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Entendendo a "relação"


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jirschik
MensagemEnviado: Dom Jul 04, 2010 6:56 pm 
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"cros" escreveu:
"Rhedaell" escreveu:
O que esse rolamento proporciona para a corrente e o desempenho da moto? É algo relacionado à lubrificação?


Não, ele apenas mantém a corrente ajustada, mesmo que ela vá dando folga..

Francamente não sei se é um daqueles inventos sem noção, mas a Sahara vinha com um desses de fabrica...

Se não me engano, tem uma Buell que tem um dispositivo semelhante para manter a correia esticada.

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Moto: Kasinski Mirage 250 (2008) / Honda Shadow 750 (2008)


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Yan.Metal
MensagemEnviado: Ter Jan 11, 2011 1:27 am 
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http://motonline.com.br/default.asp?cod ... ategoria=7

Levando em consideração a grande e suja manutenção. Os altos custos de peças de reposição, qual é a perda ou qual o motivo pelo qual as motos de média cilindrada não optam pelo cardã? Pergunto não só em motos Custom mas em qualquer moto, por exemplo as Nakeds. Muito obrigado! André, 32, Goiania, GO.

R: André, o que ocorre é que para uma motocicleta ser impulsionada por eixo cardã na transmissão ela deve em primeiro lugar ter uma boa reserva de potência. O sistema gera muita perda de energia por causa da mudança de plano de movimento dos eixos. Perde energia ao virar 90 graus no sentido de rotação, quando o eixo vem paralelo à balança e passa pela coroa e pinhão para virar a roda. Também, se o motor não tiver os seus eixos principais como virabrequim e câmbio trabalhando no sentido longitudinal mais uma mudança de plano se faz necessária e assim a perda seria maior ainda.
Outra causa são as forças presentes no chassi da motocicleta, que determinam diferentes estruturas. No caso da corrente de transmissão final essas forças são paralelas às vigas da balança e no caso do eixo cardã elas são de tal natureza que é necessária uma estrutura que suporte forças de torção na saida do eixo do câmbio e na entrada da caixa de engrenagens da roda. Dificult
Foto: Medidas dos pneus - Bitenca
a e encarece bastante a construção. Uma boa alternativa seria o uso de correia dentada, mas parece que as fábricas ainda resistem a esse tipo de transmissão para as motos menores. Pode ser uma questão de tempo, se o interesse das montadoras seja suficiente para que mais fabricantes invistam na técnica e desenvolvam correias compatíveis a esse uso.

Bitenca


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jirschik
MensagemEnviado: Seg Fev 28, 2011 6:35 pm 
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Registrado em: Seg Mar 17, 2008 6:12 pm
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A primeira troca do kit relação da minha Mirage 250 foi aos 27.000km. Agora vejo necessidade de nova manutenção, aos 52.000km.

Comprei um pinhão VAZ e comparei com o atual e o desgaste foi pequeno, então vou manter o pinhão que já estou usando. A coroa também está aparentemente boa.

Comprei uma corrente DID com retentor e COM EMENDA. Essa será a novidade, pois tenho algumas dúvidas quanto a usar emenda na corrente. Será o teste que farei e espero não ter experiências desagradáveis. O vendedor disse que o uso de emendas não é recomendável para motos maiores, como a Shadow 600, por exemplo.

E quando trocar a corrente, irei avaliar a deformação da corrente antiga, através da medição dos elos. Vamos ver como está.

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Moto: Kasinski Mirage 250 (2008) / Honda Shadow 750 (2008)


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jbrigagao
MensagemEnviado: Seg Fev 28, 2011 10:55 pm 
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Registrado em: Sáb Jan 05, 2008 3:16 pm
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Dica útil, a parte fechada da emenda da corrente deve ficar apontada para o sentido de rotação, se isso não for feito ela se solta após pouco quilômetros.

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cros
MensagemEnviado: Dom Mar 27, 2011 1:57 pm 
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thiagodomingos
MensagemEnviado: Dom Dez 02, 2012 7:19 pm 
 Assunto : relação ( Muito legal )
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Registrado em: Dom Nov 04, 2012 12:01 pm
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pessoal estava dando uma pesquisada pela net sobre motos ( como sempre ) e achei essa materia achei bem legal que que voces acham ?



Para quem pratica o off-road ou entrega pizzas em cidades montanhosas como Ouro Preto (MG), pode ser interessante usar na moto uma relação secundária mais reduzida que a original. No outro extremo, para quem pega muita estrada, uma relação mais longa pode fazer o motor trabalhar mais "relaxado" (em menor rotação) e até ajudar a economizar combustível. Mas uma troca indiscriminada da relação (coroa e pinhão com número de dentes diferentes) pode até prejudicar o desempenho e o consumo.

