Mirage 250: Opinião de proprietários

Motos: Kasinski Mirage 250, Kasinski Mirage 650, Kasinski Cruiser, etc.

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jirschik
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Registrado em: 17 Mar 2008, 18:12
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Saudações Pedro!

Essa vibração não é comum. Vibrações na Mirage ocorrem à partir de uns 130km/h. Sabe afirmar com certeza que a vibração vem do motor? Não poderia ser balanceamento das rodas? A vibração acontece mesmo com a motocicleta parada?

Atualmente temos 2 Happy Hours institucionados aqui no MotosCustom, que são na quinta-feira e sábado, em locais e horários diferentes. Procure na sessão de Passeios os tópicos relativos a eles.
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renatoaquilino
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Boa noite pessoal.

Comprei ontem minha primeira moto: uma Mirage 250 2008. Estou achando do caral**. A moto é linda, confortável, e tem uma potência muito boa. Tem algumas coisas porém, que estão me perturbando, e gostaria de saber o que os mirageiros mais experientes têm a dizer:

1 - É muuuuuito difícil colocar no neutro. Se estiver parado, é impossível. O câmbio simplesmente trava. Tenho que empurrar a moto um pouco pra frente, e tentar engatar enquanto isso, e mesmo assim é bem difícil. Normalmente passa reto por ele e segue pra marcha. Isso é normal? Se não for, ok tenho que consertar, mas se for, tem como mudar isso?

2 - O marcador de combustível, apesar de ter o ponteiro e o curso entre o "Full" e "Empty", mostra sempre full, até que o tanque chegue perto do final, quando ele desce de repente. Ou seja, o mostrador não vai navegando conforme o combustivel é consumido. Fica o tempo todo no full, e vai direto pro empty quando tá acabando. É normal? Tem como resolver?

3 - O freio traseiro é relativamente fraco. Diminui bem a velocidade, até mantém a moto parada em uma descida, mas sei que jamais posso contar com ele para uma parada brusca, pq ele não segura bem a moto. Preciso usar ele com o da frente. É normal isso?

Enfim galera, to curtindo pra caral** a moto, mas esses pontos tão me preocupando. É razão para preocupação, ou é questão de costume?

Abraços a todos.

Renato Aquilino
DSM
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Ai Renato!
Parabéns pela aquisição, garanto que você vai gostar muito dessa moto. Quanto ao freio traseiro é a tambor e o dianteiro a disco, o que dá uma maior eficiência, por isso que utiliza-se mais o freio dianteiro do que o traseiro, porém como você pegou a moto a pouco é bom que mande fazer uma revisão geral( relação, óleo das bengalas, rolamentos, lonas e pastilhas de freio, óleo e filtro do motor, filtro de ar etc.), não fica tão caro se a maioria dos itens estiverem em ordem e você fica traquilo para andar sem sustos.
Já quanto ao câmbio pode ser falta de costume com a moto ou algum outro problema, como por exemplo um melhor ajuste no cabo de embreagem, o que na revisão também é facilmente resolvido.
A gente nunca sabe como o antigo proprietário cuidava e andava com a moto.
No mais é só alegria, boa sorte com sua Mirage.
renatoaquilino
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Atualizando o tópico, e, como ele é de opiniões de proprietários, segue também a minha. Depois de acostumar com a moto, deu pra entender direito a situação:

1 - Neutro: Não dá pra engatar neutro na moto parada e ligada. Se eu desligo, engata na boa. Se eu estou em movimento (diminuindo pra um farol vermelho, por exemplo) engata na boa. Se está parada, mas ligada, não vai pro neutro. Da segunda, vai pra primeira, da primeira, não sobe pra neutro, nem pra segunda. O câmbio trava na primeira, e não sai dali, enquanto não começar a andar. Tô acostumado com a situação, mas não sei se é normal.

2 - Bomba de combustível: mecânico de confiança me falou que a bom de combustível é uma merd*. posso até trocar, mas depois de uns 3, 4 meses vai dar pau de novo. Melhor confiar no contador de quilometragem.

