Gostei da esplanação da história da motocicleta, mas fico estarrecido com o pensamento de certas pessoas com relação a ser fanático de uma determinada marca ou uma determinada moto, falar que a Fábrica Honda, Suziki, Yamaha, etc.. não tem personalidade, só a HD é que tem.......
isso no minimo é para rir, todas as fábricas de todo tipo de produtos só fabricam visando lucro, fábrica não tem personalidade nenhuma, a personalidade das fábricas é ter o maior lucro possível, moto com personalidade, hehehhe, isso não existe, as pessoas esquecem que motos, carros, bicicleta etc.., são simples veículos que só servem para nos transportar de um lugar para outro, são um monte de ferro, alumínio,plástico, borracha etc..., que não tem ação própria, não tem cérebro, o pior que tem pessoas que tratam esses objetos como se fossem filhos, ou Deuses
para serem venerados, amigos vamos cair na real, moto é só uma moto e nada mais que isso
História das Motocicletas
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Santista e Vera (Viru´s MC)
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M Valentim
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Concordo perfeitamento com vc. No Brasil por exemplo vemos este fenômeno paranormal com a marca Honda, com certeza isso acontece em muitos casos com a terceirização de escolha pessoal, quando um comprador, em vez de comparar o que está comprando, prefere comprar aquilo que todo mundo compra, sem ao menos saber o porquê, muitas vezes levando até gato por lebre...Santista escreveu:Gostei da esplanação da história da motocicleta, mas fico estarrecido com o pensamento de certas pessoas com relação a ser fanático de uma determinada marca ou uma determinada moto
Com relação a personalidade própria de uma marca, na minha opinião, acontece quando um fabricante se restringe a um ramo de atividade, como apenas fabricar motos, e não, como vemos em marcas japonesas, desenvolver uma marca sem um seguimento definido (caros, motos, naútica, aviões,instrumentos musicais, etc, etc) como vemos hoje em dia.
Foi citado por alguem que a Harley faria a mesma coisa quando vende acessórios de vestuários, por exemplo.
Na prática isso é mais uma necessidade do Harleyro ou HOG, que sabe que quando compra uma Harley, compra bem mais que uma moto, compra história e um estilo de vida único, diferente das demais montadoras de motocicletas.
Na realidade a HD não fabrica roupas e nem relógios, mas sim, vende uma licença para que diversos fabricantes, como por exemplo a Bulova, tenha uma coleção de relógios a venda que homenagia a lendária marca exclusivamente de motocycletas...
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M Valentim
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HISTORIA DA HARLEY-DAVIDSON
A Harley comecou com uma ideia de dois amigos em 1901, em Milwaukee, nos Estados Unidos. Um tinha 20 anos e outro 21. Ambos amigos de infancia. Ambos eram desenhistas de pecas para carros em uma empresa. Se juntaram a outros 2 irmão Harley que também eram mecanicos e montaram a primeira harley-Davidson numa garagem escura. O carburador era feito de uma lata de molho de tomate, segundo reza a lenda. O motor foi acoplado a uma bike e na subida tinha q pedalar senao nao subia nem com reza brava. Como a producao estava prometendo, construiram um barraco de 4X5 mts no quintal da casa do cara. Na porta do barraco pintaram "Harley-Davidson Motor Co.", e entao nasceu a Lenda. Em 1903, produziram 3 motocicletas. A primeira foi vendida pra um maluco q andou 6.000 milhas, q vendeu pra outro q andou 15.000 milhas, e q vendeu pra outros 3 mais doidos q juntos andaram 62.000 milhas. Nesse mesmo ano a Harley-Davidson foi anunciada como a unica moto a cobrir mais de 100.000 milhas e continuar rodando com pecas originais. Apos 4 anos a producao aumentou pra 50 motocicletas, assim como o galpao e o numero de funcionarios. No mesmo ano a producao triplicou! Ate 1913 as motos so pegavam no tranco ou entao na pedalada, dai inventaram o pedal de partida. Em 1914 a Harley-Davidson comecou a apoiar corredores independentes e conquistou N titulos. Em 1917 os EUA entraram na Primeira Guerra Mundial e a Harley-Davidson fez a sua parte e comecou so a produzir motos para serem usadas na Guerra. Durante este periodo, com a producao de motocicletas para civis suspensa na Inglaterra, os motociclistas que nao estavam no combate foram obrigados a olhar para motos de fora, fazendo com que a fama da Harley aumentasse ainda mais. Antes do fim da guerra, mais de 20.000 motos foram despachadas para a Europa. Ate a guerra, todas as motos fabricadas eram da cor cinza. Durante e apos a guerra passaram a ser da cor verde. Em 1921 a Harley foi a primeira moto a ganhar uma corrida com a grande velocidade de 100 milhas por hora. Em 1926, surge o tanque em forma de gota, que virou marca registrada da companhia. Porem tambem em 1929, a industria de motocicletas e a industria automobilistica passaram por uma crise devido a falta de dinheiro para adquirir um transporte individual. Muitas fabricas fecharam. Nesta epoca, as motocicletas tornaram-se objeto de recreacao. A Harley - Davidson, assim como as outras, tambem foi atingida, fazendo com que a producao baixasse de 32.000 motos por ano para 6.000 ate 1933. Com o fim da crise em 1933, a Harley, para atrair compradores, começou a pintar as motos em varias cores diferentes e colar decalques. Com esse tipo de inovacao, nasceu o estilo Harley-Davidson, nao so de possuir sua motocicleta com caracteristicas proprias, mas tbem de usar roupas de couro negras, de ouvir um rock and roll e de ser livre. Assim, foram surgindo os acessorios, que hoje fazem parte da historia da Harley. 1956 foi o ano em que o Rock n' Roll tomou conta dos EUA. Em maio deste ano, a revista "The Enthusiast", publicou um artigo entitulado "Quem eh Elvis Presley?", o jovem cantor de Memphis que apareceu na revista com sua motocicleta favorita, uma Harley - Davidson. A partir dai a Harley e o Rock'n Roll nunca mais se separaram. Nos anos 70 o sucesso da Harley nas estradas era tao grande quanto nas pistas. Ja era fabricada tambem na Italia.Dai pra frente foi se superando cada vez mais e mais, com o motor e o design cada vez mais inacreditaveis e supreendentes.
Harley-Davidson Motor Company deixou sua marca na historia e acima de tudo, a companhia provou para quem quiser ver que a aventura ainda esta longe de morrer. Born to be wild!
No próximo ano, a Harley-Davidson comemora 110 anos de história. Durante este longo período, a marca se consolidou como um verdadeiro ícone americano e haverá festas em diversos países, como Estados Unidos, Itália e Brasil. Entretanto, tudo começou em uma pequena oficina de madeira, de 12 metros quadrados, construída no fundo do terreno da casa da família Davidson, em Milwaukee (EUA). Nesta trajetória, de altos e baixos, crises de identidade e financeira, a HD sempre se apoiou em três pilares: visual, hoje considerado retrô; prazer pela liberdade e aventura e, de quebra, um som característico, quem vem dos motores de dois cilindros em “V”. Confira a linha do tempo com os fatos que marcaram a história deste mito chamado Harley-Davidson.
1 - 1903 - A primeira
A “Silent Grey Fellow” é, com certeza, a moto mais idolatrada da história da marca. Só para se ter a noção da real importância, uma réplica fica em uma caixa de vidro dentro do Museu da Harley, em Milwaukee. Na realidade, o exemplar é uma bicicleta motorizada e equipada com motor monocilíndrico de 494 cm³ que desenvolvia 6,5 cv de potência máxima.
2 - 1909 – O primeiro V2
A data representa a criação e o início da produção do primeiro motor de dois cilindros em “V”. Propulsor que se tornaria marca registrada da Harley-Davidson e, mais do que isso, ditaria o padrão da motorização dos modelos custom de diversas marcas.
3 - 1942 – Harley em Guerra
Durante a II Guerra Mundial, a Harley fabricou 90 mil unidades da WLA. O nome do modelo militar é fácil de ser explicado - W: a moto pertence a família W, equipada com motor em "V", Flathead, de 740 cm³ e câmbio manual. O conjunto é uma evolução da família R, que foi produzida entre 1932 e 1936. A letra "L" é referente à baixa compressão da suspensão (Low). E o "A", é de Army (Exército).
4 - 1957 – Introdução da HD Sportster XL883
Em resposta a necessidade de seus clientes de uma motocicleta de menor porte e com apelo esportivo para fazer frente as motocicletas europeias da época, nasce a moto de maior longevidade da história das motocicletas.
5 - 1966 – Nascimento do Motor Shovelhead
O ano registra a “aposentadoria” do motor Panhead e o início da produção da nova família de propulsores batizada de Shovelhead. O novo motor foi introduzido na família Touring, mais especificamente no modelo Electra Glide.
6 - 1971 – Customização de fábrica
Em resposta à mania de customização que surgiu durante “movimento Hippie”, a Harley-Davidson apresentou a FX 1200 Super Glide, que combinava características mais esportivas e motor da família FL.
7 - 1984 – Evolution
Duas grandes novidades em meados da década de 80. A Harley-Davidson apresenta a família Softail (hoje é composta por cinco modelos: Heritage Classic, Fat Boy, Fat Boy Lo, Deluxe e Blackline) que, de quebra, foi equipada com o novo motor “V2” Evolution, de 1340cc.
8- 1995 – Primeira classe
O 30 º aniversário da mais luxuosa das Harley, a Ultra Classic Electra Glide (família Touring), marcou o início da produção de motos Harley-Davidson com o sistema de injeção eletrônica de combustível. Hoje, as “famílias mais nobres da marca” contam também com freios ABS.
