Sinais e dicas para viagem em grupo

Organização de encontros e passeios, escolha de rotas, etc.

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Guilherme
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26 Out 2008, 21:44

ASSUNTOS DISCUTIDOS NO NOSSO CHURRASCO DO DIA 26.out.08
Segurança do Comboio:

- Identificamos a necessidade de melhor conhecimento de todos para termos um comboio mais seguro;
- O Brifieng será mais detalhado, levaremos o tempo que for necessário e repassaremos todas as regras de segurança à todos, procurando tirar todas as dúvidas;
- O conhecimento dos sinais e das regras básicas de segurança será OBRIGATÓRIO para quem quiser participar do comboio;
- Vamos colocar por escrito as regras básicas de segurança, e conhecimentos gerais sobre um comboio, como por exemplo:
- O Papel dos Anjos, do Ala, e do Co-Ala;
- Vamos criar o papel dos Semi-Alas: Irmãos mais experientes que ficarão no centro do comboio ajudando na segurança e condução do comboio;
- A distância segura entre os participantes do comboio, e a formação correta em cada situação;
- No trânsito dentro das cidades, quando houver condição de segurança, vamos estabelecer responsáveis pela interdição de ruas para o comboio passar;
- Vamos continuar contribuindo para montarmos o nosso manual de segurança para leitura e conhecimento OBRIGATÓRIO.
Guilherme-CPI & Pity-GPS
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Guilherme
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14 Nov 2008, 14:09

Nos primeiros posts temos os sinais e as regras obrigatórias para quem vai para a estrada nos nossos comboios.
Vamos ler galera!!! É para o bem de todos nós!!vaboraaa
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jirschik
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04 Dez 2008, 16:34

Pessoal, quero discutir um pouco sobre procedimentos de condução em grupo. Até agora eu atuei como Líder de condução (Ala) em dois momentos: Passeio de Sumaré (entre SP e Posto Serra Azul), Passeio de Ubatuba (ida e volta) e Passeio de Pirassununga (entre SP e Posto Graal 124). Foram apenas 3 vezes, em condições distintas e adversas, mas que já me permitem opinar com certa propriedade. Desconheço qualquer tipo de 'curso para ser Líder de grupo de passeio de moto', mas se tivesse, eu o faria pois procuro sempre fazer o melhor que posso, ainda mais quando tenho sob minha responsabilidade a vida de muitas pessoas. Já foi assim quando fui motorista no Exército e assim continua, pois meus princípios não mudaram. Como não há curso, não há 'fase de treinamento'. Então, ser Líder nesta hora é algo sério, onde os liderados – e eu também – não aceitarão se sentir como brinquedos na mão de uma criança. Levo à sério e por isso buscarei sempre a perfeição. Então peço que avaliem comigo as impressões que tive em cada resumo abaixo e façam seus comentários, pois o aprendizado que teremos aqui irá servir para todos nós.

Passeio de Sumaré (trecho entre SP e Posto Serra Azul): Não poderíamos ter escolhido melhor estrada do país: Rodovia dos Bandeirantes. Os trechos mais estreitos possuem 3 faixas, mas na sua maior extensão são 4 faixas de ótimo asfalto, sinalização, ampla área de visão, área de escape central, acostamento, e bom escoamento d'água. Aliás, ainda bem que possui bom escoamento d'água, pois neste dia choveu o que deveria chover em todo o mês! Chuva forte, densa, que atrasou a maioria e acabamos adiando nossa saída em cerca de 01h00 até que chegasse parte da turma, pois alguns desitiram de ir. Foi neste 'clima' que começou o passeio, e tomei o cuidado de esperar o grupo entrar em formação para que eu pudesse, mesmo que de forma simples, avaliar o tamanho do comboio, os tipos, tamanhos e potência das motocicletas, quantidade de membros, faixa etária, se estavam bebendo, e qualquer outra informação que eu pudesse avaliar que viria comprometer a nossa segurança. Esta é a resposta para aqueles que perguntaram “Que raios o Jirschik tá fazendo em pé olhando prá nós? Entra no grupo pô!”. A chuva atrapalhou à ponto de precisar diminuir a velocidade do comboio, pois a pista fica escorregadia. Porém, os caminhoneiros não pensam deste jeito e como precisávamos ficar na faixa direita por conta da baixa velocidade, éramos constantemente alvos dos “sprays” de água e sujeira. Se ocupássemos a segunda faixa da direita para a esquerda, seríamos constantemente ultrapassados por ambos os lados, o que seria ainda mais perigoso. O Líder passa metade do tempo olhando para frente e a outra metade do tempo olhando pelo retrovisor para constatar a integridade do grupo. Neste dia de chuva isso ficou ainda mais difícil, por conta do embassamento da viseira, o que me obrigou a pilotar com ela aberta em grande parte do tempo. Por conta destas condições adversas, a velocidade de deslocamento foi menor, mas nunca abaixo da velocidade mínima da pista, que é sempre 50% da maior velocidade permitida, segundo as leis de trânsito. Ao pararmos no posto Serra Azul para juntarmos aos irmãos de Campinas, o tempo 'deu trégua' e seguimos sob Sol. Não esqueço que ao tirar as botas e torcer as meias: dava para encher um copo d'água!