Foi essa a conclusão de DUAS RODAS depois de experimentar, numa Yamaha YBR 125 ED, várias relações diferentes da original – a moto vem de fábrica com coroa de 43 dentes e pinhão de 14 dentes, relação de 3,071:1. Tudo para responder as muitas perguntas que chegam em DUAS RODAS, como: "o que acontece quando se altera a relação original; a moto anda mais? O que são relações reduzidas ou alongadas?"

Relação

Na maioria das motos, a "rotação" do motor vai para a roda traseira através de um par de engrenagens, a coroa e o pinhão, ligados por uma corrente. A relação entre o número de dentes da coroa e do pinhão determina a "taxa" com que essa transferência é realizada, a chamada relação de transmissão. Essa taxa equivale ao número de voltas que o pinhão deve dar, para que a coroa (na roda) dê uma volta completa.

Na Yamaha YBR 125 ED, por exemplo, a coroa original tem 43 dentes e o pinhão 14, uma relação de 43/14 ou 3,071:1 (dividindo 43 por 14). Isso significa que, para cada volta da coroa, o pinhão gira um pouco mais de três voltas completas – 3,071. Tudo calculado pelo fabricante de maneira a "casar" com as relações da caixa de câmbio do motor e obter o melhor rendimento da moto.
Mas é possível mudar essa relação trocando a coroa, o pinhão ou ambos, por componentes com número de dentes diferentes. Quanto maior o valor da relação, mais "reduzida" fica a moto em termos de velocidade em cada marcha: o motor trabalha mais cheio, facilitando as subidas íngremes e acelerações em arrancadas ou saídas de curva (veja box). E quanto mais longa fica a moto, maior a velocidade em cada marcha em menores rotações, porém até o limite do motor. Ou seja, numa moto pequena, dificilmente se consegue velocidade máxima maior em pista plana.

Resultados

Foram encontrados diversos componentes com furações próprias para a YBR 125 ED, em São Paulo. Como as coroas de 39 e 37 dentes e uma coleção de pinhões, de 13, 15, 16 e 17 dentes. Com esses componentes, além dos originais, é possível chegar em 15 combinações diferentes de relação – veja tabela.

A troca é feita desmontando a roda traseira para a instalação da nova coroa e retirando os parafusos de 10 mm e a trava do pinhão. Não foi preciso trocar a corrente, mas em algumas motos onde a coroa utilizada for muito maior que a original isso será necessário. A primeira experiência foi "reduzir" nossa YBR 125 ED aproveitando a coroa original e substituindo o pinhão de 14 dentes por um de 13 – relação de 3,307:1.

Para testar o resultado foram adaptados na YBR um conta-giros e um Trip Totem, aparelho de navegação que informa a velocidade máxima atingida. O resultado foi uma moto mais "esperta" no trânsito e valente nas ladeiras, mas exigindo acelerador sempre muito aberto. O motor tinha de ser "esgoelado" com evidente aumento no consumo de combustível, especialmente em estradas onde foram feitas as medições. A velocidade máxima foi de 101 km/h (veja box com as medições).

Passando para outra relação, utilizando coroa de 39 dentes e pinhão de 15, a YBR já ficou "longa demais", com relação de 2,600:1. Não houve ganho relevante na velocidade máxima já que o motor não conseguia "encher" em quinta marcha parando nas 8.700 rpm a 108 km/h, apenas 1 km/h a mais do que se consegue com a relação original nas mesmas condições. A moto perdeu "força" para as arrancadas e ultrapassagens exigindo mais trocas de marchas nas subidas. Em compensação se mostrou mais dócil na estrada mantendo boa velocidade com o motor em menores rotações.

Corre mais?

Para terminar, foi feita uma troca "maluca" utilizando a relação mais "longa" possível com pinhão de 17 dentes e coroa de 37, relação de 2,176. Foi a pior escolha. A pobre YBR ficou totalmente "xoxa", perdeu toda a sua "força" mal conseguindo vencer rampas de garagem e tornou-se lenta e perigosa no trânsito... Na estrada a velocidade máxima foi mais uma vez de 108 km/h só que em quarta marcha... e só depois de "embalar" em descida.

Sem força para se movimentar em quinta marcha, o motor mal passava dos 7.000 rpm e a moto encalhava nos 90 km/h, perdendo velocidade em subidas facilmente. Por fim a relação original foi de novo montada e medida sendo considerada a mais adaptada às características da Yamaha YBR 125 ED, tanto na cidade como estrada.

Confirmada a teoria, a conclusão é a de que na prática cada um pode experimentar a relação que mais combine com seu estilo de pilotagem e utilização da moto. Mas na dúvida, nada como escolher a já testada e aprovada, a relação original...