9 - 2004 – Mais esportivas
Os modelos da família Sportster, de herança esportiva, ganharam novo quadro, pneu traseiro mais largo e coxins de borracha para minimizar a vibração do motor. Além do tanque de combustível redesenhado. Nesta família de entrada há opções com motores Evolution de 883 cc e 1200 cc.
10 - 2011 – Harley brasileira
A marca introduziu nas famílias Touring, Softail e Trike (triciclo) os motores Twin Cam 103 e câmbio de seis velocidades. O ano também marcou o início oficial das operações oficiais da Harley-Davidson no Brasil. A marca, que antes estava presente no país por intermédio de um representante, agora atua diretamente aqui como uma subsidiária da matriz norte-americana.
A Harley comecou com uma ideia de dois amigos em 1901, em Milwaukee, nos Estados Unidos. Um tinha 20 anos e outro 21. Ambos amigos de infancia. Ambos eram desenhistas de pecas para carros em uma empresa. Se juntaram a outros 2 irmão Harley que também eram mecanicos e montaram a primeira harley-Davidson numa garagem escura. O carburador era feito de uma lata de molho de tomate, segundo reza a lenda. O motor foi acoplado a uma bike e na subida tinha q pedalar senao nao subia nem com reza brava. Como a producao estava prometendo, construiram um barraco de 4X5 mts no quintal da casa do cara. Na porta do barraco pintaram "Harley-Davidson Motor Co.", e entao nasceu a Lenda. Em 1903, produziram 3 motocicletas. A primeira foi vendida pra um maluco q andou 6.000 milhas, q vendeu pra outro q andou 15.000 milhas, e q vendeu pra outros 3 mais doidos q juntos andaram 62.000 milhas. Nesse mesmo ano a Harley-Davidson foi anunciada como a unica moto a cobrir mais de 100.000 milhas e continuar rodando com pecas originais. Apos 4 anos a producao aumentou pra 50 motocicletas, assim como o galpao e o numero de funcionarios. No mesmo ano a producao triplicou! Ate 1913 as motos so pegavam no tranco ou entao na pedalada, dai inventaram o pedal de partida. Em 1914 a Harley-Davidson comecou a apoiar corredores independentes e conquistou N titulos. Em 1917 os EUA entraram na Primeira Guerra Mundial e a Harley-Davidson fez a sua parte e comecou so a produzir motos para serem usadas na Guerra. Durante este periodo, com a producao de motocicletas para civis suspensa na Inglaterra, os motociclistas que nao estavam no combate foram obrigados a olhar para motos de fora, fazendo com que a fama da Harley aumentasse ainda mais. Antes do fim da guerra, mais de 20.000 motos foram despachadas para a Europa. Ate a guerra, todas as motos fabricadas eram da cor cinza. Durante e apos a guerra passaram a ser da cor verde. Em 1921 a Harley foi a primeira moto a ganhar uma corrida com a grande velocidade de 100 milhas por hora. Em 1926, surge o tanque em forma de gota, que virou marca registrada da companhia. Porem tambem em 1929, a industria de motocicletas e a industria automobilistica passaram por uma crise devido a falta de dinheiro para adquirir um transporte individual. Muitas fabricas fecharam. Nesta epoca, as motocicletas tornaram-se objeto de recreacao. A Harley - Davidson, assim como as outras, tambem foi atingida, fazendo com que a producao baixasse de 32.000 motos por ano para 6.000 ate 1933. Com o fim da crise em 1933, a Harley, para atrair compradores, começou a pintar as motos em varias cores diferentes e colar decalques. Com esse tipo de inovacao, nasceu o estilo Harley-Davidson, nao so de possuir sua motocicleta com caracteristicas proprias, mas tbem de usar roupas de couro negras, de ouvir um rock and roll e de ser livre. Assim, foram surgindo os acessorios, que hoje fazem parte da historia da Harley. 1956 foi o ano em que o Rock n' Roll tomou conta dos EUA. Em maio deste ano, a revista "The Enthusiast", publicou um artigo entitulado "Quem eh Elvis Presley?", o jovem cantor de Memphis que apareceu na revista com sua motocicleta favorita, uma Harley - Davidson. A partir dai a Harley e o Rock'n Roll nunca mais se separaram. Nos anos 70 o sucesso da Harley nas estradas era tao grande quanto nas pistas. Ja era fabricada tambem na Italia.Dai pra frente foi se superando cada vez mais e mais, com o motor e o design cada vez mais inacreditaveis e supreendentes.
Harley-Davidson Motor Company deixou sua marca na historia e acima de tudo, a companhia provou para quem quiser ver que a aventura ainda esta longe de morrer. Born to be wild!
No próximo ano, a Harley-Davidson comemora 110 anos de história. Durante este longo período, a marca se consolidou como um verdadeiro ícone americano e haverá festas em diversos países, como Estados Unidos, Itália e Brasil. Entretanto, tudo começou em uma pequena oficina de madeira, de 12 metros quadrados, construída no fundo do terreno da casa da família Davidson, em Milwaukee (EUA). Nesta trajetória, de altos e baixos, crises de identidade e financeira, a HD sempre se apoiou em três pilares: visual, hoje considerado retrô; prazer pela liberdade e aventura e, de quebra, um som característico, quem vem dos motores de dois cilindros em “V”. Confira a linha do tempo com os fatos que marcaram a história deste mito chamado Harley-Davidson.
1 - 1903 - A primeira
A “Silent Grey Fellow” é, com certeza, a moto mais idolatrada da história da marca. Só para se ter a noção da real importância, uma réplica fica em uma caixa de vidro dentro do Museu da Harley, em Milwaukee. Na realidade, o exemplar é uma bicicleta motorizada e equipada com motor monocilíndrico de 494 cm³ que desenvolvia 6,5 cv de potência máxima.
2 - 1909 – O primeiro V2
A data representa a criação e o início da produção do primeiro motor de dois cilindros em “V”. Propulsor que se tornaria marca registrada da Harley-Davidson e, mais do que isso, ditaria o padrão da motorização dos modelos custom de diversas marcas.
3 - 1942 – Harley em Guerra
Durante a II Guerra Mundial, a Harley fabricou 90 mil unidades da WLA. O nome do modelo militar é fácil de ser explicado - W: a moto pertence a família W, equipada com motor em "V", Flathead, de 740 cm³ e câmbio manual. O conjunto é uma evolução da família R, que foi produzida entre 1932 e 1936. A letra "L" é referente à baixa compressão da suspensão (Low). E o "A", é de Army (Exército).
4 - 1957 – Introdução da HD Sportster XL883
Em resposta a necessidade de seus clientes de uma motocicleta de menor porte e com apelo esportivo para fazer frente as motocicletas europeias da época, nasce a moto de maior longevidade da história das motocicletas.
5 - 1966 – Nascimento do Motor Shovelhead
O ano registra a “aposentadoria” do motor Panhead e o início da produção da nova família de propulsores batizada de Shovelhead. O novo motor foi introduzido na família Touring, mais especificamente no modelo Electra Glide.
6 - 1971 – Customização de fábrica
Em resposta à mania de customização que surgiu durante “movimento Hippie”, a Harley-Davidson apresentou a FX 1200 Super Glide, que combinava características mais esportivas e motor da família FL.
7 - 1984 – Evolution
Duas grandes novidades em meados da década de 80. A Harley-Davidson apresenta a família Softail (hoje é composta por cinco modelos: Heritage Classic, Fat Boy, Fat Boy Lo, Deluxe e Blackline) que, de quebra, foi equipada com o novo motor “V2” Evolution, de 1340cc.
8- 1995 – Primeira classe
O 30 º aniversário da mais luxuosa das Harley, a Ultra Classic Electra Glide (família Touring), marcou o início da produção de motos Harley-Davidson com o sistema de injeção eletrônica de combustível. Hoje, as “famílias mais nobres da marca” contam também com freios ABS.
9 - 2004 – Mais esportivas
Os modelos da família Sportster, de herança esportiva, ganharam novo quadro, pneu traseiro mais largo e coxins de borracha para minimizar a vibração do motor. Além do tanque de combustível redesenhado. Nesta família de entrada há opções com motores Evolution de 883 cc e 1200 cc.
10 - 2011 – Harley brasileira
A marca introduziu nas famílias Touring, Softail e Trike (triciclo) os motores Twin Cam 103 e câmbio de seis velocidades. O ano também marcou o início oficial das operações oficiais da Harley-Davidson no Brasil. A marca, que antes estava presente no país por intermédio de um representante, agora atua diretamente aqui como uma subsidiária da matriz norte-americana.
“The Eagle Soars Alone”
"Classic Rider Walk Alone"
"Classic Rider Walk Alone"
Tá certo, só com a Honda. Isso nunca aconteceu com nenhum Harleyro.M Valentim escreveu:Concordo perfeitamento com vc. No Brasil por exemplo vemos este fenômeno paranormal com a marca Honda...Santista escreveu:Gostei da esplanação da história da motocicleta, mas fico estarrecido com o pensamento de certas pessoas com relação a ser fanático de uma determinada marca ou uma determinada moto
André


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M Valentim
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A introdução da primeira "Shadow" como modelo foi em 1983. Foi criada para concorrer no mercado americano de motocicletas estradeiras ou cruiser, como são conhecidas por lá.
A Honda Shadow refere-se a uma família de motocicletas feitas pela Honda. Trata-se de uma motocicleta custom, que se apresenta com muitos modelos, incluindo o Aero, Sabre, VLX, American Classic Edition, Spirit e RS. Motores e tamanhos que variaram até 1800cc. Uma das características do motor dessa moto é a refrigeração líquida (liquid-cooled 45-grau V-twin).
