas as vendas de veículos referentes a setembro, que continuará em queda em decorrência da maior restrição ao crédito. A mediana de mercado para as vendas anualizadas de veículos domésticos é de 10,2 M, contra 10,4 M em agosto, e para o total de veículos, de 13,7 M para 13,5 M.
• Cenário Doméstico:
O IPC-S de setembro registrou variação de -0,09%, valor próximo ao esperado (-0,11%) e inferior a terceira quadrissemana (-0,04%) – em agosto o índice fechou com alta de 0,14%. O conjunto dos preços dos alimentos registrou deflação próximo a 1%, patamar não observado desde junho de 2006. Em sentido contrário, a alta dos grupos Vestuário e Transporte, este último puxado pela maior pressão da gasolina, permitiram com que o índice não caísse ainda mais.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará hoje o saldo comercial do mês de setembro.
Nossas projeções apontam um superávit de US$ 3,5 bilhões, com exportações de US$ 20,5 bilhões e importações de US$ 17 bilhões.
• Cenário EUA: Hoje será publicado o ISM de setembro. Durante o ano, dois componentes deste indicador se destacaram. O primeiro é relativo à exportação por apresentar patamar superior aos demais, impedindo uma queda brusca do ISM. No entanto, esta tendência é incerta por enquanto, dados o desaquecimento de importantes economias. O segundo componente, os estoques dos clientes, demonstrou, desde maio, aumento expressivo. Com a demanda interna enfraquecida, a elevação destes estoques não é positiva, pois implica em uma redução da produção futura. O consenso de mercado para setembro é de 49,5, ante 49,9 em agosto. Também hoje será divulgada a estimativa da variação da folha de pagamentos no setor privado referente
a setembro realizada pela consultoria ADP. Considerado um confiável indicador antecedente dos dados oficiais, o ADP não apresentou precisão nas últimas publicações. No entanto, ainda é importante por ser um sinalizador de tendência, que continua
em queda. A mediana de mercado é igual a -50 K, contra -33 K no mês anterior.
Serão divulgados também os gastos com construção referente a agosto. Estes, afetados pelas desvalorizações das residências, estão em queda e deverão continuar em trajetória decrescente até que o setor imobiliário estabilize. Em agosto, espera-se queda de -0,5% em relação ao mês anterior, ante -0,6% em julho. Por fim, serão publicadas as vendas de veículos referentes a setembro, que continuará em queda em decorrência da maior restrição ao crédito. A mediana de mercado para as vendas anualizadas de veículos domésticos é de 10,2 M, contra 10,4 M em agosto, e para o total de veículos, de 13,7 M para 13,5 M.
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vinibgomes
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- Registrado em: 29 Jun 2007, 00:51
Bovespa
Bolsas se recuperam com novas esperanças de socorro ao sistema financeiro
Os mercados acionários se recuperaram com força nesta terça-feira. A esperança de que um pacote de socorro seja reenviado ao congresso e a possibilidade de que SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA, venha a revogar a regra de marcação a mercado, fizeram com que os investidores se acalmassem, levantando os principais indicadores internacionais. No Brasil o Ibovespa subiu mais de 7% se aproximando dos 50.000 pontos.
A agenda se mostrou forte hoje, com destaque para as divulgações de confiança do consumidor americano e da indústria brasileira. Pela manhã a FGV divulgou o índice de confiança da indústria com queda de 2,2% em setembro. Pouco depois foi divulgada nos EUA a confiança do consumidor americano subindo a 59,8 no mesmo período, contra uma previsão de recuo para 55 pontos. Completando a agenda divulgou-se o índice de atividade industrial de Chicago a 56,7 contra os 53 previstos.
O Índice Bovespa fechou o dia em forte alta a 49.541 pontos, com variação positiva de 7,63%. O volume registrado foi de R$ 4,87 bilhões.
No mesmo sentido, os contratos de Ibovespa futuros fecharam o dia em 49.400 pontos, com variação positiva de 5,17%.
As principais altas e baixas de ações que compõem o Ibovespa foram:
Altas* – BMF Bovespa ON (17,07%); Telemar ON (15,69%); Brasil Telec PN (13,89%); Redecard ON (13,65%); Lojas Renner ON (13,52%).
Baixas* – Cosan ON (3,78%); ALL America Latina UNT (2,25%); Comgás PNA (1,98%).
As bolsas internacionais fecharam da seguinte forma:
Dow Jones* (+3,28%); S&P 500* (+5,27%); Londres* (+1,74%); Frankfurt* (+0,41%); CAC 40 França* (+1,99%); Madri* (+0,38%); Nikkei* (-4,12%).