Passeio de Ubatuba (ida e volta): Tempo bom, 'Sol à pino', feriado e estrada nova; praticamente nova para mim, pois fazia quase duas décadas que eu não andava nestas estradas então posso dizer que não conhecia o caminho a ser percorrido. Entretanto, fiz minha 'lição de casa' e consultei Google Maps e um Mapa Rodoviário do DER para identificar quilometragens, cruzamento de rios, postos de Polícia Rodoviária, pedágios e outros marcos que auxiliassem na identificação do trajeto. Compartilhei este planejamento com os irmãos através do site, pois é informação importante para todos. Entretanto, esta pesquisa não me permitiu avaliar as condições do piso e tráfego, que foram itens que causaram um impacto relevante. Nas rodovias Ayrton Senna e Carvalho pint* as condições das estradas são boas, porém não se pode dizer o mesmo da Tamoios, que possui 2 faixas sendo que a da direita é o 'ex-acostamento', e a velocidade máxima permitida é de 60km/h. Junte a isso alguns buracos e vários trechos escarpados (descolamento da parte superior do asfalto). Nossos planos de deslocamento sempre foram de uma formação em fila dupla ou simples, mas por conta do feriado não prevemos que teríamos que nos deslocar pelo 'corredor' entre os carros. No primeiro momento em que paramos, fui sugestionado a seguir pelo corredor, mas hesitei por não termos combinado esta possibilidade. Pedi o conselho de um irmão com mais experiência que pediu que eu mantivesse a formação. Foi bom conselho, pois logo a frente o motivo do tráfego mostrou-se claro devido a um veículo quebrado na faixa direita, acompanhado da Polícia Rodoviária. Novamente após alguns quilômetros surge outro congestionamento e este já prometia ser efeito do tráfego do feriado. Atordoado pelo calor sob a jaqueta de couro, assumi a responsabilidade de seguir pelo corredor e pedi para o Co-Ala avisar ao Anjo que dividiria comigo esta missão. Foi uma condução cuidadosa onde tivemos alguns momentos de perigo calculado e outros imprevisíveis. Algumas motocicletas pequenas e estreitas que não faziam parte do comboio nos cortavam entre os carros e se isso já é perigoso para os carros, para nós é ainda mais. Precisei contar também com o importante auxílio do Anjo, pois em uma serra, cheia de curvas, não é possível ter visão de todo o grupo, como faz-se nas retas da Rodovia dos Bandeirantes. Nossa comunicação via 'pisca-pisca' para pedir o fechamento da passagem de carros para o Anjo ficou comprometida por esta falta de visão do grupo todo. O Anjo fechou a passagem na pista para fazermos ultrapassagens, mas como eu não conseguia vê-lo, não tive como saber da manobra. Na intenção de avisar o que estava sendo feito, 'o Anjo quase que foi pro céu', quando foi fechado por um Vectra que fez a ultrapassagem pela direita. Neste trecho da pista, não era possível seguirmos pela faixa direita, pois estava muito comprometida. Terminado o trecho de serra e após a parada no início da cidade para aguardarmos os fotógrafos e equipe de filmagem, seguimos para o centro após a troca do Líder, pois eu não conhecia o caminho. Depois da parada para abastecimento voltei à liderança do grupo, quando seguimos por trechos da cidade, praias e pequenas serras. Foram trecho mais calmos, mas de velocidade reduzida por conta de ser área urbana, com muitos turistas atravessando as estradas para chegar à praia.
Na saída de Ubatuba em direção à Caraguatatuba, fiquei ansioso por não conhecer o caminho, e nessas horas o auxílio do Co-Ala é essencial. A subida da serra foi mais rápida e sem muitos problemas. Achei necessário pararmos uma última vez na Rodovia Ayrton Senna para nos dividirmos em grupos menores, segundo a região em que moramos. Foi um impasse pelo qual passei ao entrarmos em São Paulo e ter duas direções a seguir: Zona Oeste (onde moro) e Zona Leste. Se não planejarmos a volta do passeio, passaremos novamente por situação como esta, onde quem mora em uma região irá acompanhar um grupo que pode ir para outra região, ou decidirá por conta própria a abandonar o comboio comprometendo o controle do Líder, como aconteceu. Durante todo o trajeto (ida e volta), especialmente nas pistas de maior valocidade, precisei diminuir a velocidade para agrupar o comboio. Isso desagrada a muitos de nós, pois o correto é que o comboio mantenha velocidade constante e que não haja 'buracos' por onde carros e caminhões possam entrar (exceto em casos de entroncamentos, saída da pista).