Em 1995, o mercado realmente se expandiu e todos os fabricantes trouxeram novidades com modelos maiores, expandindo-se suas linhas. A Harley Davidson tinha começado a usar os seus bem-vindos e sucedidos motores Evolution e as vendas ficaram mais fortes. O mercado começou a passar por mudanças forçando a Honda e Yamaha a apresentar novos modelos no final de 1995.
A Yamaha apresenta variações em sua V-MAX denominada Royal Star e esta linha ampliada com uma versão menor.
Em 1996 foi o último ano para o "padrão" VT1100C. No final de 1995, a American Classic Edition foi introduzida sendo caracterizada pelo estilo mais retrô e pelas formas dos para-lamas traseiros mais sinuosos e uma única manivela do motor. O modelo também perdeu cerca de 10 cavalos de potência o que foi muito questionado na época.
Em 1997 assistiu-se a nova tendência, com mais cromados, mas, mantendo-se o padrão da ACE.
Em 1998, a Aero veio a ter também motor com a manivela única, mas com escape dois em um bem maiores e mais retrô que mudaram consideravelmente o visual, passando também a fazer parte da ACE 750.
A linha 750 continua sendo a menor Shadow com motor V-Twins da Honda depois de descontinuarem a Shadow 600.
American Classic Edition ( Shadow Americana) Trata-se uma modelo com motor todo cromado impulsionado por comando de corrente. O velocímetro fica sobre o guidão, tem fundo branco e ponteiro com a cor vermelha. Os retrovisores são ovais. Abastecimento do tanque com apenas um compartimento.
Shadow 750 Nacional ( Modelo Brasileiro ) Trata-se uma modelo com motor todo cromado impulsionado por eixo cardã e injeção Eletrônica. O velocímetro fica sobre o tanque, tem fundo preto. Abastecimento fica ao lado do velocímetro, com sistema de dois furos. Nesse modelo o guidão dos modelos 2007 e 2008 eram diferentes e menores que o modelo 2009 que incorporou o mesmo modelo da ACE. Outro ponto de diferença é o para-lama traseiro que é mais reto. Em 2012 a Shadow ACE, no Brasil sai de linha, pq não foi bem aceita entre os admiradores da antiga Shadow 600 e foi substituída pelo modelo conhecido nos EUA como Spirit, remetendo ao visual da antiga Shadow 600, com estilo mais chopper.
A Honda Shadow refere-se a uma família de motocicletas feitas pela Honda. Trata-se de uma motocicleta custom, que se apresenta com muitos modelos, incluindo o Aero, Sabre, VLX, American Classic Edition, Spirit e RS. Motores e tamanhos que variaram até 1800cc. Uma das características do motor dessa moto é a refrigeração líquida (liquid-cooled 45-grau V-twin).
Em 1995, o mercado realmente se expandiu e todos os fabricantes trouxeram novidades com modelos maiores, expandindo-se suas linhas. A Harley Davidson tinha começado a usar os seus bem-vindos e sucedidos motores Evolution e as vendas ficaram mais fortes. O mercado começou a passar por mudanças forçando a Honda e Yamaha a apresentar novos modelos no final de 1995.
A Yamaha apresenta variações em sua V-MAX denominada Royal Star e esta linha ampliada com uma versão menor.
Em 1996 foi o último ano para o "padrão" VT1100C. No final de 1995, a American Classic Edition foi introduzida sendo caracterizada pelo estilo mais retrô e pelas formas dos para-lamas traseiros mais sinuosos e uma única manivela do motor. O modelo também perdeu cerca de 10 cavalos de potência o que foi muito questionado na época.
Em 1997 assistiu-se a nova tendência, com mais cromados, mas, mantendo-se o padrão da ACE.
Em 1998, a Aero veio a ter também motor com a manivela única, mas com escape dois em um bem maiores e mais retrô que mudaram consideravelmente o visual, passando também a fazer parte da ACE 750.
A linha 750 continua sendo a menor Shadow com motor V-Twins da Honda depois de descontinuarem a Shadow 600.
American Classic Edition ( Shadow Americana) Trata-se uma modelo com motor todo cromado impulsionado por comando de corrente. O velocímetro fica sobre o guidão, tem fundo branco e ponteiro com a cor vermelha. Os retrovisores são ovais. Abastecimento do tanque com apenas um compartimento.
Shadow 750 Nacional ( Modelo Brasileiro ) Trata-se uma modelo com motor todo cromado impulsionado por eixo cardã e injeção Eletrônica. O velocímetro fica sobre o tanque, tem fundo preto. Abastecimento fica ao lado do velocímetro, com sistema de dois furos. Nesse modelo o guidão dos modelos 2007 e 2008 eram diferentes e menores que o modelo 2009 que incorporou o mesmo modelo da ACE. Outro ponto de diferença é o para-lama traseiro que é mais reto. Em 2012 a Shadow ACE, no Brasil sai de linha, pq não foi bem aceita entre os admiradores da antiga Shadow 600 e foi substituída pelo modelo conhecido nos EUA como Spirit, remetendo ao visual da antiga Shadow 600, com estilo mais chopper.
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Um pouco de sua história:
* 1952 – O modelo K é introduzido, uma V-Twin de 750cc com válvulas laterais. É o ancestral direto da Sportster XL.
* 1957 – A Sportster XL substitui o modelo K. Uma nova válvula melhora a força e a agilidade do modelo K. O motor e a transmissão eram todos novos.
* 1958 – A Sportster CH (XLCH) é introduzida. A CH é uma versão mais enxuta da XL original. A nova motocicleta também introduz a marca “Peanut” de formato de tanque e apresentou um escapamento duplo.
* 1959 – Introdução do modelo Sportster H (XLH)
* 1967 – A Sportster XLH recebe partida elétrica.
* 1970 – A XR750, moto de competição é introduzida.
* 1976 – A XLCR ou Cafe Racer é lançada e é uma das mais originais de todas as motos desta plataforma Sportster. A motocicleta preta combina o café racer clássico europeu, com um estilo americano.
* 1979 – O Roadster XLS é introduzida, uma versão mais personalizada da plataforma Sportster tradicional.
* 1982 – A Sportster faz seu 25º aniversário com tanque mais clássico e logo “Sportster” no tanque.
* 1983 – A XLX-61 é introduzida, uma Sportster mais despojada.
* 1986 – A família Sportster recebe o motor Evolution. Com 883cc e 1100cc.
* 1987 – A Sportster de 30º aniversário é fabricada.
* 1988 – Lançada a primeira Sportster Hugger, que ofereceu uma altura inferior do assento.
* 1996 – A primeira 1200S “Sport” e 1200C “Custom” são fabricadas. A Sportster oferece um estilo de raça e poder, e personalizações exclusivas ao modelo.
* 1998 – A Sportster transfere a produção para a fábrica da Harley-Davidson em Kansas City, MO.
* 2002 – Remodelada conforme o modelo de corrida do mesmo nome, a nova Sportster 883R moto cruiser de vocação street, incorpora o estilo de corrida que remonta ao ano 1970.
* 2003 – Lançamento da Sportster com acessórios do 100º aniversário da Harley Davidson.
* 2004 – Completamente redesenhada a família XL Sportster. Recebe o motor Evolution, um quadro mais rígido, e uma altura inferior do assento.
* 2005 – XL Sportster 883 Low é lançada com a ergonomia projetada especificamente para atender pilotos menores, e que a torna mais fácil para manobrar. Recebeu coxins de fixação do motor ao quadro afim de reduzir as vibrações transferidas ao piloto. logo depois (2007) recebeu injeção eletrônica de combustivel.
* 1952 – O modelo K é introduzido, uma V-Twin de 750cc com válvulas laterais. É o ancestral direto da Sportster XL.
* 1957 – A Sportster XL substitui o modelo K. Uma nova válvula melhora a força e a agilidade do modelo K. O motor e a transmissão eram todos novos.
* 1958 – A Sportster CH (XLCH) é introduzida. A CH é uma versão mais enxuta da XL original. A nova motocicleta também introduz a marca “Peanut” de formato de tanque e apresentou um escapamento duplo.
* 1959 – Introdução do modelo Sportster H (XLH)
* 1967 – A Sportster XLH recebe partida elétrica.
* 1970 – A XR750, moto de competição é introduzida.
* 1976 – A XLCR ou Cafe Racer é lançada e é uma das mais originais de todas as motos desta plataforma Sportster. A motocicleta preta combina o café racer clássico europeu, com um estilo americano.
* 1979 – O Roadster XLS é introduzida, uma versão mais personalizada da plataforma Sportster tradicional.
* 1982 – A Sportster faz seu 25º aniversário com tanque mais clássico e logo “Sportster” no tanque.
* 1983 – A XLX-61 é introduzida, uma Sportster mais despojada.
* 1986 – A família Sportster recebe o motor Evolution. Com 883cc e 1100cc.
* 1987 – A Sportster de 30º aniversário é fabricada.
* 1988 – Lançada a primeira Sportster Hugger, que ofereceu uma altura inferior do assento.
* 1996 – A primeira 1200S “Sport” e 1200C “Custom” são fabricadas. A Sportster oferece um estilo de raça e poder, e personalizações exclusivas ao modelo.
* 1998 – A Sportster transfere a produção para a fábrica da Harley-Davidson em Kansas City, MO.
* 2002 – Remodelada conforme o modelo de corrida do mesmo nome, a nova Sportster 883R moto cruiser de vocação street, incorpora o estilo de corrida que remonta ao ano 1970.
* 2003 – Lançamento da Sportster com acessórios do 100º aniversário da Harley Davidson.
* 2004 – Completamente redesenhada a família XL Sportster. Recebe o motor Evolution, um quadro mais rígido, e uma altura inferior do assento.
* 2005 – XL Sportster 883 Low é lançada com a ergonomia projetada especificamente para atender pilotos menores, e que a torna mais fácil para manobrar. Recebeu coxins de fixação do motor ao quadro afim de reduzir as vibrações transferidas ao piloto. logo depois (2007) recebeu injeção eletrônica de combustivel.