* Índices e cotações atualizados às 17h39min.
Juros
Mercados se acalmam e contratos de DI futuros caem
Após o alvoroço gerado pela derrota da proposta de socorro ao setor financeiro americano, os mercados se acalmaram com a perspectiva de aceitação na próxima quinta-feira. Na contra mão dos mercados acionários, os contratos de DI futuros fecharam o dia com queda significativa.
Os contratos com vencimento mais próximo, para janeiro de 2009 fecharam o dia a 14,01% inalterados. Já os contratos para janeiro de 2010 e janeiro de 2012 fecharam a 14,47% (-1,63%) e 14,17% (-2,75%), respectivamente.
Câmbio
Dólar devolve parte da alta e volta ao nível de R$ 1,90
O dólar devolveu boa parte da alta observada ontem, a moeda estrangeira que se aproximava dos R$ 2,00 recuou mais de 3% e retornou ao patamar dos R$ 1,90. A crença do mercado em uma possível aprovação de medidas para socorrer o setor financeiro americano colaborou para a queda desta terça-feira.
O Dólar à vista fechou o dia a R$ 1,903 com queda de 3,20%, oscilando entre R$ 1,939 em sua máxima e R$ 1,895 em sua mínima.
Da mesma forma, os contratos futuros de Dólar fecharam o dia em R$ 1.914,50 (-2,42%). O volume operacional ficou em 60 mil contratos.
O risco país teve um dia de queda, fechando a 304 pontos. Queda de 28 pontos nesta terça-feira*
* Atualizado às 16h48min.
Bolsas se recuperam com novas esperanças de socorro ao sistema financeiro
Os mercados acionários se recuperaram com força nesta terça-feira. A esperança de que um pacote de socorro seja reenviado ao congresso e a possibilidade de que SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA, venha a revogar a regra de marcação a mercado, fizeram com que os investidores se acalmassem, levantando os principais indicadores internacionais. No Brasil o Ibovespa subiu mais de 7% se aproximando dos 50.000 pontos.
A agenda se mostrou forte hoje, com destaque para as divulgações de confiança do consumidor americano e da indústria brasileira. Pela manhã a FGV divulgou o índice de confiança da indústria com queda de 2,2% em setembro. Pouco depois foi divulgada nos EUA a confiança do consumidor americano subindo a 59,8 no mesmo período, contra uma previsão de recuo para 55 pontos. Completando a agenda divulgou-se o índice de atividade industrial de Chicago a 56,7 contra os 53 previstos.
O Índice Bovespa fechou o dia em forte alta a 49.541 pontos, com variação positiva de 7,63%. O volume registrado foi de R$ 4,87 bilhões.
No mesmo sentido, os contratos de Ibovespa futuros fecharam o dia em 49.400 pontos, com variação positiva de 5,17%.
As principais altas e baixas de ações que compõem o Ibovespa foram:
Altas* – BMF Bovespa ON (17,07%); Telemar ON (15,69%); Brasil Telec PN (13,89%); Redecard ON (13,65%); Lojas Renner ON (13,52%).
Baixas* – Cosan ON (3,78%); ALL America Latina UNT (2,25%); Comgás PNA (1,98%).
As bolsas internacionais fecharam da seguinte forma:
Dow Jones* (+3,28%); S&P 500* (+5,27%); Londres* (+1,74%); Frankfurt* (+0,41%); CAC 40 França* (+1,99%); Madri* (+0,38%); Nikkei* (-4,12%).
* Índices e cotações atualizados às 17h39min.
Juros
Mercados se acalmam e contratos de DI futuros caem
Após o alvoroço gerado pela derrota da proposta de socorro ao setor financeiro americano, os mercados se acalmaram com a perspectiva de aceitação na próxima quinta-feira. Na contra mão dos mercados acionários, os contratos de DI futuros fecharam o dia com queda significativa.
Os contratos com vencimento mais próximo, para janeiro de 2009 fecharam o dia a 14,01% inalterados. Já os contratos para janeiro de 2010 e janeiro de 2012 fecharam a 14,47% (-1,63%) e 14,17% (-2,75%), respectivamente.
Câmbio
Dólar devolve parte da alta e volta ao nível de R$ 1,90
O dólar devolveu boa parte da alta observada ontem, a moeda estrangeira que se aproximava dos R$ 2,00 recuou mais de 3% e retornou ao patamar dos R$ 1,90. A crença do mercado em uma possível aprovação de medidas para socorrer o setor financeiro americano colaborou para a queda desta terça-feira.