Passeio de Pirassununga (entre SP e Posto Graal 124 no sábado): Até agora foi a condução mais fácil, pois seguimos pela Rodovia dos Bandeirantes em dia de Sol e grupo reduzido, com poucos iniciantes. Os desvios que ainda ocorreram, mas em menor quantidade foi o distanciamento entre Líder e comboio, dando espaço para carros dividirem o grupo. A velocidade foi maior, mas deve-se observar e contabilizar nas próximas viagens a diferença de velocidade indicada em algumas motocicletas, pois enquanto em alguns velocímetros a velocidade era de 120km/h, outros indicavam 105km/h.

:!: Dicas para o Líder e que todos devem saber :!:
01> Avaliar o grupo no momento da formação do comboio, mesmo que forma simples, com relação ao tamanho do comboio, os tipos, tamanhos e potência das motocicletas, quantidade de membros, quantos mais jovens e mais velhos, se estavam bebendo, e qualquer outra informação que eu pudesse avaliar que viria comprometer a nossa segurança. Estas características irão limitar a capacidade de ultrapassagem, retomada, velocidade e comportamento psicológico quanto a interagir com outros veículos.

02> Se não conhecer bem o caminho, combinar com o Co-Ala (que deve ser alguém que conheça detalhes do caminho) os pontos onde deverão trocar suas funções.

03> Planejar a volta com o mesmo cuidado que se planeja a ida, marcando PEs onde outros comboios menores se formarão para seguirem para diferentes regiões.

04> Combinar com o grupo que, em caso de um veículo entrar no meio do comboio, o Líder comandará 'fila única' apenas para dar passagem ao veículo 'intruso'.

05> O Briefing precisa ser objetivo, pois estamos todos ansiosos por começar a viagem, e não há paciência suficiente para ouvir conselhos por muito tempo. Assim como se faz em uma reunião comercial, onde prepara-se uma Pauta de Reunião, deve-se fazer aqui também através do site.

06> A estratégia de comunicar o Anjo de um deslocamento que será feito através do 'pisca-pisca' das motos de todo o comboio, para que o Anjo feche a passagem de carros, funciona apenas quando TODO O COMBOIO ESTÁ ATENTO, por isso, reforce esta informação no briefing.

07> Após a ultrapassagem, só volte para a pista anterior, assim que todo o comboio ultrapassar o veículo lento. Como todas as manobras, esta também deve ser feita de forma planejada e tomar o tempo necessário.

08> O comboio deve permanecer fechado, com distância adequada entre as motos, de forma a não permitir que um veículo corte o comboio. Entretanto, se isso ocorrer próximo a uma saída da pista em que o veículo está sinalizando que vai entrar, abra a passagem e permita o acesso. Em seguida, retome a formação.

09> Em rotatórias e cruzamentos perigosos, os membros do início do comboio que se sentirem aptos, devem fechar a via para que o deslocamento do comboio por estes lugares seja rápido e seguro.