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HISTÓRIA DA HARLEY DAVIDSON NO BRASIL
A primeira motocicleta foi fabricada em Milwakee 1903 pelos dois jovens (tinham menos que 25 anos na época) William S. Harley, de vinte e um anos e seu amigo de infância Artur Davidson. Desse modelo, cuja única suspensão eram as molas do selim, foram fabricadas 38 motocicletas entre 1903 e 1905.
A partir de 1906 e até 1907, com vários melhoramentos no motor, troca de carburador e com a utilização de um sistema de mola dupla na suspensão dianteira, a produção atingiu a marca de 200 unidades no período.
Devido ao fato das motos saírem da fabrica pintadas da cor cinza (única cor oferecida a partir de 1910), as motos Harley - Davidson ganharam o apelido de "Silent Grey Fellow".
Novas monocilíndricas batizadas de "modelo 5", com pequenas modificações do modelo de 1906, foram lançadas, até que em 1909 foi fabricada a primeira bi-cilíndrica em linha com 45 graus. Esse modelo não obteve sucesso comercial devido ao preço (U$325) e a problemas técnicos de um motor com válvula de admissão atmosférica e a pressão do bloco do motor de uma V-Twin. Hoje se conhece somente dois exemplares deste modelo.
Em 1911 foi lançada a dois cilindros que iniciou a fama da fábrica: recebeu a denominação de "modelo 7D" e tinha válvula de admissão mecânica (motor tipo "pocket valve") e tensor na correia de transmissão de couro. A partir de 1912 se já vendiam mais bi-cilíndricas que mono-cilíndricas.
As motocicletas da fábrica evoluiram com a adoção da mola no tubo que sustenta o selim, rebaixamento da parte superior do quadro, aumento da cilindrada para 1000cc e respectivamente a potência.
Finalmente em 1914 foram lançados os modelos com corrente de transmissão ao invés de correias de couro e do suporte de pé tipo "plataforma". O cinza permanecia a única cor ofertada.
Em 1914 as motos passaram a ter 2 marchas, pedal de kick e corrente primária (até então era transmissão direta). Foi também o ano da introdução dos sidecars. A popularidade das motocicletas atingia o auge.
Em 1915 era lançado o modelo "J" com 3 marchas, 1000cc e sistema completo de iluminação, que se tornou o "top de linha" até 1921 quando foi lançado o modelo "JD" com 1200cc mais adequado a puxar um sidecar, cujo motor se distinguia externamente do "J" por conter 6 aletas acima da saida do escapamento ao invés de 5 do modelo "J".
Na época eram oferecidos 16 modelos entre 2 cilindros e mono-cilíndricas, diferenciados pela letra após o ano (exemplo 16B monocilíndrica fabricada em 1916 com 6HP ou 16J bicilíndrica fabricada em 1916 com 3 marchas e elétrica).
A partir de 1917 a cor verde oliva passou a ser utilizada nos modelos da marca, em 1922 foi adotada a pintura em verde amarronzado (brewster), voltando o verde oliva em 1924 e em 1926 foram oferecidas as cores branca e creme como opcionais.
1915 "J" 1000cc Electric 1915 "M" 1000cc Sidevan 1922 "J" 1000cc Electric
Em 1925 ocorreram mudanças significativas no estilo das motos com a troca do tanque tipo "caixão" para a forma de "gota" e paralamas mais largos. No período mudanças mecânicas foram adotadas paulatinamente tais como novo quadro rebaixado, garfos dianteiros reforçados, freio dianteiro, pontos de lubrificação na transmissão, novos escapamentos, pistões em liga de ferro, etc.
1925 "A" 350cc 1926 "JD" 1200cc 1929 "J" 1000cc
Finalmente em 1929 foram lançados os primeiros modelos com motor de válvulas laterais de maior potência. Esta configuração de motor posteriormente se tornou conhecida pela economia, durabilidade e confiança no desempenho. O quadro, os garfos dianteiros, rodas e freios também mudaram para acomodar a maior potência e peso (quase 45kg a mais que a J). Estavam disponíveis os modelos "D" bicilíndrica de 750cc (e DL de alta compressão), "C" monocilíndrica de 500cc e "V" de 1200cc (e VL de alta compressão).
Os primeiros exemplares apresentaram problemas de embreagem, escapamento, volante, molas de válvula fracas e lubrificação ineficiente que foram sendo corrigidos com o tempo.
Além das cor verde oliva, eram oferecidas como opcionais as cores preta, cinza, azul, marrom, creme e verde piloto. A partir de 1931 a fábrica oferecia pintura opcional em 2 cores (saia e blusa) nas combinações preto/vermelho, marrom/creme, branco/dourado ou azul/cinza.
VL 1200cc 1933
Em 1934 ocorreram mudanças no visual das motocicletas com a adoção de paralamas com saia lateral e a adoção de escape rabo de peixe. Os melhoramentos mecânicos foram a melhor refrigeração dos cilindros, bomba de óleo melhorada, garfos reforçados e novo gerador. A partir de 1935 as 750cc (45") passaram a se denominar modelo "R" e foi lançado o modelo de 1340cc (80") VLH que usava o mesmo diâmetro do cilindro da 1200cc porém tinha um curso maior.
As cores saia e blusa eram vermelho teak/preto, azul veneziano/cinza, verde verdejante/preto, marfim egípcio/marrom regente, verde oliva/preto.
VL 1200cc 1937
O ano de 1936 presenciou o lançamento do quadro de berço tubular para as big twins (modelos acima de 1000cc) e a introdução de um novo motor de 1000cc (61") com válvulas na cabeça, apelidado de "knuckel head" pelo formato de punho do cabeçote. Novo adesivo do tanque (cometa estilizado que ficou em uso de 1936 a 1939) com a colocação do painel acima dele. Um novo recorde de velocidade (219km/h) foi batido em Daytona com a versão de alta compressão EL.
Por volta de 1938 praticamente todos os melhoramentos das "big twin" foram introduzidos nas 750cc (45"), tais como rolamentos na ponta do virabrequim e comando um uma peça. A transmissão teve um novo mecanismo de câmbio com engrenagens reforçadas. A bomba de óleo foi melhorada e aletas de refrigeração foram adicionadas à tampa do distribuidor e no lado esquerdo do bloco do motor.
As cores saia e blusa eram verde sherwood/cinza, vermelho teak/preto, cinza crepúsculo/polido, azul veneziano/creme croydon, marrom/nilo verde.
EL (Knuckel Head) 1000cc 1933
Embora o exército Norte Americano já tivesse modelos de 1200cc com ou sem sidecar em utilização, com o advento da II Guerra Mundial, em 1940 foram compradas 745 motocicletas de 750cc. A especificação do exército exigia que a motocicleta não aquecesse em baixa velocidade e que atingisse a velocidade de 105km/h.
A fábrica aumentou o garfo tubular do novo modelo em 6,03 cm para permitir que a moto passasse em terrenos acidentados e equipou as motos com cabeçotes de alumínio (o mesmo dos modelos de competição WLDR), pedaleiras plataforma no formato de um D, mata-cachorro, bolsas laterais, proteção extra do carter e bagageiro.Filtro de ar imerso em óleo, e melhoramentos na embreagem e na lubrificação do motor completam o modelo que foi chamado de "WLA".
WLA 750cc 1942
Em 1941 foram lançados modelos que incorporaram os melhoramentos e a experiência da decada anterior. As forças policiais, acostumadas com as JD de 1200cc, pediam a mesma cilindrada na Knuckle Head o que permitiria velocidades maiores; outras mudanças foram aprimoramentos na embreagem, caixa, lubrificação do cabeçote, bloco do motor reforçado e eixo da biela reforçado.
Os pneus mudaram para 5.00 x 16". o fundo do velocímetro passou de branco para preto, o tanque levou uma faixa cromada dividindo-o ao meio. O modelo da Knuckle Head de 1200cc tomou o nome de F (FL para alta compressão) e os de válvula lateral U (UL para alta compressão) e ULH para o modelo de 1340cc. O mostrador no painel "olhos de gato" permaneceu até 1946.
As cores disponíveis eram o azul clipper, vermelho voador, verde crusador, preto e verde oliva. Os modelos de válvula lateral eram comercializados com ênfase na resistência mecânica para o serviço (militar e policial) enquanto as knuckle head de válvulas na cabeça eram destinadas ao mercado civil, graças ao seu desempenho esportivo..
"U" 1200cc 1941 "U" 1200cc 1948 WL 750cc 1947 WL 750cc 1948 WL 750cc 1948 FL 1200cc 1946
Vejam o impressionante projeto do Aloísio: http://www.youtube.com/watch?v=JNlr9tXJBW0
Enquanto em 1948 as modelos "U" saiam de linha de produção deixando somente as WL45 como modelo de válvula lateral, era introduzido o modelo Pan Head, denominado assim por causa do formato de panela da tampa de válvulas. A Pan Head não era somente um novo cabeçote, o quadro mudou para acomodar um motor mais alto, mais leve e com dutos de lubrificação internos. Era equipada com uma nova bomba de óleo, mas a mudança mais significativa eram os tuchos de válvula hidráulicos que permitiam que o ajuste perfeito das válvulas fosse menos crítico e o motor assim trabalhava mais frio. Um novo comando acompanhava o sistema.
As cores disponiveis eram o azul azure, vermelho voador e preta.
Em 1949 foram introduzidos os garfos hidráulicos e o modelo ganhou o nome de "Hydra-Glide". Os paralamas tambem mudaram com um corte superior mais reto. Em 1952 foi oferecido o câmbio no pé como opcional e o câmbio manual permaneceu em catálogo até 1972. O ano de 1952 foi o último ano para a WL de 750cc e para a EL Panhead de 1000cc.