O Dólar à vista fechou o dia a R$ 1,903 com queda de 3,20%, oscilando entre R$ 1,939 em sua máxima e R$ 1,895 em sua mínima.
Da mesma forma, os contratos futuros de Dólar fecharam o dia em R$ 1.914,50 (-2,42%). O volume operacional ficou em 60 mil contratos.
O risco país teve um dia de queda, fechando a 304 pontos. Queda de 28 pontos nesta terça-feira*
* Atualizado às 16h48min.
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vinibgomes
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- Registrado em: 29 Jun 2007, 00:51
Agenda: 02 de Outubro de 2008
• Cenário Doméstico: A Fenabrave divulgou ontem um aumento de 31,7% na comercialização de veículos, em setembro.
Confirma-se, portanto, que o mês de agosto foi afetado pelo calendário. Na média do ano, o crescimento é de 27%.
O IBGE divulgará hoje o nível de produção industrial relativo ao mês de agosto. Projetamos um crescimento de 2,5% em relação a agosto de 2007, o que significaria uma acomodação da produção em patamar elevado, com uma pequena contração de 0,5% em relação a julho na seqüência de dois meses com crescimentos expressivos. Em conjunto, o movimento destes últimos três meses representa um crescimento de 12%, anualizado. Houve uma aceleração da atividade do setor, porém, o mês de agosto, especificamente, foi afetado pelo calendário deste ano que o deixou com menos dois dias úteis de produção em relação aos três anos anteriores. Dessa forma, o setor de bens de capital, que impulsionou a produção geral em função dos investimentos, registrará uma variação anual de apenas um dígito, que é menos da metade do observado no acumulado dos últimos 12 meses, que está pouco abaixo de 20%. Os demais setores também apresentarão variações anuais menores.
• Cenário EUA: Hoje serão conhecidas as encomendas às indústrias referentes a agosto. Os efeitos da queda de -4,5% nas
encomendas de bens duráveis dever-se-ão refletir negativamente nesta publicação. Portanto, a expectativa é de variação mensal igual a -3,0%, contra 1,3% em julho. Também hoje serão publicados os pedidos de auxílio-desemprego da última semana de setembro. O Departamento de Trabalho informou que 50 K benefícios na semana anterior (493 K) foram resultantes dos furacões Gustav e Ike. Mesmo isto sendo considerado, o mercado de trabalho continua debilitado.
• Cenário Doméstico: A Fenabrave divulgou ontem um aumento de 31,7% na comercialização de veículos, em setembro.
Confirma-se, portanto, que o mês de agosto foi afetado pelo calendário. Na média do ano, o crescimento é de 27%.
O IBGE divulgará hoje o nível de produção industrial relativo ao mês de agosto. Projetamos um crescimento de 2,5% em relação a agosto de 2007, o que significaria uma acomodação da produção em patamar elevado, com uma pequena contração de 0,5% em relação a julho na seqüência de dois meses com crescimentos expressivos. Em conjunto, o movimento destes últimos três meses representa um crescimento de 12%, anualizado. Houve uma aceleração da atividade do setor, porém, o mês de agosto, especificamente, foi afetado pelo calendário deste ano que o deixou com menos dois dias úteis de produção em relação aos três anos anteriores. Dessa forma, o setor de bens de capital, que impulsionou a produção geral em função dos investimentos, registrará uma variação anual de apenas um dígito, que é menos da metade do observado no acumulado dos últimos 12 meses, que está pouco abaixo de 20%. Os demais setores também apresentarão variações anuais menores.
• Cenário EUA: Hoje serão conhecidas as encomendas às indústrias referentes a agosto. Os efeitos da queda de -4,5% nas
encomendas de bens duráveis dever-se-ão refletir negativamente nesta publicação. Portanto, a expectativa é de variação mensal igual a -3,0%, contra 1,3% em julho. Também hoje serão publicados os pedidos de auxílio-desemprego da última semana de setembro. O Departamento de Trabalho informou que 50 K benefícios na semana anterior (493 K) foram resultantes dos furacões Gustav e Ike. Mesmo isto sendo considerado, o mercado de trabalho continua debilitado.
E aí perguntaram a um banqueiro: Por que os juros bancários, no Brasil, são tão altos?
E ele respondeu:
- Porque o volume de financiamentos é baixo.
Então perguntaram a um economista: Por que o volume de financiamentos é tão baixo.
E ele respondeu:
Porque os juros bancários são altos.

E ele respondeu:
- Porque o volume de financiamentos é baixo.
Então perguntaram a um economista: Por que o volume de financiamentos é tão baixo.
E ele respondeu:
Porque os juros bancários são altos.
Tio Giba
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)