Essas foram algumas impressões que tive. Com relação às dicas, gostaria que comentassem também, pois posso ter deixado de considerar alguma coisa que contradiza minhas afirmações. A idéia é termos um “Manual de Melhores Práticas na Condução de Comboio de Motocicletas”, e que seja útil para todos. Desculpem-me se pareci 'técnico demais', mas é a forma como trabalho e desejo que comecemos aqui o melhor material sobre este assunto e que seja referência para outros MCs e irmandades.
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caruso
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05 Dez 2008, 09:29

Irmão, mandou muito bem, já pensava em fazer está "pauta" a muito tempo, mas não sendo líder achei que isso deveria partir de alguém que já o tivesse feito, o engraçado é que nós como anjos lá atrás vemos exatamente aquilo que você vê na frente, está de parabéns por suas colocações, mas gostaria de pedir um favor a você como nosso líder no próximo passeio e aos outros membros da irmandade.

Gostaria que a palavra na hora do briefing fosse passada a mim só no início, depois passo-a novamente ao líder que no caso é o Jirschik, ok??

Abraços
Caruso


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Gustavo Rios
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05 Dez 2008, 13:41

jirschik concordo com o seu texto completamente, na primeira viagem do grupo para o Guaruja eu fui de anjo e o que mais me preocupou foram esssas distancias que surgiam no meio do comboio permitindo a entrada de outros veículos, por várias vezes tive que ir até no meio do comboio para tentar unir os blocos. Teve um momento que outras motos começaram a fazer um corredor entre nosso comboio e tive que acelerar até o infeliz e pedir "gentilmente" rsrs que o motoqueiro fosse fazer corredor em outra freguesia.. hahaha
Outra dificuldade que tive foi que alguns integrantes demoravam muito para mudar de faixa quando o lider fazia ou demoravam a sinalizar. Isso complica muito a vida dos que iam atrás porque estão dependendo dos que vão a frente.
No mais era só isso mesmo que acho que conversando e explicando podemos nos acertar.

Aproveitando o espaço: jirschik gostei muito quando fui para Ubatuba, fui logo entre as primeiras motos (prox. do Caruso e Moura) e sua liderança foi muito tranquila e cuidadosa para nós integrantes.

Abraços a todos
Gutto
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Marcos Teixeira
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08 Dez 2008, 10:04

Gustavo Rios escreveu:..... o que mais me preocupou foram esssas distancias que surgiam no meio do comboio permitindo a entrada de outros veículos, por várias vezes tive que ir até no meio do comboio para tentar unir os blocos. ....
Bom dia Galera, creio que essa situação seja uma daquelas que vem se repetindo em nossos passeios, um pouco complexo pois tem varias variáveis para serem discutidas.
Na viagem para Araras houve uma tentativa para unir os blocos, O Joca e Caruso foram até o meio do comboio para unir os "blocos", mas essa união talvez não seja tão simples, pois não depende apenas da moto acelerar + porque muitas vezes a "coitada" não tenha essa força extra !!!!
O Caruso fazia um sinal que eu achava que eu tinha esquecido o pisca ligado, mas na verdade era uma tentativa de unir os blocos !!!!hahahahahaha , valeu Caruso , mas entendi seu sinal depois na parada do posto.

:arrow: Situaçã/problema : Formação de "blocos" dentro do comboio, fazendo uma lacuna, um espaço, possibitando entrada de outras motos e carros.
:idea: Sugestão: Quando uma moto(01), independente de sua cilindrada perder o ritmo, começar a se afastar do irmão da frente, moto(02), a moto(03) ao lado da moto(01) deve pedir autorização para ocupar o espaço a frente, cobrindo esta falha e ficar atras da moto(02)automaticamente, a moto(04) atrás ocupará o lugar vazio deixado pela moto(03) e a moto(01) que ta "esganada" pode recuperar-se para acompanhar o comboio.
Voltamos no assunto que ja tinhamos conversado sobre a "troca de posições dentro do comboio".
Na minha humilde e sábia opinião acho que a soluçaõ para este problemas é termos a "troca de posições dentro do comboio"
BOm galera , entenderam alguma coisa ou ta tudo nublado na mente das crianças :?: :?:kkkkkkkk...........
MARCÃO
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mcfilipi
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08 Dez 2008, 11:21

Irmãozinhos

Dada a democracia que impera em nossa irmandade, vou meter o bedelho também.

Minha experiencia em andar de moto em grupo se limita nas viagens qwue fizemos até agora desde o Guarujá além disso, estou muito longe de ser o dono da verdade então, se eu disser bobagem, por favor relevem, lembrem que sou um CPI convicto.