Em 1955 foi lançado o modelo FLH de 1200cc com compressão de 8.00:1 e 60 hp. Desta vez o "H" não representava o aumento da cilindrada para 1340cc como anteriormente, porém um aumento de performance originada por mudanças nos coletores de admissão e novo cabeçote.
FL Pan Head 1200cc 1949 FL Pan Head 1200cc 1957 FL Pan Head 1200cc 1964 WL 750cc 1952 Servicar 750cc 1962
O motor de 750cc de válvula lateral permaneceu em produção até 1973, em parte devido ao Servicar e por outro lado pelos modelos WR de competição e o K lançado em 1952 com caixa de marcha no bloco do motor (unit) e balança traseira. Esses modelos esportivos eram muitissimo apreciados pela durabilidade e baixo custo de manutenção, ao qual veio se juntar em 1957 o modelo XL Sportster.
Em 1958 o modelo "Hydra-Glide" transformou-se no "Duo-Glide" com a utilização de uma balança na suspensão traseira, que além dos amortecedores traseiros trazia outras inovações tais como freio hidraulico traseiro, transmissão e embreagem reforçadas, aletas de refrigeração no cabeçote aumentadas e molas de válvula mais fortes.
As cores disponíveis eram o azul celeste/branco, vermelho calipso/branco, cinza sabre metálico/branco e preto/branco.
A adição de partida elétrica em 1965 fez com que a "Duo-Glide" se transforma-se na "Electra-Glide".
A associação com a Aermacchi introduziu no mercado Norte Americano diversos modelos de baixa cilindrada a partir de 1955. Em 1978 as participação na Aermacchi foi vendida para a Cagiva.
Em 1966 um novo motor é lançado o "Shovelhead" que banhou esta denominação porque lembra o formato de uma pá. De certa forma foi um retorno ao passado da "Knuckel Head" com a cabeçote/alojamento das válvulas servindo também de tampa para o conjunto. O resto do motor era basicamente o mesmo da "Pan Head". Os primeiros modelos foram chamados de "Panshovel" e se distinguem por ter o compartimento do distribuidor bicudo como a "Pan Head", até 1969.
FL Panshovel 1200cc 1966 FL Panshovel 1200cc 1969
Em 1969 a AMF-American Machine and Foundry adquire a fábrica Harley Davidson inaugurando uma nova era de modelos de baixa e alta cilindrada, inclusive a FX Roadster de 1200cc desenhada para competir com as japonesas porém que não teve muito sucesso.
O freio a disco dianteiro é adicionado nos modelos a partir de 1972 e a potência é elevada para 66hp em 1974.
FLH Shovelhead 1200cc 1974
Para atender à crescente demanda do Governo Brasileiro é estabelecida em 1976 uma montadora em Manaus com a denominação de "Motovi". Montava as FL 1200cc, as SS125cc e as SS175cc para o mercado Brasileiro.
SS125 1977 FL Shovelhead 1977 FL Shovelhead 1978 FL Shovelhead 1977 FL Shovelhead 1977 FL Shovelhead 1978
Em 1977 a fábrica nos EUA lançava novamente um motor de 1340cc (81") com a denominação FLH. Com a compressão de 8:1 e 66hp e aumento tanto no diâmetro quando no curso dos pistões. O motor tinha uma aleta a menos que o diferenciava das 1200cc além de uma grande tampa do filtro de ar marcada 80.
Outros modelos foram lançados nesse ano tais como o modelo XLCR Cafe Racer de 1000cc, que não teve sucesso, porém também a FXL Low Rider de 1200cc desenvolvida na linha de motos Cruiser: uma mistura de custom, chopper e clássica aliadas a boa performance, design e custo baixo. Pneu 3.50 x 19" na frente enquanto o traseiro permanecia 5.00 x 16¨. Ainda tinha relógios encima do tanque, porém embaixo do velocímetro existia um tacômetro. No final de 1978 os modelos Cruiser já vendiam mais que a linha FL.
Em 1980 foi introduzida a correia dentada em substituição da corrente de transmissão e finalmente em 1984 foi introduzido o motor Evolution.
A primeira motocicleta foi fabricada em Milwakee 1903 pelos dois jovens (tinham menos que 25 anos na época) William S. Harley, de vinte e um anos e seu amigo de infância Artur Davidson. Desse modelo, cuja única suspensão eram as molas do selim, foram fabricadas 38 motocicletas entre 1903 e 1905.
A partir de 1906 e até 1907, com vários melhoramentos no motor, troca de carburador e com a utilização de um sistema de mola dupla na suspensão dianteira, a produção atingiu a marca de 200 unidades no período.
Devido ao fato das motos saírem da fabrica pintadas da cor cinza (única cor oferecida a partir de 1910), as motos Harley - Davidson ganharam o apelido de "Silent Grey Fellow".
Novas monocilíndricas batizadas de "modelo 5", com pequenas modificações do modelo de 1906, foram lançadas, até que em 1909 foi fabricada a primeira bi-cilíndrica em linha com 45 graus. Esse modelo não obteve sucesso comercial devido ao preço (U$325) e a problemas técnicos de um motor com válvula de admissão atmosférica e a pressão do bloco do motor de uma V-Twin. Hoje se conhece somente dois exemplares deste modelo.
Em 1911 foi lançada a dois cilindros que iniciou a fama da fábrica: recebeu a denominação de "modelo 7D" e tinha válvula de admissão mecânica (motor tipo "pocket valve") e tensor na correia de transmissão de couro. A partir de 1912 se já vendiam mais bi-cilíndricas que mono-cilíndricas.
As motocicletas da fábrica evoluiram com a adoção da mola no tubo que sustenta o selim, rebaixamento da parte superior do quadro, aumento da cilindrada para 1000cc e respectivamente a potência.
Finalmente em 1914 foram lançados os modelos com corrente de transmissão ao invés de correias de couro e do suporte de pé tipo "plataforma". O cinza permanecia a única cor ofertada.
Em 1914 as motos passaram a ter 2 marchas, pedal de kick e corrente primária (até então era transmissão direta). Foi também o ano da introdução dos sidecars. A popularidade das motocicletas atingia o auge.
Em 1915 era lançado o modelo "J" com 3 marchas, 1000cc e sistema completo de iluminação, que se tornou o "top de linha" até 1921 quando foi lançado o modelo "JD" com 1200cc mais adequado a puxar um sidecar, cujo motor se distinguia externamente do "J" por conter 6 aletas acima da saida do escapamento ao invés de 5 do modelo "J".
Na época eram oferecidos 16 modelos entre 2 cilindros e mono-cilíndricas, diferenciados pela letra após o ano (exemplo 16B monocilíndrica fabricada em 1916 com 6HP ou 16J bicilíndrica fabricada em 1916 com 3 marchas e elétrica).
A partir de 1917 a cor verde oliva passou a ser utilizada nos modelos da marca, em 1922 foi adotada a pintura em verde amarronzado (brewster), voltando o verde oliva em 1924 e em 1926 foram oferecidas as cores branca e creme como opcionais.
1915 "J" 1000cc Electric 1915 "M" 1000cc Sidevan 1922 "J" 1000cc Electric
Em 1925 ocorreram mudanças significativas no estilo das motos com a troca do tanque tipo "caixão" para a forma de "gota" e paralamas mais largos. No período mudanças mecânicas foram adotadas paulatinamente tais como novo quadro rebaixado, garfos dianteiros reforçados, freio dianteiro, pontos de lubrificação na transmissão, novos escapamentos, pistões em liga de ferro, etc.
1925 "A" 350cc 1926 "JD" 1200cc 1929 "J" 1000cc
Finalmente em 1929 foram lançados os primeiros modelos com motor de válvulas laterais de maior potência. Esta configuração de motor posteriormente se tornou conhecida pela economia, durabilidade e confiança no desempenho. O quadro, os garfos dianteiros, rodas e freios também mudaram para acomodar a maior potência e peso (quase 45kg a mais que a J). Estavam disponíveis os modelos "D" bicilíndrica de 750cc (e DL de alta compressão), "C" monocilíndrica de 500cc e "V" de 1200cc (e VL de alta compressão).
Os primeiros exemplares apresentaram problemas de embreagem, escapamento, volante, molas de válvula fracas e lubrificação ineficiente que foram sendo corrigidos com o tempo.
Além das cor verde oliva, eram oferecidas como opcionais as cores preta, cinza, azul, marrom, creme e verde piloto. A partir de 1931 a fábrica oferecia pintura opcional em 2 cores (saia e blusa) nas combinações preto/vermelho, marrom/creme, branco/dourado ou azul/cinza.
VL 1200cc 1933
Em 1934 ocorreram mudanças no visual das motocicletas com a adoção de paralamas com saia lateral e a adoção de escape rabo de peixe. Os melhoramentos mecânicos foram a melhor refrigeração dos cilindros, bomba de óleo melhorada, garfos reforçados e novo gerador. A partir de 1935 as 750cc (45") passaram a se denominar modelo "R" e foi lançado o modelo de 1340cc (80") VLH que usava o mesmo diâmetro do cilindro da 1200cc porém tinha um curso maior.
As cores saia e blusa eram vermelho teak/preto, azul veneziano/cinza, verde verdejante/preto, marfim egípcio/marrom regente, verde oliva/preto.
VL 1200cc 1937
O ano de 1936 presenciou o lançamento do quadro de berço tubular para as big twins (modelos acima de 1000cc) e a introdução de um novo motor de 1000cc (61") com válvulas na cabeça, apelidado de "knuckel head" pelo formato de punho do cabeçote. Novo adesivo do tanque (cometa estilizado que ficou em uso de 1936 a 1939) com a colocação do painel acima dele. Um novo recorde de velocidade (219km/h) foi batido em Daytona com a versão de alta compressão EL.