Resultados

Compare o desempenho entre relações através das velocidades em cada marcha na rotação de potência máxima (8.000 RPM) da Yamaha YBR:

Original Kit 1 Kit2 Kit3
43/14 43/13 37/17 39/15
3.071 3,307 2,176 2,6
km/h em cada marcha (8.000 RPM)
1ª marcha 30 27 42 35
2ª marcha 45 41 62 52
3ª marcha 60 55 83 70
4ª marcha 76 69 105 88
5ª marcha 88 82 – 104
Velocidade máxima (a 10.000 RPM)
107* 101* 108*** 108**

Combinações

Veja as combinações de relações possíveis para a Yamaha YBR 125 ED com os componentes encontrados no mercado:

Coroa Resultado
Pinhão
43/13* 3,307
43/14* 3,071
43/15 2,866
43/16 2,687
43/17 2,529
39/13 3,000
39/14 2,785
39/15* 2,600
Coroa Resultado
Pinhão
39/16 2,437:1
39/17 2,294:1
37/13 2,846:1
37/14 2,642:1
37/15 2,466:1
37/16 2,312:1
37/17* 2,176:1

*Relações experimentadas por DUAS RODAS

No limite

Para motos off-road ou cross, existem kits "prontos" e específicos para determinados tipos de trilha ou pista, quase sempre mais reduzidos que os originais. Já as motos esportivas ou esportivas-turismo contam com kits de "alongamento" para maior velocidade nas marchas, economia de combustível, ou kits de competição próprios para determinados traçados de pista. Dependendo do número de curvas, subidas íngremes e outros detalhes a escolha entre uma relação mais reduzida pode decidir a corrida, facilitando ultrapassagens ou permitindo maior velocidade final. Preparadores experientes como Santo Feltrim conta que "em certas pistas como em Interlagos (SP) se chega a refinamentos como "deitar" a moto em determinados trechos de maneira a aproveitar o menor diâmetro do pneu nos extremos da banda de rodagem e momentaneamente "reduzir" a relação para ganhar impulso... Afinal, na pista vale tudo (mesmo) para se ganhar um milésimo de segundo.




um abraço para os senhores.... :D

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O Motociclismo precisa de Grandes Motociclistas e não de Grandes Motocicletas...


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gildalfer
MensagemEnviado: Dom Dez 02, 2012 9:35 pm 
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Registrado em: Ter Jul 22, 2008 12:23 am
Mensagens: 2384
Localização: Osório - RS
Oportuno esclarecimento!

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Matheuzi
MensagemEnviado: Dom Dez 23, 2012 10:32 am 
 Assunto : Simulador de Relação Coroa/Pinhão
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Registrado em: Qua Jul 20, 2011 1:15 pm
Mensagens: 23
Localização: Ilha Solteira - SP
Salve salve galera, bom postando aqui um simulador do Site da Riffle, pra quem ai não entende muito sobre a relação de dentes, é algo bem interessante viu =D

http://www.riffel.com.br/motopecas/tabela-relacao

Ta ai o link, não sou expert no assunto não, mas ajuda bastante a ter uma boa base do desempenho da moto com tal relação =D

Espero ter ajudado a galera! Abraços!


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Tiago Outs
MensagemEnviado: Seg Jun 24, 2013 8:33 pm 
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Registrado em: Sáb Jun 26, 2010 3:39 pm
Mensagens: 26
Localização: Barueri - SP
Galera, preciso de um help...

Fui esticar a corrente da "gorda", e dei uma volta inteira no parafuso, olhei como tava a corrente e ainda estava frouxa (demorei muito pra esticar, e achei que ia dar isso mesmo). Quando olho pro parafuso, a pecinha que segura ele (uma "tampinha" da balança) havia entortado.

Qual é o nome técnico dessa "tampinha"? será que consigo encontrar ela, ou vou ter fazer uma adaptação de outra coisa no lugar dela?

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Que a estrada da vida seja larga e longa... e que o asfalto seja liso!Because I want...


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jirschik
MensagemEnviado: Seg Jun 24, 2013 9:05 pm 
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Registrado em: Seg Mar 17, 2008 6:12 pm
Mensagens: 5140
Localização: São Paulo - SP
Tiago, você pode postar uma foto para entendermos melhor?

Com essa explicação, suponho que a corrente já tenha chegado no limite de sua extensão e o esticador chegou no fim do curso à ponto de até entortar a chapa que fica na ponta da balança. Detalhe (e desculpe pela pergunta): Você afrouxou o eixo da roda antes de girar a porca para esticar a corrente? Senão, isso também pode entortar essa chapa. E se é uma chapa, a solução é uma só: Tira ela do lugar, estique-a em uma bigorna e desce porrada com uma marreta até ficar plana novamente! 8)

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Moto: Kasinski Mirage 250 (2008) / Honda Shadow 750 (2008)


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