O que observo nas viagens que fazemos é mais ou menos o seguinte:

Quanto ao distanciamento entre motos: engana-se quem acha que apenas há formação de blocos quando há motos de menor cilindrada. vejo frequentemente Mirages (por exemplo) deixando o espaço abrir, abrir, abrir... (já fiz dessas tb, me incluo no contexto e isso serve de autocrítica tb) o que me faz entender que não se trata apenas de falta de potencia, mas sim falta de atenção. Das vezes que me policiei quanto a isso, mantive uma distancia constante do companheiro da frente. Acho que a receita serve para todos.

Sobre as motos de menor cilindrada, minha opinião é que sejam posicionadas o mais à frende do grupo possível, à partir da segunda fila da formação (isso se um deles não for eleito Ala ou Co-Ala). Minha idéia se baseia no simples fato de que, sendo menos potentes, caso haja diminuição da velocidade por algum motivo, os demais da formação sejam obrigados a diminuir também e, caso haja aceleração, esta seja limitada pelo ritmo das de menor cilindrada. À frente deles, Ala e Co-Ala podem facilmente adequar suas velocidades e não desgarrar.

Sobre a sinalização: realmente, os sinais não chegam à todo o grupo. Sábado, eu estava na quarta ou quinta fila e se não fosse minha visão do líder, eu tava lascado. Senhores!! o pisca não é enfeite de natal!! Usem-no!!!! E desliguem-no depois, p*rra!!! (se o Carusão pode falar palavrão, eu tb posso hehehe).

Não sei, mas mais que isso acho que é chover no molhado, muita coisa já foi dita, nos falta colocá-las em prática.

Acho que foi com o Guilherme que fiz um comentário que pode ser publicado aqui também: Temos que tomar cuidado para não ficarmos um pouco acomodados "ah! tem tem ala, co-ala, anjo, etc.. vou no embalo" ficar relaxados com a liderança dos mais experientes (ou mais destacados)e soltar na mão deles toda a responsabilidade. Vejo o comboio como um corpo só, todas suas células tem que ser ativas, saber o que fazer, quando e como fazer. Se uma célula pára, o corpo todo padece.. aí o bicho pega.

Então meu povo, vamos todos fazer uma reflexão: "como está minha atitude na conduçao em grupo?", vamos EFETIVAMENTE tomar ciência de todas as regras e normas de segurança e de condução em grupo. se não entender, pergunte! (não pra mim, tem um monte de coisas que ainda não me totalmente são claras. já coloquei como meta o próximo churras para sanar essas dúvidas)

Bom.. valeu moçada! se falei besteira, me mandem à m*rda e fica tudo beleza!

Grande abraço a todos!!!
Mário C. Filipi (Viageiros MT/ CPI)
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JocaMartins
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08 Dez 2008, 12:49

Ola Povão da Irmandade ....

Eu como anjo, e já participei de mais de 3 viagem.

Primeiro :-

É facil depois de parado comentar tudo o que houve, mas quando estamos em movimentos os erros são sempre os mesmos.

Não é norma que vai dar mais ou menos segurança, pois o que morre de bombeiro não é facil e eles tem muitas normas.

Agora eu vou dar o meu breve relato:

Os ou o anjo, deve ter um intercomunicador com o lider, senão nada destas regras vão ser realizadas.

Pois ninguém sabe a distância exata do lider ao anjo
e sendo assim temos que o mais breve possivel ter está engenhoca para facilitar.
Se tiver isto, 90% dos problemas serão resolvidos, pois os problemas estão sendo discutidos e ninguém viu que não temos a comunicação com o inicio e o fim do pelotão.
Eu faço com anjo o possivel para que não haja problemas, pois quando o comboio está com vaga entre as motos eu lá do fim fica mais facil de ver do que o lider, então as vezes eu saio da formação para facilitar e buscar o agrupamento.

Quando se fala em segurança, nós estamos pensando em prudência e uma coisa não tem nada haver com a outra.
Sendo que segurança você tem a 1000km/hora ou a 300 km/hora como na formula 1, e prudência é quando o meu colega está ficando distante de mim, e eu estou vendo isto, vou logo ficar mais próximo, pois nesta vaga pode entrar um motoqueiro, carro e etc. ai eu estou prejudicando o meu amigo da frente e do lado.