Por volta de 1938 praticamente todos os melhoramentos das "big twin" foram introduzidos nas 750cc (45"), tais como rolamentos na ponta do virabrequim e comando um uma peça. A transmissão teve um novo mecanismo de câmbio com engrenagens reforçadas. A bomba de óleo foi melhorada e aletas de refrigeração foram adicionadas à tampa do distribuidor e no lado esquerdo do bloco do motor.
As cores saia e blusa eram verde sherwood/cinza, vermelho teak/preto, cinza crepúsculo/polido, azul veneziano/creme croydon, marrom/nilo verde.
EL (Knuckel Head) 1000cc 1933
Embora o exército Norte Americano já tivesse modelos de 1200cc com ou sem sidecar em utilização, com o advento da II Guerra Mundial, em 1940 foram compradas 745 motocicletas de 750cc. A especificação do exército exigia que a motocicleta não aquecesse em baixa velocidade e que atingisse a velocidade de 105km/h.
A fábrica aumentou o garfo tubular do novo modelo em 6,03 cm para permitir que a moto passasse em terrenos acidentados e equipou as motos com cabeçotes de alumínio (o mesmo dos modelos de competição WLDR), pedaleiras plataforma no formato de um D, mata-cachorro, bolsas laterais, proteção extra do carter e bagageiro.Filtro de ar imerso em óleo, e melhoramentos na embreagem e na lubrificação do motor completam o modelo que foi chamado de "WLA".
WLA 750cc 1942
Em 1941 foram lançados modelos que incorporaram os melhoramentos e a experiência da decada anterior. As forças policiais, acostumadas com as JD de 1200cc, pediam a mesma cilindrada na Knuckle Head o que permitiria velocidades maiores; outras mudanças foram aprimoramentos na embreagem, caixa, lubrificação do cabeçote, bloco do motor reforçado e eixo da biela reforçado.
Os pneus mudaram para 5.00 x 16". o fundo do velocímetro passou de branco para preto, o tanque levou uma faixa cromada dividindo-o ao meio. O modelo da Knuckle Head de 1200cc tomou o nome de F (FL para alta compressão) e os de válvula lateral U (UL para alta compressão) e ULH para o modelo de 1340cc. O mostrador no painel "olhos de gato" permaneceu até 1946.
As cores disponíveis eram o azul clipper, vermelho voador, verde crusador, preto e verde oliva. Os modelos de válvula lateral eram comercializados com ênfase na resistência mecânica para o serviço (militar e policial) enquanto as knuckle head de válvulas na cabeça eram destinadas ao mercado civil, graças ao seu desempenho esportivo..
"U" 1200cc 1941 "U" 1200cc 1948 WL 750cc 1947 WL 750cc 1948 WL 750cc 1948 FL 1200cc 1946
Vejam o impressionante projeto do Aloísio: http://www.youtube.com/watch?v=JNlr9tXJBW0
Enquanto em 1948 as modelos "U" saiam de linha de produção deixando somente as WL45 como modelo de válvula lateral, era introduzido o modelo Pan Head, denominado assim por causa do formato de panela da tampa de válvulas. A Pan Head não era somente um novo cabeçote, o quadro mudou para acomodar um motor mais alto, mais leve e com dutos de lubrificação internos. Era equipada com uma nova bomba de óleo, mas a mudança mais significativa eram os tuchos de válvula hidráulicos que permitiam que o ajuste perfeito das válvulas fosse menos crítico e o motor assim trabalhava mais frio. Um novo comando acompanhava o sistema.
As cores disponiveis eram o azul azure, vermelho voador e preta.
Em 1949 foram introduzidos os garfos hidráulicos e o modelo ganhou o nome de "Hydra-Glide". Os paralamas tambem mudaram com um corte superior mais reto. Em 1952 foi oferecido o câmbio no pé como opcional e o câmbio manual permaneceu em catálogo até 1972. O ano de 1952 foi o último ano para a WL de 750cc e para a EL Panhead de 1000cc.
Em 1955 foi lançado o modelo FLH de 1200cc com compressão de 8.00:1 e 60 hp. Desta vez o "H" não representava o aumento da cilindrada para 1340cc como anteriormente, porém um aumento de performance originada por mudanças nos coletores de admissão e novo cabeçote.
FL Pan Head 1200cc 1949 FL Pan Head 1200cc 1957 FL Pan Head 1200cc 1964 WL 750cc 1952 Servicar 750cc 1962
O motor de 750cc de válvula lateral permaneceu em produção até 1973, em parte devido ao Servicar e por outro lado pelos modelos WR de competição e o K lançado em 1952 com caixa de marcha no bloco do motor (unit) e balança traseira. Esses modelos esportivos eram muitissimo apreciados pela durabilidade e baixo custo de manutenção, ao qual veio se juntar em 1957 o modelo XL Sportster.
Em 1958 o modelo "Hydra-Glide" transformou-se no "Duo-Glide" com a utilização de uma balança na suspensão traseira, que além dos amortecedores traseiros trazia outras inovações tais como freio hidraulico traseiro, transmissão e embreagem reforçadas, aletas de refrigeração no cabeçote aumentadas e molas de válvula mais fortes.
As cores disponíveis eram o azul celeste/branco, vermelho calipso/branco, cinza sabre metálico/branco e preto/branco.
A adição de partida elétrica em 1965 fez com que a "Duo-Glide" se transforma-se na "Electra-Glide".
A associação com a Aermacchi introduziu no mercado Norte Americano diversos modelos de baixa cilindrada a partir de 1955. Em 1978 as participação na Aermacchi foi vendida para a Cagiva.
Em 1966 um novo motor é lançado o "Shovelhead" que banhou esta denominação porque lembra o formato de uma pá. De certa forma foi um retorno ao passado da "Knuckel Head" com a cabeçote/alojamento das válvulas servindo também de tampa para o conjunto. O resto do motor era basicamente o mesmo da "Pan Head". Os primeiros modelos foram chamados de "Panshovel" e se distinguem por ter o compartimento do distribuidor bicudo como a "Pan Head", até 1969.
FL Panshovel 1200cc 1966 FL Panshovel 1200cc 1969
Em 1969 a AMF-American Machine and Foundry adquire a fábrica Harley Davidson inaugurando uma nova era de modelos de baixa e alta cilindrada, inclusive a FX Roadster de 1200cc desenhada para competir com as japonesas porém que não teve muito sucesso.
O freio a disco dianteiro é adicionado nos modelos a partir de 1972 e a potência é elevada para 66hp em 1974.
FLH Shovelhead 1200cc 1974
Para atender à crescente demanda do Governo Brasileiro é estabelecida em 1976 uma montadora em Manaus com a denominação de "Motovi". Montava as FL 1200cc, as SS125cc e as SS175cc para o mercado Brasileiro.
SS125 1977 FL Shovelhead 1977 FL Shovelhead 1978 FL Shovelhead 1977 FL Shovelhead 1977 FL Shovelhead 1978
Em 1977 a fábrica nos EUA lançava novamente um motor de 1340cc (81") com a denominação FLH. Com a compressão de 8:1 e 66hp e aumento tanto no diâmetro quando no curso dos pistões. O motor tinha uma aleta a menos que o diferenciava das 1200cc além de uma grande tampa do filtro de ar marcada 80.
Outros modelos foram lançados nesse ano tais como o modelo XLCR Cafe Racer de 1000cc, que não teve sucesso, porém também a FXL Low Rider de 1200cc desenvolvida na linha de motos Cruiser: uma mistura de custom, chopper e clássica aliadas a boa performance, design e custo baixo. Pneu 3.50 x 19" na frente enquanto o traseiro permanecia 5.00 x 16¨. Ainda tinha relógios encima do tanque, porém embaixo do velocímetro existia um tacômetro. No final de 1978 os modelos Cruiser já vendiam mais que a linha FL.
Em 1980 foi introduzida a correia dentada em substituição da corrente de transmissão e finalmente em 1984 foi introduzido o motor Evolution.
“The Eagle Soars Alone”
"Classic Rider Walk Alone"
"Classic Rider Walk Alone"
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M Valentim
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Motos personalizadas: estilos para todos os gostos
O termo motocicleta custom provem originalmente do verbo inglês “to customize”, que se refere à personalização de algo que foi criado em série de forma industrial. Oferecendo a possibilidade de modificações de acordo com o gosto de seu dono (partindo quase sempre para um modelo de estilo clássico ou “retro”).
As custom apareceram como tais assim que se popularizou a modificação por parte dos seus usuários (principalmente das marcas norte-americanas Harley Davidson e Indian), depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Na atualidade, praticamente todos os fabricantes de motocicletas têm uma gama de motos custom e um catálogo de peças para personalizá-las. O movimento tem tido tal repercussão ao longo das décadas, que se gerou uma indústria paralela de customizadores ou criadores de motocicletas totalmente exclusivas a partir de zero.
Dentro do universo das motocicletas custom existem infinidade de estilos bem diferenciados pelo tipo de modificações que às submetem, nível de modificação, etc, e que se subdividem por sua vez em diversos gêneros menos definidos.
Alguns dos principais tipos de custom são os seguintes:
Cruiser: Do Inglês “Cruise”, referindo-se a que está preparada para percorrer grandes distâncias a velocidades médias (de cruzeiro). São as Custom por excelência, de origem e sem modificações estruturais. Sua morfologia responde a uma moto longa e baixa, com grande distância entre eixos, guidom largo, tanque de combustível de grande capacidade e para-lamas envolventes. A postura de condução, dada a ergonomía que apresenta, é relaxada, com as costas retas ou ligeiramente inclinada para atrás, os braços relaxados e as pernas estendidas.