3 - Freio: Era problema de costume mesmo. Não dá pra contar com o traseiro somente, é preciso dosar o traseiro e o dianteiro, e usar também o freio motor (reduzindo a marchar pra reduzir a velocidade. Muito útil, quem não souber como fazer, pergunte).

Agora, a opinião de proprietário:

Ótima moto. Demorei um pouco pra acostumar, o que creio que aconteça com qualquer recém-proprietario de custom, mas depois do costume é só alegria. Respeitando a moto e o trânsito, dá pra rodar tranquilo, desde os 30km/h até os 130km/h. Não vibra, tem boa potência, ergonomia. Trabalha bem na cidade e na estrada, com ou sem garupa. A manutenção não é cara (salvo alguma peças) nem difícil.

Recomendo para iniciantes, e tenho certeza que muitos experientes vão curtir também.

Abraços
jirschik
Moderador
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renatoaquilino escreveu:Atualizando o tópico, e, como ele é de opiniões de proprietários, segue também a minha. Depois de acostumar com a moto, deu pra entender direito a situação:

1 - Neutro: Não dá pra engatar neutro na moto parada e ligada. Se eu desligo, engata na boa. Se eu estou em movimento (diminuindo pra um farol vermelho, por exemplo) engata na boa. Se está parada, mas ligada, não vai pro neutro. Da segunda, vai pra primeira, da primeira, não sobe pra neutro, nem pra segunda. O câmbio trava na primeira, e não sai dali, enquanto não começar a andar. Tô acostumado com a situação, mas não sei se é normal.

2 - Bomba de combustível: mecânico de confiança me falou que a bom de combustível é uma merd*. posso até trocar, mas depois de uns 3, 4 meses vai dar pau de novo. Melhor confiar no contador de quilometragem.
...
1)Para desengatar a moto com ela parada em 1'marcha, acelere o motor e quando soltar o acelerador, tente trocar a marcha para o Neutro. A troca é facilitada quando a rotação do motor é maior.

2)A bomba de combustível da minha é original e nunca deu problemas. É igual à sua, à vácuo. Eu abri-a 2 vezes, apenas para inspecionar. Não entendi a relação com o hodômetro. Será que você não se confundiu com o marcador de combustível? Se for isso, não dá para comparar com o marcador de combustível de uma moto com o de um carro. O formato do tanque de combustível de um carro é mais simétrico, sendo mais fiel à medida. No tanque de uma moto não tem espaço bom para a atuação da bóia. O deslocamento dela é linear, o marcador tem escala linear, mas o formato do tanque não é, e isso leva a erros de leitura. Seria necessário outro tipo de medidor de volume para ter uma medida confiável, e isso custa caro, sendo inviável para uma motocicleta deste valor.
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renatoaquilino
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2)A bomba de combustível da minha é original e nunca deu problemas. É igual à sua, à vácuo. Eu abri-a 2 vezes, apenas para inspecionar. Não entendi a relação com o hodômetro. Será que você não se confundiu com o marcador de combustível?
O problema é o marcador de combustível: não retrata fielmente o volume de combustível disponível, ficando muito tempo no full, e descendo uma bela hora para o final. Um mecânico me disse que a culpa por esse mal funcionamento é da bomba, e que não valeria a pena trocá-la porque em pouco tempo teria o mesmo problema de novo. A relação que fiz com o hodômetro parcial é a de que prefiro confiar nele para ter idéia de quanta gasosa tem (zero sempre no abastecimento, calculo uma média de 25km/l), verificando o quanto já rodei desde que abasteci.

Quanto ao engate no neutro, vejo que é um contratempo comum às Mirages. Vou tentar o esquema que você falou.