Já falei com o Caruso, que 3 segundo não são três minutos, então se obedecermos está regra, sempre estaremos juntos e sem vaga entre nós.

Outra coisa se tivéssemos comunicação, claro que quando houvésse uma saida a direita, o lider me comunicava há um kilometro de distância para trocarmos de faixa e liberaria a entra para as pessoas a nossa direita.

Outra coisa, ser anjo e protejer o final do comboio, e assim quando tem um acesso a pista central o anjo logo se coloca a frente da entreda para qua não haja a entrada de carros no meio do comboio, e isto ninguém vê, pois não temos a bendita comunicação.

Então quando saio e faço o comboio se agrupar, não é porque a minha moto é possante nada disto, eu quero que não haja acidente com o nosso grupo, como quase houve na volta de Ubatuba, e nesta de sabado a mulher com o civic querem entrar no comboio pois a entrada dela para a direita ainda tinha 5 km de distância.
É está coisas que a gente que preservar no comboio segurança, a prevensão é ler o manual e ter bom senso de sempre estar proximo do seu amigo de frente.

Agora falar que uma 125 CC não pode andar a 100 km por segurança, beleza, teremos que ver estes conceitos, sendo que quando estamos em nossos comboio vemos muitos com motos pequenas nos ultrapassqar e com garupa, certo que os caras tem vento na cabeça, tudo bem, mas temos que rever está condição também, pois como um motorista de estrada vê está condição:
Pô aquele carinha passou todos eles, e este monte de motoqueiro fica aqui só atrapalhando eu andar.]
E ai tem os problemas do caras de carros sem juizo querem fazer os absurdos que já presenciamos.

É um pouco do que posso colaborar com o que acho que devems mesmo ter.
Um intercomunicador com lider e anjo, ai teremos muito mais cincronização em nossas manobras na estrada e rever a velocidade inicial do comboio, meio do comboio e lá no rabo, pois ai teremos com segurança e com bom senso uma velocidade ideal para andarmos.
Não estou limitando a moto, estou falando em velocidade segura para todos.

Se fui longo no meu relato desculpe, mais é o que acho que devemos fazer.

Bleza.....
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caruso
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08 Dez 2008, 13:02

Mario, mandou muito bem nas suas colocações.


Joca como sempre um verdadeiro cavalheiro com as palavras, concordo com tudo que você disse e realmente acho muito importante a comunicação entre Ala e Anjo, já tinha comentado isso a respeito, mas como é uma decisão que o grupo tem que tomar junto e o pessoal meio que esfriou, acabei deixando pra lá.
Mas estou contigo precisamos mesmo de um intercomunicador entre as pontas.

O Moura em outro tópico mencionou a simplicidade que ele gosta de ter nos passeios, também concordo com ele, mas quero deixar bem claro a minha posição em relação a tudo que vem sendo discutido.

Eu comento muito sobre segurança, porque vocês são meus irmãos e quero dar segurança me sentir seguro entre vocês, também não quero perder a simplicidade dos passeios, mas quero sim poder andar com a Irmandade até o último dia de minha vida e quero poder olhar pra trás e dizer que bom que nunca nada de grave aconteceu entre nós, ainda bem que sempre todos os meus companheiros eram responsáveis e se preocupavam com a segurança do próximo.

Plajeando o Mario, não sou o dono da verdade, quero apenas poder curtir em segurança o momento com cada um de vocês e os próximos que chegaram.

Grande abraço
Caruso


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mcfilipi
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08 Dez 2008, 13:28

JocaMartins escreveu:É facil depois de parado comentar tudo o que houve, mas quando estamos em movimentos os erros são sempre os mesmos.
Por isso sugeri uma auto crítica a todos, antes de qualquer "entretanto".

Sobre o comunicador, acho perfeito! Me disponho a ajudar a comprar um.. Jovi! comé que é o lance do e-bay mesmo? hehehe!!!

Sobre simplicidade, não to aqui pra contrariar meu estimado "Prisidênti" mas em se adotando alguma norma, depois que a coisa entrar no "automático", fica tudo simples também.

É.. feriadão no Guaçú.. chuva... vou ficar dando pitaco aqui o dia todo.. hehehehe!!!
Mário C. Filipi (Viageiros MT/ CPI)
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