Com freqüência acrescentam-se-lhes parabrisas e alforges de couro ou malas rígidas. Hoje em dia, praticamente todos os modelos custom do mercado respondem à definição de uma cruiser.
Bobber: Aparecem na década dos 40, e geralmente criam-se a partir de motocicletas das marcas presentes na época nos Estados Unidos e Grã-Bretanha (Harley Davidson, Indian e Triumph principalmente). Foram criadas no inicio por ex-soldados que voltaram da 1º Grande Guerra. Caracterizam-se por serem baixas e longas, em inglês “long and low”, ter as duas rodas de igual diâmetro e normalmente mesma espessura. Costumam ter pneus de banda branca, e normalmente montadas em rodas clássicas.
Pelo geral, desmontam-se os para-lamas dianteiros, alteram ou simplificam os tubos de escape envolvendo-os com fita de amianto (muito característico). Não se modifica o chassis original. Quanto aos guidões, há várias tendências, com guidões largos tipo “Flyer”, altos tipo “Ape Hanger”, curtos e retos, etc. A parte destas modificações, se personaliza a pintura, detalhes mecânicos e acessórios ao gosto dos rockers da época. Usam-se cores sóbrias como o negro, tons de metal, etc, predominando os cores foscas. Aparece timidamente a aerografia com motivos herdados sobretudo dos bombardeiros da Segunda Guerra Mundial (pin-ups), ou referências ao Rock and Roll, Rockabilly e Blues. As bobbers são as antecessoras das chopper, e existem diversas classificações segundo a forma e longitude do para-lama traseiro, tamanho do tanque de combustível, altura do chassis com respeito ao solo, etc.
Rat-Bike: é difícil determinar quando aparece esta vertente do custom, já que consiste na modificação ou criação de motos a partir de peças de desgastadas e velhas, acessórios oxidados de outras máquinas alheias ao motociclismo (às vezes surrealistas), e em definitiva fazer que a motocicleta funcione corretamente, mas com um aspecto decadente, sujo e velho. Utiliza-se pintura negro fosco ou verde militar e evidentemente, não utiliza peças cromadas. Em ocasiões, alguns construtores têm chegado a criar óxido para vertê-lo sobre algumas de suas peças. Estas motos podem ter relação com as máquinas do filme Mad Max.
Chopper: chama-lhas assim pelo verbo inglês “to chop” (cortar), já que corta-se ou desmonta da moto tudo considerado supérfluo. Aparecem no final dos anos 60 nos Estados Unidos e caracterizam-se por ser motocicletas delgadas, baixas pela parte de atrás e altas pela parte frente, com garfo dianteiro alongado… muito longo (às vezes exageradamente), a roda do dianteira menor e a roda traseira bem mais grossa. O Chassis é modificado ou criado especialmente para converter a moto em uma chopper. Os guidões originais costumam substituir-se por “Ape Hanger”, chamados assim porque dada sua altura obrigam a manter os braços no alto e dão a impressão de que o piloto vai pendurado neles. Mas basicamente é muito fácil reconhecer uma chopper por vários fatores principais: Chassis estreitos e longos, bem mais altos na dianteira do que a traseira, tanques de combustível relativamente pequenos em respeito a moto original, suspensões traseiras rebaixadas ou inexistentes (Rabo Duro), grafos longos e muitas vezes com suspensões de berços (Springer). A pintura costuma ser colorida e ter muitas peças cromadas. A aerografia está muito presente ao longo de toda a moto.
Dresser: aparecem em meados da década dos anos 60, simultaneamente nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Vem do verbo inglês “to dress” (vestir). É o tipo de custom menos agressiva com relação ao modelo original, já que ao invés dos outros estilos, consiste em substituir peças e acessórios das motos por outros de melhor estética ou simplesmente acrescentar peças para incorporar novas funcionalidades. Costuma-se cromar todas as peças se permita e se usam geralmente cores brilhantes e aerografías de um nível artístico elevado.
Street Fighter: em inglês “guerreira urbana”. Estas motocicletas se diferenciam de todas as demais custom porque a base que se utiliza é uma moto desportiva, geralmente japonesa e em alguns casos italiana. Aparecem na Grã-Bretanha no final dos anos 80, nas cidades mais saturadas de tráfico urbano. Rapidamente se propagou na Europa, sobretudo na Alemanha. Utilizando-se de materiais modernos, tais como a fibra de vidro, fibra de carbono, aluminio, etc. Modifica-se tanto a estética como a mecânica da moto. Caracterizam-se esteticamente por ter o rabeta traseiro em ângulos muito exagerado (sempre são monopostos), deixando à vista o grosso pneu traseiro e com poderosos tubos de escape. Tiram-se os carenagens, polindo e cromando algumas peças. Cria-se acessórios de formas impossíveis. Os farois são substituídos por outros bem mais pequenos e sofisticados e costumam instalar pequenas carenagens sobre eles. As cores variam desde as aerografías mais delirantes até as mais sinistras, passando pelo sempre presente negro fosco.

O termo motocicleta custom provem originalmente do verbo inglês “to customize”, que se refere à personalização de algo que foi criado em série de forma industrial. Oferecendo a possibilidade de modificações de acordo com o gosto de seu dono (partindo quase sempre para um modelo de estilo clássico ou “retro”).
As custom apareceram como tais assim que se popularizou a modificação por parte dos seus usuários (principalmente das marcas norte-americanas Harley Davidson e Indian), depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Na atualidade, praticamente todos os fabricantes de motocicletas têm uma gama de motos custom e um catálogo de peças para personalizá-las. O movimento tem tido tal repercussão ao longo das décadas, que se gerou uma indústria paralela de customizadores ou criadores de motocicletas totalmente exclusivas a partir de zero.
Dentro do universo das motocicletas custom existem infinidade de estilos bem diferenciados pelo tipo de modificações que às submetem, nível de modificação, etc, e que se subdividem por sua vez em diversos gêneros menos definidos.
Alguns dos principais tipos de custom são os seguintes:
Cruiser: Do Inglês “Cruise”, referindo-se a que está preparada para percorrer grandes distâncias a velocidades médias (de cruzeiro). São as Custom por excelência, de origem e sem modificações estruturais. Sua morfologia responde a uma moto longa e baixa, com grande distância entre eixos, guidom largo, tanque de combustível de grande capacidade e para-lamas envolventes. A postura de condução, dada a ergonomía que apresenta, é relaxada, com as costas retas ou ligeiramente inclinada para atrás, os braços relaxados e as pernas estendidas.
Com freqüência acrescentam-se-lhes parabrisas e alforges de couro ou malas rígidas. Hoje em dia, praticamente todos os modelos custom do mercado respondem à definição de uma cruiser.
Bobber: Aparecem na década dos 40, e geralmente criam-se a partir de motocicletas das marcas presentes na época nos Estados Unidos e Grã-Bretanha (Harley Davidson, Indian e Triumph principalmente). Foram criadas no inicio por ex-soldados que voltaram da 1º Grande Guerra. Caracterizam-se por serem baixas e longas, em inglês “long and low”, ter as duas rodas de igual diâmetro e normalmente mesma espessura. Costumam ter pneus de banda branca, e normalmente montadas em rodas clássicas.
Pelo geral, desmontam-se os para-lamas dianteiros, alteram ou simplificam os tubos de escape envolvendo-os com fita de amianto (muito característico). Não se modifica o chassis original. Quanto aos guidões, há várias tendências, com guidões largos tipo “Flyer”, altos tipo “Ape Hanger”, curtos e retos, etc. A parte destas modificações, se personaliza a pintura, detalhes mecânicos e acessórios ao gosto dos rockers da época. Usam-se cores sóbrias como o negro, tons de metal, etc, predominando os cores foscas. Aparece timidamente a aerografia com motivos herdados sobretudo dos bombardeiros da Segunda Guerra Mundial (pin-ups), ou referências ao Rock and Roll, Rockabilly e Blues. As bobbers são as antecessoras das chopper, e existem diversas classificações segundo a forma e longitude do para-lama traseiro, tamanho do tanque de combustível, altura do chassis com respeito ao solo, etc.
Rat-Bike: é difícil determinar quando aparece esta vertente do custom, já que consiste na modificação ou criação de motos a partir de peças de desgastadas e velhas, acessórios oxidados de outras máquinas alheias ao motociclismo (às vezes surrealistas), e em definitiva fazer que a motocicleta funcione corretamente, mas com um aspecto decadente, sujo e velho. Utiliza-se pintura negro fosco ou verde militar e evidentemente, não utiliza peças cromadas. Em ocasiões, alguns construtores têm chegado a criar óxido para vertê-lo sobre algumas de suas peças. Estas motos podem ter relação com as máquinas do filme Mad Max.
Chopper: chama-lhas assim pelo verbo inglês “to chop” (cortar), já que corta-se ou desmonta da moto tudo considerado supérfluo. Aparecem no final dos anos 60 nos Estados Unidos e caracterizam-se por ser motocicletas delgadas, baixas pela parte de atrás e altas pela parte frente, com garfo dianteiro alongado… muito longo (às vezes exageradamente), a roda do dianteira menor e a roda traseira bem mais grossa. O Chassis é modificado ou criado especialmente para converter a moto em uma chopper. Os guidões originais costumam substituir-se por “Ape Hanger”, chamados assim porque dada sua altura obrigam a manter os braços no alto e dão a impressão de que o piloto vai pendurado neles. Mas basicamente é muito fácil reconhecer uma chopper por vários fatores principais: Chassis estreitos e longos, bem mais altos na dianteira do que a traseira, tanques de combustível relativamente pequenos em respeito a moto original, suspensões traseiras rebaixadas ou inexistentes (Rabo Duro), grafos longos e muitas vezes com suspensões de berços (Springer). A pintura costuma ser colorida e ter muitas peças cromadas. A aerografia está muito presente ao longo de toda a moto.