Abraços
Miau
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na verdade o marcador de cobustivel funciona perfeitamente..

o que costuma dar problema é a boia, mais especificamente no circuito de medição dela.

e sobre nao marcar corretamente o combustivel, isso n tem a ver diretamente com o marcador, e sim com o formato do tanque..

se vc reparar, ele tem o formato de VV

entao, pela logica, quanto mais o nivel desce, mais rapido desce..

ja se o tanque fosse quadrado, nao teria problema, pois o nivel ia descer de forma constante e uniforme.

há uma maneira de contornar essa situacao, que os projetistas nao quiseram gastar com isso..

seria compensar ohmicamente essa defasagem a cada selecao de niver que a boia faz.. eu ja to fazendo esse projeto e vendo se desenvolvo um adaptador que vc apenas pluga no cabo do tanque e ele corrige a marcação.

já em relação a marcha, o esquema é o seguinte.. se vc nao vier reduzindo as marchas antes da parada total, faça o seguinte..

escolha um local onde vc nao vai interferir no transito, ande com a moto ate pegar a 5 marcha e entao pare sem reduzir..

vai ver que a marcha com ela parada nao responde, entao vc alivia a embreagem devagar.. vai ter um ponto q vc vai sentir um estalo. entao vc aperta novamente a embreagem e pode reduzir que ai ela passa a aceitar.

sobre a bomba de combustivel, a minha tambem é igual a sua, à vacuo.. nunca deu problema, ja desmontei pra inspecionar e tudo ok. realmente vc deve ter se confundido com o problema da marcação de gas.

veja, sobre o freio.. em nenhum veiculo vc usa apenas freio diant ou tras.. tem q usar ambos na dosagem mais similar possivel.

se vc frear mais no diat ou no tras, vai causar desgaste irregular do pneu, e do sistema de pastilha/lona/ sapata de freio.

tambem se frear mais no tras, a moto derrapa facil e fica rebolando q nem uma mulata(hahah varias vezes comigo)

o correto é unir mesmo freio motor, tras e diant =)
mcremonesi
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Humm escreveu:na verdade o marcador de cobustivel funciona perfeitamente..
Entrando um pouco no assunto, o meu marcador funciona perfeitamente tbem, e o que Humm falou sobre o tanque é verdadeiro, mas o fato dele baixar rapidamente não implica em nada, contanto que vc fique atento na km percorida. No meu qdo esta marcando inicio de Reserva, normalmente ja tenho percorrido +/- 200 ou 210 Km. Como troquei a torneira de Gas por uma da YBR, esta entrando na reserva apos 10/11 litros consumidos. Jogo com uma média de 22 km/l para não ter problemas...rs, acima disto (pra mim) já é lucro na estrada....

Abraços a todos
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renatoaquilino
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É isso mesmo, confundi o tempo todo a bóia com a bomba. a bomba não tem nada a ver com a história. De qualquer forma, entendi qual é o problema, valeu.

Quanto ao neutro e à quinta.... cara, isso parece simpatia hehe. Vou fazer, posto o que aconteceu. Mas como isso funciona tecnicamente? E como diabos vc descobriu isso?

Essa de fazer a moto rebolar rola mesmo ahuahauh

Abraços
M Valentim
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Opinião de proprietário de Kasinski Mirage GV 250 ano 2008

Adquiri uma Motocicleta Kasinski Mirage GV 250 Custom 2008 em março de 2010, com 4 mil km. Já no inicio percebi que a moto, de forma intermitente, apresentava falha de partida, com trancos secos que impediam o funcionamento do motor. Depois de algumas tentativas, a moto pegava e ficava uns 2 dias sem apresentar a pane. Acreditei que o problema poderia ser a bateria e de imediato troquei por uma nova, de mesma especificação, no entanto a pane intermitente de trancos na partida não cessou após a instalação da nova bateria.
Ainda neste período inicial de aquisição, percebi que a torneira de combustível, encontrava-se emperrada e a troquei por uma nova e de melhor qualidade. Após um tempo e próximo da revisão de 6000 Km, a motocicleta apresentou um barulho de engrenagens quebradas e não mais foi possível dar a partida elétrica. Como em Taubaté não tinha oficina autorizada Kasinski, dei a partida a moda antiga (empurrando a moto) e levei a moto para revisão de 6 mil km na autorizada Kasinski de São José dos Campos, de nome Moto Route. Informei a eles que além da revisão, a moto não dava partida e que antes disso ela apresentava trancos durante a ignição.
Após uma semana e de forma até muito eficiente, foi entregue a moto revisada e houve a troca de duas engrenagens que tiveram seus dentes quebrados. Esta troca me chamou atenção pela gravidade da quebra, e então, questionei o porque de quebra tão prematura. De forma muito estranha o mecânico afirmou que poderia ser a forma de se dar partida, então perguntei a ele como deveria ser uma partida correta do modelo, e ele de forma bem simples e intuitiva puxou o afogador da moto e apertou o botão de partida, da mesma maneira que qualquer moto carburada com partida elétrica é acionada normalmente.
Apesar de perplexo com a resposta do mecânico, entendi que ele não sabia o porque da quebra das engrenagens. Logo após a revisão a moto passou a apresentar vazamento de óleo pela tampa do filtro de óleo do motor (pane que ganhei em função da revisão mal realizada na Moto Route) e a pane de trancos na partida retornou, mesmo eu tendo relatado sua ocorrência por ocasião da revisão de 6 mil km.
Como estava sendo transferido de local de trabalho da cidade de Taubaté para Manaus, e já não confiava na qualidade do serviço da Moto Route, decidi que levaria a motocicleta para uma concessionária da capital do estado do Amazonas, já que a assistência técnica de lá deveria ser melhor do que a de SJC, haja vista que a moto era fabricada na Zona Franca, ledo engano...
Assim que chegou a Manaus, a motocicleta apresentou pane elétrica que impedia a ignição do motor, inclusive com queima de fusível, desta forma contratei uma pick-up da própria oficina autorizada Kasinski Tecway para levá-la até a concessionária.
Chegando lá informei que além da pane elétrica, a moto possuía vazamento pela tampa do filtro de óleo(herdada da revisão mau feita na Moto Route de SJC) e que a partida apresentava trancos de forma intermitente. Foi realizada a manutenção do sistema elétrico, trocada a tampa do filtro de óleo por uma outra de uma moto de modelo diferente (já que não tinha a peça original para trocar) e entregue a moto funcionando. Apesar da tampa do filtro ser de marca e cor diferente da minha moto, fiquei satisfeito porque tinha parado o vazamento, mas como anteriormente relatado, a pane de trancos na partida ainda existia de forma intermitente, após uns 2 ou 3 dias ela retornou.
Decidi levar a moto de volta a Tecway e solicitar que fosse realizada uma inspeção, afim de finalmente resolver o problema da partida e seus trancos intermitentes e intermináveis. Após duas semanas de espera, eles resolveram pegar a moto para ver qual era o problema e descobriram que havia um vazamento de combustível pela bóia do carburador, que estaria encharcando de gasolina o motor e causando o efeito conhecido por “calço hidráulico”. Finalmente descoberto o problema eles disseram que, não possuíam peças para a troca e que iria demorar em média 40 dias para chegar.
Foi quando fui pesquisar na internet se outro proprietário tinha este mesmo problema de calço durante a partida e vi que a pane era inerente ao modelo e que era simplesmente solucionado fechando a torneira de combustível quando a moto estivesse parada. Voltei a Tecway, passei ao mecânico esta informação e já decorridos uns dois meses com a moto parada na oficina autorizada, levei a moto para casa e nunca mais tive problemas com a partida. Isso foi no inicio de julho.
Hoje, dia 17 de agosto, entretanto, a Mirage apresentou um barulho estranho no motor, rapidamente levei a moto para a Tecway, quando cheguei lá, o funcionário da recepção não queria receber a moto alegando falta de espaço para tantas motos aguardando revisão e manutenção, a maioria por falta de peças. Insisti que a moto ficasse lá porque não arriscaria levar a moto para casa com medo de quebrar no caminho, devido a barulheira que saia do motor.
Conclusão? Motocicleta Kasinski, nunca mais...
“The Eagle Soars Alone”
"Classic Rider Walk Alone"
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