Dresser: aparecem em meados da década dos anos 60, simultaneamente nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Vem do verbo inglês “to dress” (vestir). É o tipo de custom menos agressiva com relação ao modelo original, já que ao invés dos outros estilos, consiste em substituir peças e acessórios das motos por outros de melhor estética ou simplesmente acrescentar peças para incorporar novas funcionalidades. Costuma-se cromar todas as peças se permita e se usam geralmente cores brilhantes e aerografías de um nível artístico elevado.
Street Fighter: em inglês “guerreira urbana”. Estas motocicletas se diferenciam de todas as demais custom porque a base que se utiliza é uma moto desportiva, geralmente japonesa e em alguns casos italiana. Aparecem na Grã-Bretanha no final dos anos 80, nas cidades mais saturadas de tráfico urbano. Rapidamente se propagou na Europa, sobretudo na Alemanha. Utilizando-se de materiais modernos, tais como a fibra de vidro, fibra de carbono, aluminio, etc. Modifica-se tanto a estética como a mecânica da moto. Caracterizam-se esteticamente por ter o rabeta traseiro em ângulos muito exagerado (sempre são monopostos), deixando à vista o grosso pneu traseiro e com poderosos tubos de escape. Tiram-se os carenagens, polindo e cromando algumas peças. Cria-se acessórios de formas impossíveis. Os farois são substituídos por outros bem mais pequenos e sofisticados e costumam instalar pequenas carenagens sobre eles. As cores variam desde as aerografías mais delirantes até as mais sinistras, passando pelo sempre presente negro fosco.
“The Eagle Soars Alone”
"Classic Rider Walk Alone"
"Classic Rider Walk Alone"
M Valenti, não ia mais responder teus posters mas como vc está insistindo na mesma história vou te mostrar algumas coisas que a maioria do Harleiros desconhece:
1975/1976 a HD tentou entrar no Brasil com motos HD com 125 cc e 250 cc, mas eram uma porcaria de motos, por causa disso sumiram, então quando vc exalta a marca HD como sendo a única que tem perssonálidade está errado, como já falei toda fábrica só visa lucro, pesquisa motos HD 125/250 e vais ver que inclusive tem a venda aqui no Brasil, vou te passar um link para ver que não estou falando asneiras
https://www.google.com.br/search?q=harl ... 80&bih=685
https://www.google.com.br/search?q=harl ... 80&bih=685
1975/1976 a HD tentou entrar no Brasil com motos HD com 125 cc e 250 cc, mas eram uma porcaria de motos, por causa disso sumiram, então quando vc exalta a marca HD como sendo a única que tem perssonálidade está errado, como já falei toda fábrica só visa lucro, pesquisa motos HD 125/250 e vais ver que inclusive tem a venda aqui no Brasil, vou te passar um link para ver que não estou falando asneiras
https://www.google.com.br/search?q=harl ... 80&bih=685
https://www.google.com.br/search?q=harl ... 80&bih=685
Santista e Vera (Viru´s MC)
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M Valentim
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Amigo, boa tentativa, mas o período a que vc se refere, não considero ser da verdadeira Harley Davidson.Santista escreveu:M Valenti, não ia mais responder teus posters mas como vc está insistindo na mesma história vou te mostrar algumas coisas que a maioria do Harleiros desconhece:
1975/1976 a HD tentou entrar no Brasil com motos HD com 125 cc e 250 cc, mas eram uma porcaria de motos, por causa disso sumiram, então quando vc exalta a marca HD como sendo a única que tem perssonálidade está errado, como já falei toda fábrica só visa lucro, pesquisa motos HD 125/250 e vais ver que inclusive tem a venda aqui no Brasil, vou te passar um link para ver que não estou falando asneiras
Esse período foi quando a Harley passou ao controle acionário e administração da AMF (uma espécie de Honda dos EUA), que não tinha compromisso com a lendária marca, por isso as porcarias 125, que vc citou, chegaram a existir, porém não eram produzidas pela Harley nos EUA e sim na Itália.
Quando os decendentes dos criadores da marca, compraram de volta as açõs pertencente a AMF, a fábrica retornou com força total e mostrou para aqueles que achavam que a Harley tinha acabado, que ela nunca esteve tão forte e que "Águia voava sozinha".
Só para citar, as maiores realizações da Harley foram justamente a partir dos anos 80, com uma série de inovações que inclusive colocaram as japonesas em maus lençóis nos EUA.
O ícone HD moderno é a Fat Boy, que detonou as japas, no inicio dos anos 90, isso é história.
Caro Santista, eu sempre digo, contra fatos não existem argumentos...
Mais um pouco de Hístória, para quem gosta...
Fusão com a AMF ocorreu em 1969
Uma nova fase na história da Harley-Davidson teve início em 1965. Com a abertura das suas ações na Bolsa, termina o controle familiar na empresa. Como conseqüência dessa decisão, em 1969, a Harley-Davidson uniu-se com a empresa American Machine and Foundry (AMF), um tradicional fabricante norte-americano de produtos de lazer. Neste ano, a produção anual da Harley-Davidson chegou a 14 mil unidades.
Em resposta à tendência de personalização das motocicletas, em 1971, foi criada a motocicleta FX 1200 Super Glide – um modelo híbrido entre a Electra-Glide e a Sportster. Uma nova categoria de motocicletas, chamada de cruiser e destinada às longas viagens, nascia ali – um produto feito sob medida para atravessar com conforto e segurança as imensas estradas norte-americanas.
Dois anos depois, com a demanda novamente em ascensão, a Harley-Davidson tomou a decisão estratégica de ampliar sua produção, deixando a planta de Milwaukee exclusivamente para a fabricação de motores. A linha de montagem das motocicletas foi transferida para uma nova planta maior e mais moderna em York, na Pensilvânia. O modelo FXRS Low Rider juntou-se à linha de produtos Harley-Davidson em 1977.
Outro momento decisivo na história da Harley-Davidson ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1981, quando 13 executivos seniores da empresa assinaram uma carta de intenção para comprar as ações da Harley-Davidson que pertenciam à AMF. Em junho do mesmo ano, a compra foi concretizada e a frase “The eagle soars alone” (A águia voa sozinha) se popularizava. Imediatamente, os novos proprietários da empresa implementaram novos métodos de produção e gerenciamento de qualidade na produção das motocicletas da marca.
Em 1982, a Harley-Davidson solicitou ao governo federal dos Estados Unidos a criação de uma tarifa de importação para motos com motores acima de 700 cc, com o objetivo de conter a verdadeira “invasão” de motocicletas japonesas no mercado norte-americano. O pedido foi atendido. No entanto, cinco anos depois, a empresa surpreendeu o mercado. Confiante na sua capacidade de competir com as motocicletas estrangeiras, a Harley-Davidson solicitou novamente ao governo federal que retirasse a tarifa de importação das motos importadas um ano antes do que estava programado.
Foi uma medida absolutamente inédita no país até então. A repercussão deste ato foi tão forte que levou o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, a realizar um tour pelas instalações da marca e declarar publicamente que era um fã da Harley-Davidson. Foi o suficiente para dar novo fôlego à marca.
Antes disso, porém, em 1983, foi criado o Harley Owners Group (H.O.G.), grupo de proprietários de motocicletas da marca que reúne atualmente cerca de 750 mil associados em todo o mundo. É o maior clube deste tipo do mercado de duas rodas do planeta. No ano seguinte, foi apresentado o novo motor Evolution V-Twin, com 1.340 cc, que exigiu sete anos de pesquisa e desenvolvimento dos engenheiros da Harley-Davidson.
Este propulsor equiparia cinco motocicletas da marca já naquele ano, incluindo a novíssima Softail – outra legenda da marca. O lançamento ajudou a empresa a aumentar ainda mais as suas vendas. Como conseqüência, em 1986, as ações da Harley-Davidson entraram para a Bolsa de Valores de New York – a primeira vez desde 1969, quando havia acontecido a fusão entre a Harley-Davidson e a AMF.
Em 1991, foi introduzida a família Dyna com o modelo FXDB Sturgis. Dois anos mais tarde, perto de 100 mil motociclistas participaram da festa de 90 anos da marca, em Milwaukee. Em 1995, a Harley-Davidson introduziu a clássica FLHR Road King. O modelo Ultra Classic Electra Glide, ao comemorar seus 30 anos de existência, ainda em 1995, tornou-se a primeira motocicleta da marca a contar com injeção eletrônica seqüencial de combustível.
Em 1998, a Harley-Davidson adquiriu a Buell Motorcycle Company, abriu uma nova fábrica de motores fora de Milwaukee, na cidade de Menomonee Falls, em Wisconsin, e construiu uma nova linha de montagem em Kansas City, no Missouri. No mesmo ano, a empresa comemorou em Milwaukee seu aniversário de 95 anos, com a presença de mais de 140 mil fãs da marca na cidade.
Foi também no final de 1998 que a Harley-Davidson inaugurou sua fábrica em Manaus, no Brasil. Até hoje, é a única linha de montagem da marca instalada fora dos Estados Unidos. Nesta unidade, são montados, atualmente, os modelos Sportster, Softail FX, Softail Deuce, Fat Boy, Heritage Classic, Road King Classic e Ultra Classic Electra Glide.
Em 1999, chegou ao mercado o novíssimo propulsor Twin Cam 88 nas linhas Dyna e Touring.
Em 2001, a Harley-Davidson apresentava ao mundo um
modelo revolucionário: a V-Rod. Além do design futurístico, o modelo foi o primeiro da história da marca norte-americana a ser equipado com motor refrigerado a água.
“The Eagle Soars Alone”
"Classic Rider Walk Alone"
"Classic Rider Walk Alone"

